Chape sonda mercado para conseguir reforços eficientes

Há um consenso no CT da Água Amarela de que a chegada de peças se faz necessária para que a Chape garanta a permanência na Série A sem sustos.

27/06/2017 09:39h

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União pela continuidade do trabalho e ruídos quanto a chegada de reforços. A má fase no Brasileirão, com cinco derrotas nas últimas seis partidas, tem movimentado os bastidores da Chapecoense. Os resultados ruins ainda não colocam em xeque o cargo de , que, por outro lado, não esconde a necessidade de contratações. O caixa apertado, porém, faz com que a diretoria tenha precaução ao analisar uma demanda vista como emergencial pelo departamento de futebol.

Mesmo com o bom início de Brasileirão, há um consenso no CT da Água Amarela de que a chegada de peças se faz necessária para que a Chape garanta a permanência na Série A sem sustos. Análise que ganhou força com a série de lesões que afligiu o elenco nas últimas rodadas e minou as opções de Vagner Mancini. As atuações convincentes nas primeiras rodadas, somadas ao título estadual e bom desempenho na Libertadores, entretanto, fazem com que a diretoria freie ações imediatas no mercado.

Com orçamento apertado na temporada de reconstrução, a preocupação está em não queimar cartuchos com ações intempestivas pelos maus resultados. Sabe-se da necessidade de contratar peças para o meio-campo e ataque (principalmente, primeiro volante e meia-armador), mas é preciso muito poder de persuasão para aprovação de investimentos a esta altura da temporada. E o ruído nos discursos dos responsáveis pelo clube evidencia pensamentos diferentes sobre o tema reforços.

Responsável pela palavra final para maiores investimentos, o presidente Maninho se colocou à disposição para discutir a possibilidade de contratações após a derrota para o Atlético-MG, mas fez questão de impor limites:

- O departamento de futebol até o momento não me pediu nada (de reforços). Se for necessário, vamos buscar. Não vamos ousar, como outros ousam, e buscar atletas que não temos condição de pagar. Esse grupo é muito bom. Quando a comissão entender que é preciso, vamos procurar no nosso padrão. Tenho responsabilidade. Até o momento, não foi falado nada.

Declaração que contrasta com as de Vagner Mancini e Rui Costa após os dois reveses anteriores. Uma semana antes, depois de perder para o Botafogo, na mesma sala de imprensa da Arena Condá, o treinador foi direto ao ser questionado:

- Sim (precisamos de reforços) e nunca escondemos isso. Precisamos de peças de reposição.

Mais comedido, o diretor executivo deixou clara a preocupação com a questão financeira, mas admitiu que o planejamento conta com a chegada de novas peças:

- Temos limites orçamentários e temos que ser criteriosos. Não vamos contratar para fazer manobrar diversionista. Temos jogadores monitorados e situações em andamento.

O conflito sobre a chegada de reforços, no entanto, não implica em pressão imediata sobre Vagner Mancini. A avaliação do presidente Maninho é de que o treinador tem crédito pelo trabalho desempenhado no primeiro semestre e no vestiário, depois do 1 a 0 para o Atlético-MG, o discurso diante do elenco foi de apoio e serenidade. Somente mais de uma hora depois, já sem a presença de jogadores, o mandatário chamou o treinador para uma conversa mais reservada.

Sem novas peças e com apoio da diretoria, a Chapecoense de Mancini volta suas forças para o bicampeonato da Copa Sul-Americana. Quarta-feira, às 19h15 (de Brasília), a equipe estreia na competição diante do Defensa y Justicia, pela segunda fase, em Buenos Aires. A partida de volta está marcada somente para o dia 25 de julho, na Arena Condá. Quem vencer o confronto terá pela frente Flamengo ou Palestino.

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Fonte: globoesporte.com
Por: Cahê Mota e Eduardo Florão

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