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Notícias Curimatá

02 de novembro de 2016

Mulher que morreu após endoscopia no DF teve lesão no fígado, diz laudo.

Outros exames vão constatar se morte tem relação com procedimento realizado pelo Dr. Lucas Seixas

A mulher que morreu após uma endoscopia em uma clínica do Sudoeste, no Distrito Federal, no último dia 19, teve uma hemorragia provocada por uma lesão no fígado, aponta o laudo do Instituto Médico Legal (IML). Os peritos aguardam outros exames para indicar se essa foi a causa da morte e se o problema ocorreu durante o procedimento.

Jaqueline Ferreira de Almeida, de 32 anos, se submeteu a uma técnica que injeta uma substância no estômago de pacientes que já se submeteram à cirurgia bariátrica mas voltaram a ganhar peso. O procedimento é feito em ambulatório e costuma ter recuperação rápida.

“Na verdade o laudo mostra que houve no minimo imperícia, negligência, imprudência com grave erro medico e aponta também situações onde a causa mortis da Jaqueline poderia ter sido identificada a tempo de um socorro eficaz”, afirma o advogado da família, Renato Borges Rezende.

Jaqueline era casada e tinha uma filha de 1 ano. Segundo o marido dela, Valderi Brito, a paciente ficou 12 horas na clínica até ser transferida para uma emergência de hospital. Ela morreu horas depois.

“Não tomaram atitude nenhuma com relação ao que estava acontecendo. As pessoas ligavam umas para as outras. Eu, totalmente leigo, só olhava e confiava que tava tudo bem.”

A família chegou a questionar o médico, Lucas Seixas, sobre possíveis erros durante o procedimento. Segundo Brito, a resposta foi de que a paciente não expelia o gás injetado.

A reportagem da TV Globo não conseguiu contato com o médico no consultório nem no celular dele. Anteriormente, ele disse que fez tudo o que estava ao alcance.

O marido afirma que os exames da mulher estavam em dia. "A gente quer esclarecimentos, buscar o que realmente aconteceu. Por que se demorou a dar um atendimento, uma atenção maior ao caso dela?"

O caso foi registrado na 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul), que investiga a morte. O Conselho Regional de Medicina (CRM-DF) também apura o que houve. A direção do conselho não se pronunciou, alegando sigilo na apuração. A Justiça analisa a morte de outra paciente do mesmo médico, em situação semelhante.

Ligação gravada

O marido de Jaqueline disse que questionou o médico enquanto Jaqueline ainda estava na UTI. No telefonema, gravado pela família, Seixas afirma que só descobriu um rompimento no intestino da paciente quando chegou ao centro cirúrgico.

"O intestino ficou tao distendido, tão distendida a barriga assim, que aquele ponto, naquele ponto não aguentou e [faz um som para indicar o rompimento], para aliviar [...] Eu acho que estava muito distendido, todinho, e possivelmente deve ter rompido do final da tarde para cá. [...] Eu só esperei ressuscitar e fui para o centro cirúrgico. Não sabia onde era. Mas sabia que tinha um problema", consta no áudio.

"Me desculpe, eu não queria que isso fosse assim não. Queria que ela estivesse hoje com você, sua filha. Eu vou fazer o possível. Mas assim, eu não posso fazer mais do que eu tenho conhecimento. Estou arrasado, arrasado", afirma Seixas em outra parte da ligação. Naquele momento, Jaqueline ainda estava viva.


23 de outubro de 2016

Prefeito Reidan Kléber inicia processo de transição de governo

O prefeito de Curimatá explica que a necessidade da nova gestão administrativa tome conhecimento de dados, sem os quais a continuidade dos serviços públicos estará em risco

O prefeito de Curimatá, Reidan Kléber Maia de Oliveira, publicou decreto de nº 16, de 14 de outubro, dando início ao processo de transição de governo. Ele encerra a sua gestão em dezembro deste ano e em janeiro de 2017 assumirá Valdecir Júnior (PSDB) que foi eleito com 56%. Reidan Kleber e Valdecir Júnior são adversários políticos.

Ao criar a equipe de transição, o prefeito explicou que existe a necessidade da nova gestão administrativa tomar conhecimento de informações, sem os quais a continuidade dos serviços públicos estaria em risco. Afirma ainda que o objetivo é respeitar "a observância dos princípios de legalidade, moralidade, impessoalidade, eficiência, razoabilidade e transparência".

A equipe de transição terá no total oito membros, sendo que 5 membros foram indicados pelo prefeito e outras três pessoas por Valdecir Júnior. Dessa forma, devem ser cedidas todas as informações relativas às contas públicas, ao patrimônio, programas e projetos da prefeitura de Curimatá.

Por lei, os prefeitos que estão encerrando o seu mandato precisam criar a equipe de transição e prestar as devidas informações ao novo gestor, para quando ele assumir o mandato, já tenha conhecimento sobre a situação da prefeitura.

Mulher morre após endoscopia com uso de gás em clinica do Sudoeste - DF

Segundo a família, o médico que fez o exame em Jaqueline Ferreira é Lucas Seixas Doca Júnior, que já foi acusado pela morte de outras duas mulheres.

Uma mulher de 32 anos morreu esta semana depois de ser submetida a uma endoscopia, em uma clínica no Sudoeste, bairro nobre de Brasília. Jaqueline Ferreira de Almeida chegou a ser transferida para o Hospital Daher, mas não resistiu a uma parada cardiorrespiratória e morreu na madrugada de quinta-feira (20/10). Segundo a família, o médico que fez o exame em Jaqueline é Lucas Seixas Doca Júnior, que já foi acusado pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) pela morte de outras duas mulheres. Ele teria usado gás em Jaqueline durante o procedimento e a vítima não teria conseguido expelir o material.

O marido dela, José Valdery Araújo, registrou ocorrência na 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul). Segundo o relato dele, a endoscopia foi realizada na quarta (19), com uso de gás, e o médico teria percebido que Jaqueline não expelia a substância. Ela, então, teria ficado em observação por várias horas, ainda na clínica. A paciente, segundo a ocorrência, apresentou inchaço na barriga e reclamou de dores abdominais. Também apresentava dificuldades respiratórias. 

Ainda segundo consta na ocorrência, Lucas Seixas tentou resolver o problema com um procedimento de colonoscopia feito com um colega proctologista. Sem sucesso, transferiu a vítima para o Hospital Daher, no Lago Sul, no fim da tarde de quarta (19). De acordo com a Polícia Civil, Jaqueline foi levada para o hospital, sedada e inconsciente, e teve uma parada cardiorrespiratória.

Lucas Seixas e os funcionários do Daher tentaram reanimá-la por 25 minutos. O marido de Jaqueline afirmou aos policiais que Seixas abriu o abdômen da paciente e, em seguida, a submeteu a uma cirurgia de aproximadamente duas horas. Mas, durante a madrugada de quinta (20), ela morreu na unidade de terapia intensiva (UTI) do Daher.

O corpo da vítima foi enterrado no cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul, na tarde desta sexta (21). Jaqueline deixa uma filha de 11 meses.

Denúncias

Essa não é a primeira vez que Seixas é acusado pela morte de uma paciente. O MPDFT o acusa de ter sido responsável pela morte da professora Fernanda Werling, em 2006, depois de complicações de uma cirurgia de redução do estômago feita por ele.

Segundo o MPDFT, o médico teria realizado a intervenção sem que a paciente tivesse indicação para o procedimento. Seixas também foi acusado da morte da psicóloga Maria Cristina Alves da Silva, em 2008. A denúncia do MPDFT é a mesma nos dois casos.

O Metrópoles entrou em contato com a clínica Endogastrus, onde Lucas Seixas atende, no Centro Clínico Sudoeste. Uma funcionária ficou de retornar as ligações, mas, até a última atualização desta matéria, ninguém havia ligado para falar sobre o procedimento. A reportagem também tentou ouvir parentes de Jaqueline, por telefone, mas eles não atenderam.

Por meio de assessoria, o Hospital Daher informou que apenas recebeu a paciente já em estado grave e prestou todo o atendimento necessário para tentar salvar a vítima. 

17 de agosto de 2016

Reidan Kléber nega acusações feitas por Valdecir Júnior

O gestor alega que não há irregularidades em sua administração e que a denúncia “não passa de questões políticas de nossos adversários”

O prefeito de Curimatá, Reidan Kléber, esclareceu nesta quarta-feira (17), a denúncia enviada ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), apresentada pelo candidato a prefeito, Valdecir Júnior, onde ele é acusado de cometer diversas irregularidades no âmbito da administração do município.  O gestor alega que não há irregularidades em sua administração e que a denúncia “não passa de questões políticas de nossos adversários”.

Reidan afirmou que Valdecir Júnior está se valendo de influência sobre uma funcionária do Tribunal de Contas, com quem tem um relacionamento, para fazer denúncias ao TCE. “O próprio Tribunal de Contas já fez três inspeções na prefeitura, a CGU fez uma e, até hoje, não foi encontrado irregularidade na nossa administração. Processo nenhum tramita dentro de um Tribunal em oito dias, ou seja, essa representação que ele [Valdecir Júnior] fez, simplesmente é com ajuda de uma funcionária do Tribunal de Contas que é namorada dele, onde acha que vai me prejudicar”, declarou o prefeito

  • Prefeito Reidan Kleber Maia de OliveiraPrefeito Reidan Kleber Maia de Oliveira

O prefeito Reidan também falou sobre as acusações feitas a sua irmã, Luanda Kássia Maia de Oliveira, que de acordo com a denúncia, construiu um imóvel com pontos comercias e quitinetes para aluguel após o prefeito assumir o cargo.

E-Contas

Gilson Barbosa de Oliveira, representante legal da empresa de contabilidade E-Contas, que presta serviços para a Prefeitura de Curimatá, também se pronunciou sobre a denúncia. De acordo com Valdecir Júnior, a empresa foi contratada pela Prefeitura de Curimatá sem a realização de procedimento licitatório e após a posse de Reidan como prefeito, a E-Contas apresentou uma impressionante ascensão, construindo imóvel comercial que hoje, figura como o mais caro da cidade.

Gilson Barbosa negou as acusações afirmou que “Valdecir Júnior é um desequilibrado”. “Essa denúncia não tem fundamento porque nossa denúncia existe há tempos, a gente vem trabalhando no ramo de contabilidade. Quando a gente adquiriu esse terreno o Reidan nem prefeito era, nós construímos esse prédio com recursos próprios, com financiamento do banco BNDS e Banco do Brasil, não teve qualquer benefício da Prefeitura de Curimatá. Essa obra é fruto do nosso trabalho”, esclareceu Gilson, que ainda afirmou o valor da obra “não chega nem a metade do citado na denúncia”.

“Ele cita minha irmã, que mora em Brasília e dizendo que ela não tem emprego. Minha irmã tem como provar tudo. O marido dela trabalha em empresa há anos, adquiriu isso eu não era nem vereador. A prefeitura não tem o que temer. Porque está chegando o período eleitoral, as pessoas querem macular a imagem das pessoas”, destacou. 

Aureliano Nunes Viana Filho

Aureliano Nunes Viana Filho, empresário do ramo alimentício e cunhado de Reidan, também se pronunciou sobre o caso. Na representação ao TCE, Valdecir Júnior afirmou que Aureliano é o responsável pela distribuição de quentinhas aos órgãos da administração municipal e que sua esposa, Edna Maria, controladora da prefeitura de Curimatá, sofria de dificuldades financeiras e a após a posse do irmão como prefeito construiu um prédio em uma das áreas mais nobres da cidade.

Em nota, Aureliano ressaltou que Valdecir Júnior responde a 19 ações de improbidade administrativa decorrente de seus “mandos e desmandos a frente do Poder Executivo nos 02 pleitos que foi Prefeito Municipal”.

O empresário esclareceu que não fornece qualquer tipo de alimento ao Município de Curimatá e que possui um restaurante conhecido na cidade, que funciona no prédio citado na denúncia de Valdecir. “Iniciamos nossa construção há intrínsecos anos (há mais de 08 anos do mandato de Reidan Kleber), construindo de forma gradual, apertando aqui e acolá, enxugando o já apertado orçamento familiar, sendo que ainda não terminamos, é uma construção inacabada. Some-se a isto o fato de minha esposa auxiliar-me com suas rendas de servidora pública e os empréstimos por nos contraídos”, disse.

Aureliano ainda afirmou que a denúncia de Valdecir Júnior é fruto de inveja. “Não podemos deixar de olvidar que percebemos um dos piores pecados capitais, ao nosso ver, INVEJA, nas denúncias do candidato VALDECIR JUNIOR, por este ter origem mais, aliais, bem mais abastada que a nossa, pois, somos de origem humilde, e aquele ter sua gênesis em família mais “tradicional” (em sua miopia), inclusive com seu avô e pai sendo alcaides da cidade alhures”, declarou.

Reidan Kléber nega acusações feitas por Valdecir Júnior

O gestor alega que não há irregularidades em sua administração e que a denúncia “não passa de questões políticas de nossos adversários”

O prefeito de Curimatá, Reidan Kléber, esclareceu nesta quarta-feira (17), a denúncia enviada ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), apresentada pelo candidato a prefeito, Valdecir Júnior, onde ele é acusado de cometer diversas irregularidades no âmbito da administração do município.  O gestor alega que não há irregularidades em sua administração e que a denúncia “não passa de questões políticas de nossos adversários”.

Reidan afirmou que Valdecir Júnior está se valendo de influência sobre uma funcionária do Tribunal de Contas, com quem tem um relacionamento, para fazer denúncias ao TCE. “O próprio Tribunal de Contas já fez três inspeções na prefeitura, a CGU fez uma e, até hoje, não foi encontrado irregularidade na nossa administração. Pro