
O Hospital Regional Justino Luz vem passando por reformas há bastante tempo, mas uma das maiores reestruturações do hospital vem acontecendo desde que o Conselho Deliberativo do Conselho Regional de Medicina do Piauí – CRM- votou para que o local fosse interditado por não atender aos requisitos mínimos de funcionamento.
O superintendente de Assistência Hospitalar da Secretaria de Saúde do Piauí, Coronel Gerardo Rebelo, visitou o Hospital Regional Justino Luz, no mês de julho e classificou o hospital de Picos como uma das piores estruturas ligadas a saúde que ele já viu no estado do Piauí.
Para não ser interditado o HRJL teria que passar por várias reformas e mudança de estrutura. De acordo com a diretora geral interina do HRJL, Nádia Costa, vários setores já foram modificados e ampliados. Uma das mudanças que ocorreu foi a separação da obstetrícia e pediatria do pronto atendimento.
“O hospital é muito carente em termos de estrutura, então a gente sempre está tentando adequar e melhorar um pouco cada setor, recentemente a gente vai concluir a área da pediatria e da obstetrícia, humanizando e tornando o ambiente mais agradável tanto para as crianças quanto para as gestantes”, pontuou.
A reforma da sala de reabilitação dentro do centro cirúrgico também está em andamento, Nádia Costa destacou que há a perspectiva de melhorar ainda a estrutura do pronto socorro do hospital. De acordo com a diretora, a ala de interação pediátrica deve ser concluída ainda esta semana.
A diretora interina afirma ainda que muitas obras estão em andamento para que até o mês de outubro o hospital tenha dado fim às reformas, mas ela comenta que devido à complexidade da estrutura do hospital, é possível que esse prazo se estenda.
“Dar prazo é um pouco complicado, porque existe uma série de fatores, as vezes falta mão de obra, por mais farto que seja em Picos, mas, por exemplo, a gente está com dificuldade de alguns especialistas para concluir a UTI, a fase de conclusão é para meados de outubro. Então a gente está torcendo para que seja concluído, mas pode ser que tenha alguma eventualidade e acabe alargando um pouco, mas até então a nossa obra principal é para meados de outubro que é a obra da UTI”, acrescentou.
De acordo com Nádia Costa o HRJL atende cerca de 62 municípios da região, ela comenta que mesmo com toda precariedade de recursos humanos e estrutural, o hospital consegue dar uma resolutividades em 95% dos casos que chegam. Ela comenta que a instalação da UTI em Picos melhoraria a qualidade no atendimento, no sentido de que os pacientes não precisariam mais se deslocar até Teresina (314 km de Picos).
“Essa nova obra que é a UTI vai abranger e vai socorrer muita gente que precisa de um serviço mais especializado e acaba recorrendo para Teresina, então de suma a qualidade vai melhorar ainda mais porque agora a região do Guaribas vai passar a ter um centro de UTI que antes não tinha” finaliza a diretora geral interina do HRJL.
Fonte: Portal O Povo