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CT Sarah Menezes: com atraso de salário, professores protestam

Os mais de dez professores e monitores estão sem receber salários desde março de 2018.

03/12/2019 09:01h - Atualizado em 03/12/2019 09:06h

Os pais de alunos e professores do CT Sarah Menezes, localizado no Bairro Saci, zona Sul de Teresina, se reuniram para protestar. Ao som de “Não fechem o CT” e “Paguem os professores” foi a tarde dessa segunda-feira (2) no local conhecido como legado da judoca piauiense e campeã olímpica Sarah Menezes. Os mais de 10 professores e monitores que hoje mantêm o trabalho com quatro modalidades: judô, taekwondo, luta Olímpica e karatê estão sem receber salários desde março de 2018.

“Nós estamos mantendo as atividades todo esse período por amor ao esporte e as mais de 300 crianças que atendemos diariamente aqui. Hoje nos temos aulas pela manhã, tarde e noite de segunda a sábado, nos dedicamos, somos profissionais qualificados e precisamos receber, pois tudo é custo. Aqui nos temos atletas de alto rendimento, mas também temos crianças autistas, com TDH e vários outros tipos de problemas que usam o esporte como tratamento”, conta a professora Jéssika Santos.

Entre os pais, avós e outras pessoas que diariamente acompanham as crianças estava o Senhor Francisco, avô do garoto José Victor, de 9 anos, e que treina no centro desde 2016, quando foi aberto. Ele conta que a paralisação das atividades será um baque na rotina do garoto. “Meu neto conquistou muitas medalhas desde quando começou a treinar aqui, ele é um garoto muito hiperativo e o judô vem ajudando bastante para que ele melhore o comportamento, mas nos entendemos que os professores não podem trabalhar e não receber”, conta Francisco Sousa.


O CT foi inaugurado em 2016 e tem como principal objetivo atividades esportivas - Foto: Jailson Soares/O Dia

O CT foi inaugurado em 2016 e tem como principal objetivo resocializar e tirar as crianças da ociosidade através do esporte, mas aos pouco colhe frutos e atualmente tem duas atletas brigando por vaga na Seleção Brasileira de Base; Michelly da Silva e Kayla Macedo.

“Para a gente é muito triste ver essa situação, pois eu comecei aqui dentro, despontei e tenho a oportunidade de representar o judô do Piauí graças a esse espaço”, conta Kayla Macedo, que irá disputar o Meeting de base para integrar a seleção sub18. “É uma tristeza enorme, pois além de tudo isso aqui é um legado da Sarah (Menezes) e ver isso ficar abandonado ou sem atividades é doloroso. Fora que muitos estados do Brasil não tem uma estrutura nesse nível para treinos, nos temos e estamos correndo o risco de perder”, acrescentou Michelly.

A Seduc se posicionou através de nota e afirmou que uma das parcelas deve ser paga ainda neste mês de dezembro. “A Secretaria de Estado da Educação (Seduc) informa que o atraso na liberação de parcelas previstas no cronograma do Termo de Fomento firmado no ano de 2018 com a Associação de Judô Expedito Falcão (AJEF), para manutenção do Centro de Treinamento Sarah Menezes, se deu por pendências na prestação de contas por parte da Associação para com a Seduc, problema sanado somente no mês de novembro do corrente ano.  A Seduc esclarece que a prestação de contas está sendo analisada e, ao final do processo, o referido pagamento será efetuado. A previsão é que as primeiras parcelas sejam pagas ainda no mês de dezembro”, declarou o órgão. 

Por: Pâmella Maranhão, do Jornal O Dia

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