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Quatro réus do processo criminal da boate Kiss vão ao Tribunal do Júri

Juiz pronunciou quatro réus: dois sócios da boate e dois músicos. Incêndio na boate, em 27 de janeiro de 2013, resultou em 242 mortes.

27/07/2016 13:17h - Atualizado em 15/01/2020 10:39h

Quatro réus do processo criminal da boate Kiss serão julgados pelo Tribunal do Júri. A decisão do juiz Ulysses Fonseca Louzada foi anunciada nesta quarta-feira (27) pela Justiça do Rio Grande do Sul. O incêndio na casa noturna de Santa Maria, na Região Central do estado, em 27 de janeiro de 2013, deixou 242 mortos.

O juiz, que trabalha exclusivamente na análise do caso,pronunciou os sócios da boate Elissandro Callegaro Spohr e Mauro Londero Hoffmann, e os músicos da banda Gurizada Fandangueira Marcelo de Jesus dos Santos e Luciano Bonilha Leão.

Com o pronunciamento, os réus deverão ser julgados por sete pessoas da comunidade de Santa Maria, que serão escolhidas para formar o Tribunal do Júri. Não há data para o julgamento. Cabe recurso.

A decisão tem 195 páginas. Nela, o juiz entende que há presença de materialidade e indícios suficientes de que os acusados praticaram o fato nos termos da denúncia do Ministério Público.

"As versões defensivas, embora possam existir, não restaram demonstradas de forma cabal, uníssona, numa única direção para que possam subtrair o julgamento pelo Conselho de Sentença", considerou o magistrado.

No documento, os membros do MP argumentaram que Elissandro e Mauro são responsáveis por implantar em paredes e no teto da boate espuma altamente inflamável e sem indicação técnica de uso; contratarum show que sabiam incluir exibições com fogos de artifício; e manter a casa noturna superlotada, sem condições de evacuação e segurança contra fatos dessa natureza.

O mesmo teriam feito Marcelo e Luciano, que, segundo o MP, conhecendo bem o local do fato, onde já haviam se apresentado, adquiriram e acionaram fogos de artifício, que sabiam se destinar a uso em ambientes externos, e direcionaram para o teto da boate, dando início à queima do revestimento inflamável.

Conforme a acusação, os crimes foram cometidos mediante meio cruel, pois houve emprego de fogo e produção de asfixia nas vítimas. O processo criminal que apura o caso tem 20 mil páginas, separadas em 93 volumes.

Nesta quarta-feira (27), são completados três anos e meio da tragédia.


Foto: Daniel Favero/G1

Fonte: G1

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