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De volta ao PI, medalhistas no Pan-Americano dizem: “A ficha não caiu”

Os quatro piauienses entraram na história do esporte nacional e estadual.

06/08/2019 08:09h - Atualizado em 06/08/2019 08:12h

Quatro jovens atletas que marcaram a história do badminton no Piauí e no Brasil. Essa é a frase que resume as conquistas de Francielton Farias, Fabricio Farias, Jaqueline Lima e Samia Lima. De volta à Teresina, após disputa dos Jogos Pan-Americanos em Lima, no Peru, com três das cinco medalhas conquistadas pela delegação de badminton do Brasil os piauienses afirmam categoricamente – a fixa não caiu. 

“Na verdade não caiu ainda sequer a ficha de que a gente participou dos Jogos Pan-Americanos. Trilhamos um caminho muito difícil até lá, pois precisamos eliminar grandes países para conseguir a vaga. Quando a gente chegou na Vila (Olímpica) foi passando um filme, a gente se olhava e ficava sem acreditar que estava ali. A única coisa que eu acredito é que voltei para casa e estou muito realizado”, disse Francielton Farias. 

Ao longo da fala de cada um foi impossível não se lembrar dos vários meses fora de casa, longe dos familiares, amigos, perdendo datas comemorativas e das dificuldades para poder se manter praticando o badminton no Piauí devido à falta de incentivo. “O incentivo por aqui é muito pouco para não dizer que não existe. Eu espero que essas medalhas ajudem a mudar isso, pois falta muita coisa e quando nos conquistamos essas medalhas lembramos logo de tudo que passamos e abrimos mão para poder está nesses jogos, vem aquela sensação boa”, acrescenta Fabrício Farias. 


Foi preciso eliminar grandes países para conseguir a vaga - Foto: Jailson Soares/O Dia

“Lá no Peru as pessoas perguntavam muito sobre essa parte de apoio e investimento aqui em Teresina e eu falava que não tem praticamente nada de apoio e a gente vê que tem muita criança com potencial, nos mesmos até dentro de uma seleção falta muita coisa. Ficamos muito tempo longe da família exatamente por conta dessa questão financeira, não tem como custear passagem para ficar indo e vindo. Isso é muito ruim, mas acho que com essa medalha as coisas vão melhorar”, acrescentou Samia Lima. 

Os próximos dias e meses seguem no mesmo ritmo intenso e sem descanso. Os atletas ficam em Teresina somente até domingo (11) e retornam para Americana, São Paulo, sede da Confederação Brasileira de Badminton (Cbbd) onde começam uma fase intensa de competições nacionais e internacionais mirando as Olímpiadas de Tóquio 2020. 

“Olímpiada é algo bem maior, bem mais difícil e acredito que passa diretamente por termos mais apoio, pois precisamos competir muito e assim subir no ranking internacional, mas claro que a gente sonha em estar nos Jogos Olímpicos seja agora (Tóquio 2020) ou em 2024”, declarou Jaqueline Lima. Os quatro atletas foram os primeiros piauienses na modalidade a estar em Jogos Pan-Americanos.

Por: Pâmella Maranhão - Jornal O Dia

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