O período chuvoso que é o tão sonhado inverno, já terminou e em Pedro II infelizmente mais uma vez este período não foi diferente dos últimos três anos que se passaram, esperava-se as tão sonhadas chuvas na esperança de que o Açude Joana que abastece a cidade e algumas localidades próximas da zona urbana recebesse um considerado volume de água, mas, mais uma vez, o município foi castigado pela estiagem.
No entanto, no que se refere a baixa quantidade de água no Joana, existem ainda outros fatores que também contribuem para tanto, destacamos a degradação ambiental do Rio Corrente - curso d'água que abastece o Joana, a baixa pluviometria e o alto consumo d'água, tudo isso junto com o pouco inverno, comprometem diretamente no volume hídrico do principal reservatório d'água do município.

Conforme dados fornecidos pelo o Escritório do EMATER em Pedro II, de janeiro a junho deste ano de 2016, choveu na sede do município, apenas 642 milímetros, comparando com os anos anteriores, percebe-se que a quantidade de milímetros de chuvas que caíram na sede do município são muitos parecidos, nos mesmos meses de 2015 choveu 708,50 milímetros e no ano de 2014 choveu 759,50 milímetros (cada milímetro de chuva fornece um litro de água por metro quadrado).

O Açude Joana é o maior reservatório do município de Pedro II e é o principal responsável pelo o abastecimento da zona urbana, no entanto, este reservatório chegou ao final do mês de junho, com o acúmulo d’água de apenas 25,30%, conforme dados da Agência Nacional de Águas (ANA) do Ministério do Meio Ambiente.
Depois das chuvas torrenciais que caíram no mês de março deste ano, o reservatório chegou a atingir o nível de 28,12% do volume d'água e conforme cálculos do DNOCS, o Joana, é um açude com capacidade de acúmulo de 10.670.000 metros cúbicos d'água, quando se atinge os seus 100%.
Com informações do site: 45graus/Horácio
Por: Eudes Martins