'Mita' do LoL quer mais mulheres nos e-sports: 'Chegaremos lá'

Apresentadora do League of Legends europeu fala sobre crescimento feminino no cenário e diz: "Quero ser avaliada como profissional da área"

14/05/2018 16:30h

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Eefje Depoortere é uma das mulheres mais representativas no cenário de esportes eletrônicos em âmbito mundial. Conhecida como "Sjokz", a apresentadora do Campeonato Europeu de League of Legends ganhou notoriedade neste espaço, mas até hoje luta por maior representatividade feminina nos e-sports.

- De certa maneira, eu virei uma representante das mulheres em todos os e-sports, e eu me empenho nisso, gosto disso. Espero que eu possa ser um bom exemplo e inspirar outras mulheres, eu fico feliz em falar disso. Por outro lado, eu sempre sou perguntada sobre o espaço para nós nos e-sports, e quero ser avaliada como profissional da área - disse, em entrevista exclusiva ao Sportv.com.

Na equipe envolvida diretamente na cobertura do LoL europeu, sete casters são homens, e apenas duas são mulheres. Além de Sjokz, nascida em Bruges, na Bélgica, há a repórter francesa Laure "Bulii" Valeé. Ao menos levando em conta o time que é visto pelo público semanalmente. Ou mulher famosa no LoL é Indiana "froskur1nn" Black, que cobre a LPL - principal divisão do game na China.

- Eu sou a pessoa na frente da câmera, mas há uma série de outras mulheres que fazem as coisas acontecer por aqui. Certo, não temos tantas casters, mas chegaremos lá - apostou a apresentadora.

Sjokz, apresentadora do LoL europeu, entrevista Caps, da Fnatic (Foto: Riot Games/Divulgação)

Sjokz é bem esclarecida quanto à própria fama. Ela começou nos e-sports em 2012, quando escrevia e gravava vídeos sobre League of Legends para a equipe alemã SK Gaming. Com o surgimento da LCS, que até hoje é a principal divisão europeia, ela foi contratada e nunca mais deixou o próprio posto. Já são sete anos consecutivos de LoL e de uma fama que chegou a outros continentes.

- É bem estranho. As torcidas cresceram, as redes sociais deram mais repercussão, mas em alguns momentos é chocante. No Brasil, por exemplo, como as pessoas me conheceriam? Só que o League of Legends é tão internacional que sou reconhecida em todas as partes. É divertido, mas nunca esperei estar nessa posição - afirmou.

A relação com o Brasil, aliás, é especial. Em 2017, ela cobriu o Mundialito de LoL em São Paulo e no Rio de Janeiro. Até hoje lembra com carinho do país e menciona estar com saudades das festas e das praias.

A leveza quando questionada sobre o Brasil dá lugar à seriedade ao opinar sobre torneios que misturam homens e mulheres nos esportes eletrônicos. Sjokz acredita que campeonatos femininos abrem portas, mas que seria perfeito ver garotas em ação dentro de um espaço tão dominado pelo sexo masculino.

Sjokz em ação durante o MSI 2018 (Foto: Riot Games/Divulgação)

- Não tenho nada contra times exclusivamente femininos, acho que eles são bons para dar às mulheres chances de jogar competitivamente, mas o ideal seria ver mulheres no nível mais alto, jogando em times mistos. Acho que é a melhor maneira, porque não há razões para as mulheres não atingirem esse mesmo nível, se os homens podem - argumentou.

- Mas também acho que há uma série de outros fatores. Não posso falar com autoridade, acho que estudos têm de ser feitos, mas há pontos como o ambiente, o fato de serem pessoas muito jovens tendo de morar juntos em uma casa... - completou.

No Brasil, até hoje só uma mulher jogou League of Legends em campeonatos oficiais. A suporte Julia "Cute" Akemi atuou na SuperLiga do ano passado, pela CNB, contra a ProGaming. No CS:GO, o espaço feminino é maior, com lines femininas em algumas organizações, como a BootKamp e a Team oNe, por exemplo.

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Fonte: E-Sportv

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