Marcado pelo choro, capitão receita copiar frieza alemã

Capitão da Seleção foi um dos que se mostrou mais abatido durante as partidas

13/07/2014 08:34h

Compartilhar no
Thiago Silva não esconde o abatimento no fim do jogo em que o Brasil foi derrotado pela Holanda por 3 a 0 na disputa pelo 3º lugar da Copa do Mundo, em Brasília, em 12 de julho de 2014
Thiago Silva não esconde o abatimento no fim do jogo em que o Brasil foi derrotado pela Holanda por 3 a 0

A imagem de Thiago Silva isolado do grupo para chorar e rezar sentado em uma bola antes da decisão de pênaltis contra o Chile, pelas oitavas da Copa do Mundo, foi motivo das maiores críticas à Seleção antes da humilhante goleada sofrida diante da Alemanha, na semifinal. Agora, amargando a quarta colocação, o capitão, enfim, admite que o time precisa melhorar psicologicamente.

Veja também:
Triste, Felipão defende geração e cita Copa de 2018
Ramires evitará futebol e abre mão de ver decisão
Brasil despreza perdão da torcida e perde outra

A derrota para os germânicos por 7 a 1, com cinco gols sofridos em 29 minutos, e o revés por 3 a 0 diante dos holandeses na disputa pelo terceiro lugar, com os dois primeiros gols em 16 minutos, viraram para o zagueiro uma prova do prejuízo do desequilíbrio emocional detectado publicamente há semanas, mas que o jogador só assume existir agora que o Mundial já acabou para o time.

"Temos que aprender com esses dois últimos jogos, principalmente quando levamos gol. Parece que o jogo já está perdido, mas não é assim. Precisamos de equilíbrio, tranquilidade nos momentos difíceis", afirmou. "Não adianta sofrer um gol e já pensar ‘ah, vamos virar’. É necessário ter calma, inteligência, frieza. Falamos da frieza da Alemanha e temos que ser frios também."

O próprio Thiago Silva confessa que precisa melhorar nesse aspecto. E isso porque, além de deixar para o reserva Paulinho a função de atuar como um líder, motivando cada um que bateria os pênaltis contra os chilenos, ele se mostrou irracional com lançamentos para a área adversária em vez de tocar a bola.

Contra a Holanda, o camisa 3 insistia para que David Luiz parasse de optar pela bola longa, mas o próprio capitão não obedeceu essa ordem. "Não é um problema, até porque temos muita qualidade para fazer isso. Mas, contra um time que joga com três zagueiros, tem sempre uma sobra. Não adianta tentar fazer ligação direta, o homem da sobra sempre vai pegar a bola. Pedi para trabalhar um pouquinho mais a bola, mas eu mesmo tentei uma ou duas ligações diretas."

Um retrato de um jogador que, antes da Copa, confessou ter sofrido com insônia por ficar se imaginando levantando o troféu da conquista do hexacampeonato neste ano. Precisando se conformar de que o gesto ficará para o alemão Philipp Lahm ou para o argentino Lionel Messi neste domingo, no Maracanã, Thiago Silva ainda embarga a voz ao falar da frustração.

"Vou para casa com um sentimento de muita tristeza porque tentamos muito em todos os jogos, de todos os jeitos, e não conseguimos o resultado como sonhávamos. É duro ir para casa e falar para os seus familiares: ‘desculpa, não consegui’. É difícil. Mas temos que levantar a cabeça. Ir para casa agora, esfriar um pouquinho, o psicológico ainda muito abatido, mas a vida tem que seguir, não acaba aqui. Estamos motivados para seguir na vida, tanto dentro de campo como fora."

 

Compartilhar no
Fonte: Esporte interativo

É permitida a reprodução deste conteúdo (matéria) desde que um link seja apontado para a fonte!


Deixe seu comentário


Notícias Relacionadas