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Handebol feminino é ouro no Pan; Duda Amorim já pensa em Tóquio

A meia-esquerda ressaltou a importância do entrosamento entre as mais experientes, como ela, e as mais jovens para a vitória.

31/07/2019 09:08h

Melhor do mundo em 2014 e líder da seleção brasileira de handebol, a meia-esquerda Duda Amorim, 32, é conhecida, dentre outras coisas, por sua determinação. Após a conquista do ouro pan-americano, na noite desta terça-feira (30), a brasileira já pensa no Mundial de 2019, disputado no final do ano, e projeta sua importância para o desempenho na Olimpíada de Tóquio, em 2020.

"Sabíamos que o primeiro passo era esse mesmo [o Pan] e agora é focar para o Mundial. A gente pretende ficar pelo menos entre os dez para ter esperança de medalha em Tóquio", disse, lembrando a importância do Pan-Americano para dar confiança ao elenco.

Ela ressaltou a importância do entrosamento entre as mais experientes, como ela, e as mais jovens para a vitória. "Quando a gente fala 'fica mais pra frente, fica mais pra trás', elas escutam. E acho que isso mostra também a confiança que a gente tem nelas", explicou. Para Duda, atuações como a da goleira Renata, 20, um dos destaques da partida, serão fundamentais para ter "rotatividade" nas próximas competições.

"No segundo tempo, praticamente só as meninas que estavam no primeiro Pan-Americano jogaram", exaltou.

Com o título e a vaga em Tóquio-2020, Duda chegou ao seu terceiro ouro em Pans (2007, 2011 e 2019).


Foto: Abelardo Mendes Jr/ rededoesporte.gov.br

O jogo

A seleção brasileira venceu a Argentina por 30 a 21 na final. foi o sexto título seguido da seleção feminina em Pans. A equipe era a grande favorita ao título em Lima, por conta de sua ampla hegemonia no continente.

A última derrota do Brasil na competição foi para os Estados Unidos, por 29 a 26, no Pan-Americano de 1995. Com a vitória, a invencibilidade se estende, pelo menos, até 2023 -ou seja, para 28 anos.

A final foi a primeira partida em que a seleção enfrentou um adversário à altura. Muito do triunfo brasileiro deve-se à atuação da equipe no segundo tempo.

Na primeira etapa, Duda Amorim errou mais que o usual e o único momento em que o Brasil esteve à frente do placar foi quando fez o primeiro gol do jogo. Ainda conseguiu ir para o intervalo com um empate em 12 a 12, após dois gols de Larissa no minuto final.

Nos cinco primeiros minutos da etapa complementar, a seleção fez 5 a 1 e, junto com a torcida (maioria de brasileiros nas arquibancadas), se impôs sobre as adversárias até o fim da partida.

Se no cenário continental a hegemonia é grande, a seleção brasileira acumula insucessos desde que foi campeã do mundo, em 2013.

Desde então, caiu nas oitavas do Mundial de 2015, nas quartas da Rio-2016 e na fase de grupos do Mundial de 2017. Em 2018, viu o presidente da confederação ser afastado e os patrocínios dos Correios e do Banco do Brasil acabarem.

Agora, em Tóquio, a geração brasileira terá a chance de conquistar o sonhado ouro olímpico.

Fonte: Folhapress

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