• Clínica Shirley Holanda
  • Semana do servidor
  • Netlux
  • SOS Unimed
  • Novo app Jornal O Dia

Diferenças de circuitos levou F-1 da monotonia à empolgação

O motivo principal são as diferenças entre os circuitos de Paul Ricard e de Spielberg.

03/07/2019 15:40h - Atualizado em 03/07/2019 16:13h

 A Fórmula 1 mudou da água para o vinho em apenas sete dias, indo do domínio absoluto de Lewis Hamilton e da Mercedes no GP da França para uma corrida indefinida até duas voltas para o final, quando Max Verstappen, da Red Bull, ultrapassou Charles Leclerc, da Ferrari. Como é possível explicar o fato de as corridas terem sido tão diferentes?

O motivo principal são as diferenças entre os circuitos de Paul Ricard e de Spielberg. O primeiro é uma pista muito usada para testes por ser bem equilibrada entre curvas de alta e baixa velocidade e retas. Com isso, a pista mostrou toda a vantagem da Mercedes nas curvas, já que é um carro mais "grudado" ao chão, que gera mais pressão aerodinâmica. Esse é, por outro lado, o grande ponto fraco da Ferrari, que não conseguiu se aproximar na França. Junte-se a isso o fato de Hamilton ter conseguido um acerto melhor para o carro do que Bottas. E o domínio do inglês é explicado.

Não por acaso, Hamilton chegou esbanjando confiança no circuito Red Bull Ring, apenas alguns dias depois da vitória na França, que deixou até os próprios pilotos cobrando mudanças na categoria, mas acabou saindo só com um quinto lugar. A combinação da altitude com o forte calor na Áustria prejudicou mais a Mercedes do que os rivais, e o inglês ainda cometeu dois erros durante o final de semana.

O primeiro foi na classificação, quando atrapalhou Kimi Raikkonen e foi punido com a perda de três posições no grid. Largando em quarto, Hamilton vinha com um ritmo ruim quando escapou da pista e danificou sua asa dianteira em uma zebra, perdendo tempo para trocá-la e saindo da disputa pelo pódio.

Seu companheiro, Valtteri Bottas, que foi o terceiro na Áustria, explicou que a Mercedes estava de mãos atadas. "Em nenhum momento eu pude usar toda a potência do motor e o tempo todo estava tirando o pé do acelerador antes das curvas para poupar o equipamento. Senão tinha superaquecimento."

A Mercedes sofreu mais do que a Ferrari e a Red Bull porque a traseira de seu carro é mais compacta, e também porque o traçado da Áustria tem apenas 10 curvas, fazendo com que a velocidade de reta ferrarista desse uma vantagem maior, como também tinha acontecido no Canadá. Já a Red Bull levou atualizações para o carro, que funcionaram bem, e conseguiu cuidar melhor dos pneus do que os rivais, ainda que nem eles mesmos tenham conseguido entender por que seu carro estava tão rápido.

Na próxima etapa, em Silverstone e com curvas ainda mais velozes do que em Paul Ricard, a tendência é a Mercedes voltar a andar bem, mas os problemas que os alemães tiveram com o calor preocupa o time para as corridas seguintes, da Alemanha e da Hungria.

Pelo menos as duras críticas que a F-1 recebeu após a França, quando muitos temiam que a Mercedes venceria todas as 21 etapas do ano, viraram empolgação por uma prova disputada.

"Acho que isso mostra que não dá para julgar só por uma corrida e reclamar. Vocês precisam se decidir se acham a F-1 chata ou emocionante. As corridas são assim", afirmou Hamilton após a prova do último domingo (30).

Fonte: UOL / Folhapress

Deixe seu comentário