Generik, 1º brasileiro a acertar aéreo do skate no surfe, atua como motoboy

O primeiro a acertar o flip na história foi o californiano Zoltan Torkos, mas nenhum outro brasileiro alcançou o feito.

30/06/2017 09:37h

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Especialista em aéreos, Rodrigo Carmo, o Generik, não cansa de inovar em seus voos e manobras originárias do skate. Local de Pitangueiras, o paulista do Guarujá já havia roubado a cena em 2014 ao se tornar o primeiro brasileiro a acertar um flip, depois de 10 anos de treino. Há três meses, ele voltou a realizar a difícil manobra de forma perfeita em uma sessão de freesurf na Praia do Pernambuco, mas o vídeo só foi divulgado nesta quarta-feira. O primeiro a acertar o flip na história foi o californiano Zoltan Torkos, mas nenhum outro brasileiro alcançou o feito. Sem patrocínio, Generik trabalha como motoboy e sonha em poder dedicar mais tempo ao esporte.

- Eu estava tentando essa manobra desde 2004, mas veio agora em vídeo. Foi o primeiro flip do Brasil. Eu acertei pela primeira vez há uns cinco anos e há três meses na Praia do Pernambuco. Foram dois registros filmados do flip, mas eu já consegui 17 vezes. Estou passando por uma fase meio difícil, sem patrocínio, estou tatuando e desenhando, mas o meu trabalho mesmo é de motoboy. Estou tatuando já há um seis anos, na batalha, mas o meu maior foco é voltar para a minha profissão. Eu surfo desde os cinco anos, há 25 anos... A tatuagem é um hobby que pode virar profissão, mas o meu único trabalho da vida mesmo era dentro do surfe - contou Generik.

Rodrigo Generik é um dos aerealistas mais inovadores do país, mas trabalha atualmente como motoboy (Foto: Reprodução/Instagram @rodrigogenerik)

O movimento consiste em um giro de 360º em torno do mesmo eixo. Veio de Generik também um aéreo batizado de "switch 360 de back" e outras inovações. O caráter experimental, versátil e progressivo de suas manobras são as marcas do free surfer. São movimentos difíceis e que exigem técnica e equilíbrio, assim como no street skate. O free surfer espera ter mais tempo no mar, contudo, a falta de patrocínios o fez procurar emprego em outra praia.

Além de trabalhar como motoboy, o paulista de 29 anos gosta de tatuar, mas, por enquanto, a arte é apenas um hobby. Ele quer viver somente das tatuagens e do surfe em um futuro próximo.

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Fonte: globoesporte.com

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