Fluminense derrapa no Brasileiro e flerta com o perigo

Terceira pior campanha do returno e sem vencer há 4 jogos no Brasileiro, Tricolor se distancia do G-6 e vê zona do rebaixamento se aproximar. Desafio é resgatar futebol de Wendel, Wellington e Sornoza

25/09/2017 15:47h

Compartilhar no

O que a heroica classificação na Sul-Americana em Quito camuflou, a derrota para o Palmeiras escancarou: o Fluminense precisa ligar o alerta no Brasileiro. O desempenho no segundo turno despencou, e o Tricolor já flerta com o perigo. Hoje é 12º colocado, a três pontos da zona de rebaixamento – situação que pode piorar em caso de vitória do Sport sobre o Vasco, nesta segunda.

Libertadores distante

Mais do que a pontuação, o desempenho recente é alarmante. O Tricolor tem a terceira pior campanha do returno, à frente apenas de Coritiba e Sport. Na segunda metade do Brasileiro, o time de Abel perdeu três jogos, empatou dois e venceu apenas um. Além disso, a equipe não vence há quatro partidas.


Fluminense tem a terceira pior campanha do returno. Apenas cinco pontos em 18 possíveis (Foto: André Durão)

Antes plausível, a vaga na Libertadores parece distante. Nono colocado, a apenas dois pontos do G-6 ao fim do primeiro turno, a luta momentânea do Fluminense parece ser se distanciar da zona de rebaixamento. Afinal, já são nove pontos de diferença para o Botafogo, sexto colocado.

O que acontece com os jovens?

Mas o que fazer para retornar aos trilhos? O primeiro passo é recuperar jogadores importantes. Algumas peças fundamentais no primeiro semestre caíram drasticamente de rendimento. Casos, por exemplo, de Wendel e Wellington Silva. O primeiro, inclusive, voltou a ouvir vaias neste domingo.

Curiosamente, o desempenho da dupla caiu durante a janela de transferência, o que reforça a tese de que o problema pode ser mais psicológico do que propriamente físico. Destaque no primeiro semestre, Wellington Silva foi recomprado pelo Arsenal e vendido ao Bordeaux. Reprovado nos exames médicos, não conseguiu repetir as mesmas atuações.

Wendel, por sua vez, está apalavrado com o Paris Saint-Germain, em transação na casa de R$ 40 milhões. O negócio deve ser concluído em janeiro. Desde que as tratativas vieram a público, o volante não conseguiu mais mostrar um bom futebol.

- Torcedor às vezes não entende ou exige demais de um jogador que procura organizar e se doa. O Wendel é um cara que sempre dá a cara a bater – defendeu Abel.

Sornoza pode voltar ao time

Outro destaque no Carioca que está fazendo falta é Sornoza. Recuperado de fratura no tornozelo que o afastou dos gramados desde maio, o equatoriano vem voltando aos poucos. Contra o Palmeiras, foram apenas 17 minutos, sem grande destaque. Abel deixou aberta a possibilidade de contar com o meia desde o início contra o Grêmio.

- O Sornoza não está 100%. Ele ficou quase três meses sem atividade. Mas pelo o que tem mostrado nos treinos e nos jogos, quem sabe contra o Grêmio, ele já encontra um espaço na equipe. Sei que é um jogador que posso contar, jogador de grupo e com experiência. Apesar de jovem, já jogou Libertadores – elogiou Abel.

Compartilhar no
Fonte: Globo Esporte

É permitida a reprodução deste conteúdo (matéria) desde que um link seja apontado para a fonte!


Deixe seu comentário