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Dom Expedito Lopes

ENCONTRO HISTÓRICO COM POVOS INDÍGENAS, QUILOMBOLAS E QUEBRADORES DE COCOS

O ENCONTRO FOI REALIZADO PELA FUNAI, MMA E REPRESENTANTES DO BANCO MUNDIAL EM IMPERATRIZ – MA

11/09/2013 17:14h - Atualizado em 11/09/2013 21:07h

O encontro traz os habitantes do bioma Cerrado para participarem da CONSULTAacerca do MECANISMO DE DOAÇÃO DEDICADO A POVOS INDIGENAS E COMUNIDADES TRADICIONAIS NO ÂMBITO DO PROGRAMA DE INVESTIMENTO FLORESTAL – MDD / FIP.

A reunião aconteceu, no New Anápolis Hotel. 

O FIP – Programa de Investimentos Florestal tem o objetivo de colaborar com ações que evitem desmatamentos, degradação florestal e que melhore a gestão territorial e ambiental. O recurso vem de um fundo de doação internacional, o Fundo Clima, voltadas para a adaptação às mudanças climáticas.

MDD - MECANISMO DEDICADO DE DOAÇÃO é uma iniciativa vinculada ao Programa de Investimento Florestal com o objetivo de apoiar Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais em suas práticas de gestão territorial e ambiental. Para além de fomentar essas boas práticas, o MDD busca incentivar a atuação desses grupos nas agendas nacional e mundial relacionada às mudanças climáticas.

 O objetivo do Mecanismo Dedicado de Doação é: 

*Potencializar a participação dos povos indígenas e comunidades tradicionais (PICTs) do Cerrado na promoção do uso sustentável, melhorias de gestão de suas terras contribuindo para reduzir a pressão sobre os seus territórios e florestas remanescentes e climáticas.

*Ampliar e fortalecer a capacidade das organizações representativas dos povos indígenas e comunidades tradicionais e participar efetiva e qualificadamente das políticas de conservação florestal e gestão sustentável de recursos naturais, incluindo os processos do MDD, do FIP e outras políticas ligadas á mitigação e adaptação ás mudanças climáticas.

*Beneficiar povos indígenas e comunidades tradicionais apoiando ações por eles demandadas que contribuem para: reduzir a pressão sobre os recursos naturais existentes nos seus territórios; fortalecer suas estratégias de sobrevivência e manejo tradicionais; garantir sua segurança alimentar e gerar renda; e promover localmente a conservação florestal e a gestão sustentável de recursos naturais.

A reunião teve início às 08h00min do dia 08/09/2013 encerrando dia 09/09/2013 as 19h00min com a apresentação dos dirigentes do evento, Julia Trujillo Miros, Luiz Pinagé (Consultores do Banco Mundial), Tatiana Vilaça (Coordenadora de Prevenção de Ilícitos em Terras Indígenas, Coordenação Geral de Monitoramento Territorial FUNAI - sede) e Jânio (MMA), e contou ainda com a participação dos representantes do APL do Buriti – PI a ARIDAS com os assessores Antonio Reis (REIZINHO) e Rosângela (BIEKA) em seguida os participantes se apresentaram falando seus respectivos nomes, e comunidades que representam e suas localização no cerrado.


Participaram do evento representante indígenas, quilombolas e quebradeiras de cocos.

O Piauí foi representado por Quilombolas e Quebradeiras de cocos e pelo o APL do Buriti – PI

A Júlia fez uma apresentação muito bem elaborada sobre o cronograma estabelecido para o evento, em seguida houve uma apresentação do Índio SRÊWÊ da Mata Brito (Nação Xerente) Membro do Comitê Global – MDD – PIF (Coordenador da Mobilização dos Povos Indígenas do Cerrado, MPIC / TO) que falou sobre os movimentos para buscar melhorias para os povos indígenas. Tatiana relatou sobre problemas ambientais e as expectativas globais sobre formas para diminuir alguns impactos ambientais, com benefícios para os povos do Cerrado. Por fim, explicou a origem do recurso a ser investido por meio do MDD em ações que beneficiem esses povos. Jânio, representante do MMA – DF, também ressaltou a importância de levar ao conhecimento desses povos e elaborar junto com eles esse investimento que vem do Fundo Clima, a elaborar os projetos com as comunidades que também são responsáveis em proteger o Meio Ambiente. A índia Arcete Bandeira povo Krikatí (Associação Wyty – Catê) que fez uma apresentação em sua língua oficial (língua GÊ), em seguida traduziu um pouco pois a mesma não fala bem o Português.

           

O MDD que acontece no Brasil também vai acontecer em outros sete (7) países, havendo previsão de encontros entre os oitos (8) países para discutir os projetos e seus investimentos.

A reunião aconteceu de forma muito dinâmica e as participações foram bem variadas. Todos os convidados participaram dando suas opiniões acerca da proposta apresentada, contribuindo para o processo de consulta estabelecido.

AÍndia Narubia Werreria do povo Iny (KARAJÁ) da Ilha do Bananal – TO defendeu os direitos dos povos indígenas, e expressou sua preocupação com a forma de criação dos projetos, pois deve ser feito com a participação do povo indígena e do cerrado, pois são eles que conhecem as necessidades reais e as potencialidades de seu povo e de sua região, fala ainda que esse projeto deva ser incluído somente os povos do cerrado, pois é a primeira vez que isso acontece, e que esse povo é lembrado em recursos para investimento na capacitação e em toda estrutura de condições de executar um investimento embora pequeno pra alguns, porém um tanto satisfatórios para essa região que nada tem. Assim mostraremos para o Brasil e o mundo que o cerrado é rico e que nós índios e todos os povos do cerrado somos capazes de desenvolver as melhorias da terra com nossa cultura e tradição.

QUEBRA – GELO!

O RONALDO DO MARANHÃO ENSINOU A TODOS A DANÇAR UMA RODA DE CIRANDA E O ÍNDIO SRITBO – XERENTE, ENSINOU SUAS DANÇAS E CANTIGA INDÍGENA (VÍDEO NO FACEBOOK DESTE BLOGUEIRO)

NOSSA EQUIPE CONVERSOU COM A JULIA; CONSULTORA DO BANCO MUNDIAL E UMAS DAS RESPONSÁVEIS PELO EVENTO.

O RESULTADO DA CONSULTA?

Foi bastante proveitoso, esse projeto é bastante diferente, pois é uma das primeiras vezes que esta tendo um projeto iniciando das bases mesmo as necessidades pra serem construídas posteriormente no edital ajunta complementadora todas as coisas postas na hora e não como um projeto que chega já pronto e as comunidades têm que se adaptar e fazer o que o projeto pede e não o que elas demandam, eu acho que foi bem proveitoso, pois podemos adaptar várias coisas que temos pensado inicialmente que agente vai poder transformar bastante esse projeta para que fique com a cara das comunidades do cerrado para que chegue rapidamente os recursos pra elas poderem realizar projetos produtivos  por esse bioma cerrado.

O MIXTO DE CULTURAS E FORMAS DE VIDA! ATRAPALHA?

A luta é comum apesar das diferenças e das peculiaridades de cada um a luta é comum  claro que tem as diversidades que precisão ser respeitadas, mas a luta é uma só, esses projetos essas consultas são os momentos deles perceberem isso, as convergências e as diferenças podem existir.

Dessa consulta foram escolhidos quatro (4) representantes para defender as propostas em Brasília.

O BLOGUEIRO!

Presenciei um momento histórico e inédito algo que marcou em minha vida, passar dois dias observando a construção de um edital para criação de projetos entre povos bem diferentes e tão iguais, falo do povo indígena que veio de várias regiões do cerrado, cada uma com sua cultura e costumes próprios, como também com os povos quilombolas e ainda as quebradeiras de cocos. Fiquei surpreso com o empenho desses povos em buscar melhorias para os povos em conjunto, tornando todos em uma só vós. Uma adversidade se mostrando o interesse de estarem unidos em busca do mesmo objetivo “ melhorar a vida de seus povos”, sem discussões alteradas e sim com muito respeito entre os convidados, me deparei com cristãos de grandes inteligências e capacidades de comunicação, quem não conhecem esses povos de perto nem imaginam o quanto eles são capazes, abracei a causa e estarei sempre unidos aos nosso irmãos indígenas, quilombolas  e seja qual for suas origens, somos todos filhos de Deus e respeito a todos. Parabéns por essa conquista e boa sorte a todos.

VEJA IMAGENS DO EVENTO

PS: MAIS IMAGENS NO FACEBOOK – Josely Ecologista

Fonte: Josely Ecologista
Edição: Josely Ecologista
Por: Josely Ecologista

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