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Corinthians joga por histórico, e São Paulo tenta quebrar tabu

A Arena Corinthians receberá neste domingo (21), pela terceira vez em sua história, o jogo de volta de uma decisão de campeonato.

20/04/2019 12:26h - Atualizado em 20/04/2019 12:32h

A Arena Corinthians receberá neste domingo (21), pela terceira vez em sua história, o jogo de volta de uma decisão de campeonato. Será, ainda, a primeira final com um clássico local e a chance para o Corinthians abrir ainda mais vantagem em relação ao rival no retrospecto em casa. Já o São Paulo tentará derrubar um longo tabu.

Inaugurada em 18 de maio de 2014, 25 dias antes de receber o jogo entre Brasil e Croácia na abertura da Copa do Mundo, a arena corintiana foi palco da final do Campeonato Paulista de 2017 e da Copa do Brasil do ano passado.
Os donos da casa só venceram a primeira disputa, ou melhor, empataram com a Ponte Preta por 1 a 1, mas conquistaram a taça no placar agregado –em Campinas, haviam vencido por 3 a 0.
A segunda experiência não traz boas lembranças aos corintianos. No ano passado, além de perder o jogo de ida no Mineirão, por 1 a 0, o clube foi derrotado pelo Cruzeiro por 2 a 1 em Itaquera e viu o time mineiro fazer a festa em sua casa.
Até a decisão do último mata-mata nacional, o Corinthians nunca havia sido derrotado pelo Cruzeiro em sua arena. Somava quatro vitórias e um empate. Na final do Paulista, o desafiante da marca negativa será o São Paulo.
O time do Morumbi já esteve em Itaquera dez vezes, mas nunca voltou para casa com uma vitória. Conseguiu, no máximo, três empates (todos por 1 a 1), resultado que levaria a decisão deste domingo para os pênaltis.
Para chegar à final, o time tricolor enfrentou um desafio semelhante na fase anterior, ao visitar o Palmeiras, no Allianz Parque, onde o São Paulo também nunca conseguiu vencer. Este ano, porém, conseguiu festejar após seu primeiro empate no estádio rival.
As equipes decidiram a vaga nos pênaltis, e os são-paulinos venceram por 5 a 4, com o goleiro Tiago Volpi defendendo as cobranças de Ricardo Goulart e Zé Rafael.
Apesar de não representar a quebra do tabu, a classificação no Allianz foi importante para um elenco que estava devendo respostas na temporada. Na primeira fase do Campeonato Paulista, o São Paulo perdeu os três clássicos.
No mata-mata, apesar de ainda não ter vencido os rivais, viu jovens saídos das categorias de base terem destaque no time, especialmente o trio Luan, Igor Gomes e Antony, novidades no torneio.
A primeira vitória em Itaquera não representaria apenas o fim de uma sequência incômoda aos tricolores. Seria também o primeiro título longe do Morumbi em finais de Estadual -em 2005, 1971 e 1970, anos em que venceu, o formato era pontos corridos.
A última conquista em uma decisão de Paulista que não no Cícero Pompeu de Toledo aconteceu em 1957, na vitória por 3 a 1 sobre o Corinthians, no Pacaembu. O Morumbi já estava em construção, mas só seria inaugurado parcialmente em 1960.
Há 52 anos, o time comandado pelo húngaro Béla Guttmann venceu por 3 a 1, com gols de Amaury, Canhoteiro e Maurinho. Rafael descontou para o Corinthians.
Esta final, disputada em 29 de dezembro de 1957, ficou conhecida como "Noite das Garrafadas". Isso porque torcedores corintianos tentaram arremessar garrafas, paus e pedras no bandeirinha inglês Lynch, inconformados com a não marcação de um impedimento no gol de Maurinho.
Desde então, com exceção dos títulos conquistados em pontos corridos (1970, 1971 e 2005), todas as taças do São Paulo no Paulista foram confirmadas no Morumbi.

Fonte: Folhapress

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