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Empresário de Aguirre cogita outros clubes brasileiros

Após conseguir liberação da Udinese por valor oferecido, Pablo Betancourt se mostra chateado com "silêncio" do clube. Gerente de futebol alvinegro esfria negociação: "Tendência é que não aconteça"

11/02/2018 12:02h

O Botafogo chegou muito perto do atacante uruguaio Rodrigo Aguirre nos últimos dias, mas o negócio parece desandar. Durante a semana, a Udinese aceitou a oferta de US$ 250 mil (cerca de R$ 800 mil) para um empréstimo, mas faltava ainda acertar com os italianos as condições de pagamento para um parcelamento; a comissão do empresário e o tempo de contrato. A diretoria queria o jogador por um ano e meio, não só uma temporada.

Para isso, o uruguaio teria que renovar seu vínculo com a Udinese, que termina em junho de 2019. Acertando tudo, só então o departamento médico do Botafogo iria examinar o atacante antes de confirmar a contratação. Mas a expectativa era favorável, mesmo com a recente operação no joelho direito. O clube fez contato com os médicos italianos e levantou o histórico físico do jogador, de 23 anos.

Porém, nada evoluiu desde então. E o empresário de Aguirre, o peruano Pablo Betancourt, segue aguardando uma resposta definitiva do Botafogo para sacramentar o negócio. No entanto, em contato com a reportagem do GloboEsporte.com, mostrou-se chateado com o "silêncio" dos dirigentes e já cogitou levar o atacante para outro clube brasileiro.

– Estou esperando uma resposta econômica da equipe. O que eles pediram eu consegui, mas estão em silêncio. Se não me respondem, vou começar a conversar com outros clubes do Brasil.

Aguirre ainda segue o Botafogo nas redes sociais e já manifestou publicamente seu desejo de jogar pelo clube. Foi essa vontade que fez a diretoria superar as dificuldades. No início, a Udinese queria US$ 500 mil (cerca de R$ 1,6 milhão) pelo empréstimo, valor considerado fora da realidade do Alvinegro, e depois baixou a pedida para US$ 400 mil (aproximadamente R$ 1,3 milhão).

Com a ajuda de investidores, o clube conseguiu US$ 150 mil (cerca de R$ 490 mil) e usou como argumento o fato de o Nacional-URU pagar uma quantia até menor pelo empréstimo de Aguirre em 2017, mas a Udinese recusou. Com os italianos irredutíveis de um lado, e o Alvinegro necessitado de outro, a diretoria juntou pouco mais de R$ 300 mil para aumentar a proposta.

Embora o nome tenha resistência interna por causa do gasto para uma contratação só por empréstimo, alguns dirigentes são favoráveis pela empolgação da torcida e a expectativa de um alto retorno técnico. Porém, a prioridade do clube agora passa a ser a contratação de um novo técnico, e o gerente de futebol alvinegro, Anderson Barros, esfriou o negócio com Aguirre.

– O Botafogo tem um planejamento, está seguindo. Fez quatro contratações até agora, todas acertadas. Acreditamos que esses atletas ainda podem dar um retorno muito grande. Mas, ao mesmo tempo, a gente vem trabalhando e discutindo para que a equipe seja fortalecida, como acontece com todas as equipes do futebol nacional. Hoje não tenho uma definição do Aguirre. Como disse na última quinta-feira, estava muito pessimista em relação a essa situação. Nunca dizemos que nada se acaba, mas a tendência é que não aconteça.

Enquanto aguarda uma definição, Aguirre segue no Uruguai para acompanhar o nascimento do filho. Em postagem no Twitter, ele garantiu que o joelho está em boas condições e afirmou estar "magrinho". O uruguaio seria o quinto reforço do Botafogo para 2018, depois de do meia-atacante Luiz Fernando (ex-Atlético-GO), do atacante Leandro Carvalho (ex-Paysandu), do meia Renatinho (ex-Paraná), e do centroavante Kieza (ex-Vitória).

Fonte: Globo Esporte

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