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Nadadora se prepara para competir com seleção de transplantados

Após um período realizando o mínimo de atividades possíveis, a atleta viu sua vida mudar após o transplante de fígado.

02/08/2019 09:12h - Atualizado em 02/08/2019 09:14h

Ela é a única atleta transplantada do Piauí e uma das poucas na região Nordeste que faz parte da seleção Brasileira de transplantados. Gabriela Noronha, de 44 anos, passou por uma cirurgia de transplante de fígado a cerca de sete anos e de lá para cá viu sua vida mudar completamente, pois além de ganhar uma nova vida, aproveita essa oportunidade se dedicando ao esporte.

“Para falar sobre a minha história é importante citar o começo, quando ainda estava em uma fila esperando por um fígado, praticamente só respirando, pois a gente que precisa passar por um transplante de órgão chega em uma situação em que precisar economizar energia ao máximo. Depois que fiz a cirurgia eu procurei atividade física até porque ela (cirurgia) aumenta risco de diabetes, engordar e por isso comecei com musculação, mas aquilo não me satisfazia, eu não me sentia feliz. Depois de um tempo voltei ao vôlei de praia e conheci a natação e corrida”, conta Gabriela.

Nadar, correr, dançar, jogar vôlei e até mesmo praticar crossfit eram atividades completamente distante da rotina de Gabriele antes de passar pela cirurgia. Com todos os cuidados necessários hoje ela vive uma rotina de atleta e segundo ela uma nova Gabriela surgiu. “Podemos dizer que uma nova Gabriela surgiu mesmo, pois eu não praticava quase nada de esportes antes do transplante”, lembra.


Na primeira competição, a atleta já trouxe para casa três medalhas - Foto: Jailson Soares/O Dia

Gabriela Noronha é a única piauiense que faz parte da seleção Brasileira de transplantados e ao lado de uma cearense são as únicas representantes do Nordeste. Alguns meses se testou na primeira competição, que ela conta sorrindo que foi apenas para ‘brincar’, mas voltou com três medalhas. “Eu fui pensando que seria a última colocada, o objetivo era não me afogar na piscina, mas voltei com dois ouros e um bronze e junto com as medalhas a motivação aumentou muito”, lembra a atleta.

O transplante de fígado de Gabriele salvou a vida de pelo menos mais sete pessoas, com coração, rins, córneas e por isso atualmente ela levanta a bandeira da doação de órgão no estado. “Eu sempre me emociono muito quando lembro disso, pois cada sim de uma família são oito pessoas salvas”, acrescenta emocionada.

No dia 27 de setembro Gabriela Noronha organiza junto com a Central de Transplantes do Estado e parceiros a 3ª edição do evento voltado a incentivar a doação de órgão no Piauí.

Por: Pâmella Maranhão - Jornal O Dia

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