Sem acordo de renúncia, Cruzeiro votará afastamento de presidente

A decisão será tomada pelo Conselho Deliberativo depois que o acordo para uma renúncia coletiva não foi alcançado.

17/12/2019 18:20h - Atualizado em 17/12/2019 18:50h

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Tudo indica que o Cruzeiro terá uma assembleia para discutir e votar o afastamento do presidente Wagner Pires de Sá e seus dois vices eleitos, Hermínio Lemos e Ronaldo Granata.
A decisão será tomada pelo Conselho Deliberativo depois que o acordo para uma renúncia coletiva não foi alcançado.
Na manhã desta terça-feira (17), Dalai Rocha, presidente do Conselho Deliberativo, enviou uma carta aos conselheiros pedindo uma trégua por 36 horas antes de dar os próximos passos em busca de uma renúncia coletiva. Contudo, Ronaldo Granata -ao contrário de Wagner Pires e do também vice Hermínio Lemos-, já declarou que não pretende deixar o clube.
Com isso, Dalai Rocha não vê outra alternativa a não ser convocar os conselheiros para votar o afastamento de Wagner e dos seus vices. Essa reunião extraordinária será convocada e deverá acontecer na primeira quinzena de janeiro.
Na segunda (16), Wagner Pires teve longas reuniões na sede administrativa para avaliar a possibilidade de renunciar. Se isso ocorrer, o Conselho do clube formará um comitê gestor para administrar a instituição. Esse comitê contaria com cinco pessoas.
Os nomes não foram divulgados até agora, mas pelo menos três deles seriam de empresários parceiros do Cruzeiro: Pedro Lourenço, dono da rede Supermercados BH, Emílio Brandi, do grupo Nova Safra, e Aquiles Diniz, fundador do Banco Intermedium, atual Banco Inter.
Enquanto não sabe quem comandará o clube a partir de 2020, o Cruzeiro perde mais dias para colocar em prática o planejamento já atrasado para o ano que vem. Até o momento, o clube anunciou o contrato de um ano com Adilson Batista, mas precisa avaliar quais nomes ficarão no clube e quais serão os possíveis reforços.
Além disso, a inédita queda para a Série B só aumentou o caos financeiro do clube, que ainda precisa encontrar recursos para manter alguns jogadores importantes, pagar salários atrasados e iniciar a reestruturação da equipe.

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Fonte: Folhapress

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