Colônia do Gurguéia

Padre Anchieta, Colônia do Gurguéia, plebiscito e emancipação política.

Retrospecto histórico de Colônia do Gurguéia.

27/04/2014 16:28h

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A história de Colônia do Gurguéia-PI, nesses 22 anos de emancipação, estaria incompleta se faltasse a figura do Padre Anchieta (07/04/1927 – 07/06/2001), doando-se por essa terra desde o povoamento das glebas onde a cidade fora implantada, percorrendo pelos fatos que resultou no plebiscito e emancipação política do município, chegando aos dias atuais, já que a mesma é fruto da semente plantada por Agostinho Reis, compartilhada por João Alfredo Gaze, Vidal Cortez e regada pelo por José de Anchieta Mauriz Cortez, o Padre Anchieta.

Jesualdo Cavalcanti de Barros descreve no Livro NOTÍCIA DO GURGUÉIA de sua autoria: “Para Carlyli”, “nenhum grande homem vive em vão”. E completa: “a história do mundo não é senão a biografia dos grandes homens”.

O Padre Anchieta é sem dúvida um dos personagens mais importantes na história de Colônia do Gurguéia. Uma descrição exata da trajetória do Anchieta pela emancipação política do município é feita por Moacir Marcomini no Livro ANCHIETA, O SACERDOTE DO GURGUÉIA, fatos que não poderíamos deixar de relembrá-los nesse momento em que o sentimento patriótico aflora em cada cidadão pela ocasião do aniversário de emancipação politica de Colônia do Gurguéia.

Diz Marcomini sobre a emancipação política de Colônia do Gurguéia:

“O Padre Anchieta exerceu mais uma vez importante e decisivo papel na sedimentação desse caminho rumo a liberdade daquela até então sob a guarda dos dirigentes do Município de Eliseu Martins. O trabalho avançava e a cada dia a ideia libertadora ganhava mais força e novos adeptos. Foi então que em 15 de outubro de 1991, o então Deputado Estadual Jesualdo Cavalcanti protocolou na assembleia Legislativa do Estado do Piauí um projeto nº 3427/91, de sua autoria propondo a elevação a foros de município do Núcleo Colônia do Gurguéia. O projeto tramitou no poder legislativo de maneira até certo ponto tranquilo e rápido, passando por todas as comissões pertinentes até ser aprovado em plenário e virar a Lei Estadual 4.477, de 29 de abril de 1992. Estava oficialmente criado o Município de Colônia do Gurguéia”.

Marcomine vai ao cerne da questão quando comenta as rivalidades que insurgem com a criação do novo município:

“Começou então uma nova etapa. Veio todo o processo de preparação legal do que seria o novo município do Piauí, um trabalho que começou funcionando na mais perfeita harmonia entre o Padre, lideranças que o seguiam e a Prefeitura de Eliseu Martins, município do qual Colônia do Gurguéia seria desmembrada. Entretanto essa harmonia não duraria muito tempo, seria rapidamente contaminada pelos vírus da ganância tão comum em pessoas que só vislumbram o proveito pessoal em situações coletivas. O Padre Anchieta deparava-se mais uma vez com as manifestações extremamente mesquinhas e recheadas de interesses menores próprios da natureza individualista. Essa não era a primeira vez, e anteriormente já nos referimos a uma situação semelhante, mas que a sabedoria e o desprendimento dele acabaram se sobrepondo à pequinês. Desta vez ele estava diante de elementos mais difíceis de serem vencidos, seus obstáculos eram, a ganância e a falta de reconhecimento por parte dos agentes políticos profissionais, muitos sem maiores compromissos com a sociedade estruturada, mas apinhados de compromissos escusos com grupos de poder”

Uma vida de serviço prestado credenciava ao Padre Anchieta para ser o primeiro prefeito:

“Qualquer passada pela lógica das coisas tinha o Padre Anchieta como o candidato natural à Prefeitura do novo município, afinal era a única pessoa totalmente credenciada pelo seu vasto histórico de trabalho em toda a região, não só na Colônia. Àquela altura e desde sua nomeação como Pároco de Jerumenha, o Padre já acumulava uma ficha de serviços prestados a todos e sem distinção durante 38 anos. Uma vida inteira de bem fazer contra fichas pífias e oportunistas dos muitos que se arvoravam lideres e senhores do poder e das consciências. A favor dele contava ainda a irretocável lucidez somada às excelentes condições físicas e intelectuais de um homem jovem com cerca de 65 anos de idade e a todas essa prerrogativas era preciso considerar sua enorme vivência administrativa e o perfeito e grande relacionamento nas esferas estadual e federal, vetores que juntos poderiam facilitar uma primeira gestão exemplar e desenvolvimentista em favor da sociedade daquele recém nascido município”  (Texto do Livro Anchieta, o sacerdote do Gurguéia, pag 93-94)

Como todos sabem do restante da história, o Padre Anchieta não foi o primeiro prefeito de Colônia do Gurguéia por que teve sua candidatura cassada por uma ação da oposição.

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Por: Adelmir Andrade

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