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Sarah Menezes é inspiração no judô para jovens da periferia de Teresina

O Projeto Judô Nova Geração AJQ funciona de segunda a sexta-feira na Zona Sul de Teresina, no bairro Promorar

28/02/2020 12:26h

A medalha de ouro no judô feminino nas Olímpiadas de Londres em 2012 foi um feito que está eternizado até hoje na lembrança de muitos jovens atletas. Com a vitória, a piauiense Sarah Menezes entrou para a história como a primeira mulher brasileira a ganhar uma medalha de ouro na modalidade. Desde então, o esporte passou a ser reconhecido no Brasil inteiro e reforçou a esperança de milhares de jovens que praticam o judô, tanto em grandes centros esportivos quanto em periferias espalhadas pelo país. 

Projeto Judô Nova Geração AQJ. Foto: Jailson Soares. 

A judoca piauiense serve de inspiração para meninos e meninas em Teresina que vivem a mesma situação da campeã mundial antes do ápice da carreira. Três desses jovens fazem parte do Projeto Judô Nova Geração AJQ, que funciona de segunda a sexta-feira em uma região periférica da Zona Sul de Teresina, mais precisamente no bairro Promorar. 

O projeto social começou em 2015 e reúne mais de 120 crianças carentes da região. Sem incentivo privado ou público, o Judô Nova Geração AJQ se mantém por doações dos pais dos próprios alunos. A judoca Katia Mayara, responsável pela iniciativa, é quem dedica o tempo e amor para formar os atletas. 

Kátia Mayara, responsável pelo projeto. Foto: Jailson Soares. 

“O objeto principal é formar cidadãos, formar crianças que estudem, que sejam pessoas de bem. O atleta é formado consequentemente. Aqui atendemos crianças de 03 aos 25 anos e sobrevivemos de doações dos pais, rifas, bingos, vendemos lances e participamos de eventos para arrecadar fundos para poder arcar com os custos básicos do projeto e viagens dos atletas. O projeto foi criado inicialmente pelo meu falecido esposo, que também era faixa preta em judô. Quando ele faleceu vítima de um câncer, eu dei continuidade ao projeto”, conta.

Maria Eduarda. Foto: Jailson Soares.

Maria Eduarda, de 13 anos, pratica judô há mais de quatro anos e participa do projeto desde o início. A jovem atleta leva a história de Sarah Menezes como motivação para não desistir do sonho de ser uma atleta olímpica. “A Sarah Menezes é uma inspiração pra mim. Ela saiu de uma vila como a gente e conquistou o mundo. Meu foco é nunca parar no esporte, treinar bastante, chegar numa olimpíada e, claro, orgulhar a nossa professora Kátia, que tanto faz por nós”, conta. 

Antônio José. Foto: Jailson Soares. 

José Antônio, de 13 anos, é tricampeão piauiense da categoria e também sonha alto no esporte. Para ele, muita dedicação o fará um vencedor na modalidade. 

“É uma alegria muito grande fazer parte desse projeto. A professora Kátia dedica tudo que pode por nós. Eu vou treinar bastante para chegar nas olimpíadas. Mas antes disso, quero ser campeão regional mais uma vez, depois campeão brasileiro, depois do Pam, e quando estiver na categoria necessário vou treinar mais ainda para chegar as olimpíadas”, disse. 

Geisiara Vidal. Foto: Jailson Soares. 

A pequena Geisiara Vidal, de 11 anos, é promessa no esporte e está preste de participar da sua primeira competição. Ela sabe que para manter o sonho vivo terá que se esforçar ao máximo ao esporte que ama. A Sarah também é sua grande inspiração.

 “Sempre que vejo alguma luta da Sarah, fico inspirada em praticar o judô. Eu sei que tenho que me esforçar bastante para ir bem na competição. Vou participar da minha primeira competição e estou me sentindo confiante”, conta.

Foto: Jailson Soares. 

Seletiva Regional

No próximo sábado (29), os atletas do Nova Geração vão participar da Seletiva Regional para o campeonato Brasileiro, que acontece no CT Sarah Menezes. Essa será mais uma oportunidade de mostrarem a força que têm no esporte. 

“Estamos nos preparando para essa competição que será muito importante para eles. Mesmo com as dificuldades, vamos fortes. Em nosso projeto não temos nenhuma criança que tenha patrocinador fixo. Mas acredito que o sonho deles é maior que as dificuldades e, se depender disso, eles vão muito longe. Minha maior alegria é saber que eles estão sendo crianças e adolescentes diferenciados, que pode ter uma realidade diferente da que a gente convive nas mediações aqui do Promorar”, finalizou.

Edição: Biá Boakari
Por: Jorge Machado, do Jornal O Dia

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