Brasil e Espanha fazem hoje o jogo mais aguardado de uma geração

Decisão acontecerá no palco mais tradicional possível, onde Espanha e Brasil poderão medir forças

30/06/2013 09:45h - Atualizado em 30/06/2013 10:04h

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Brasil e Espanha estarão em campo neste domingo, a partir das 19h, não apenas para decidir a Copa das Confederações. Em um dos estádios mais tradicionais do esporte, as duas seleções farão o jogo mais aguardado desta geração, no qual uma seleção vitoriosa medirá forças contra a maior potência do futebol, carente de uma vitória desse porte para firmar-se como candidata à Copa do Mundo que receberá em seu quintal no ano que vem. 

Por tudo isso, a taça na beira do gramado será só mais um ingrediente de uma receita que está sendo preparada há anos. Quem provar o prato final neste domingo certamente não poderá dizer que faltou tempero. Brasil e Espanha não se enfrentam desde 1999, e falta à geração de Xavi (foto abaixo) e Iniesta um duelo com a seleção verde-amarela para que a atual equipe avance um pouco mais na comparação com outros esquadrões lendários do futebol.

O confronto entre Brasil e Espanha já era esperado desde 2009, quando os dois times fariam a final da Copa das Confederações daquele ano, na frica do Sul. Um tropeço contra os Estados Unidos, porém, tirou a Fúria do caminho da seleção de Dunga. Hoje a Espanha é bicampeã europeia, conquistou a Copa de 2010 e marcou, pelo Barcelona, uma pequena revolução no esporte. 

Além do confronto com o Brasil, falta a esse time também o título da Copa das Confederações, única conquista que ainda não chegou para esses jogadores. Mais uma prova que poderá ser tirada neste domingo. 

"‰ uma final contra o Brasil, no Brasil, no Maracanã. Se tivesse que escolher um jogo, seria exatamente isso. Não é uma Copa do Mundo, é uma Copa das Confederações, um título que não temos em nossa galeria. E é especial jogar com o melhor time da história do futebol", disse Xavi.  

Se vencer, a Espanha se distancia ainda mais de países como França e Inglaterra, que também têm um título mundial. E a atual geração, comandada por Xavi e Iniesta, estabelecerá um domínio que não se vê desde o Brasil de Pelé, que venceu três das quatro Copas que disputou. 

Nesse contexto, o Brasil está longe de ser um mero espectador. Onze anos depois de sua última vitória em Copas, a seleção precisa voltar a atingir o público a um ano de receber a Copa do Mundo. A geração de Neymar, que até agora não conseguiu mostrar sua força em duelos internacionais, tenta ganhar um aval importante às vésperas de sua maior provação.



"Nós mandamos uma mensagem com uma vitória nossa amanhã [domingo] a todas as outras seleções, de que estamos no caminho para disputar o título de 2014 em igualdade de condições com mais sete ou oito seleções", disse Felipão, prevendo o impacto da vitória.  

O cenário, então, é o mais perfeito possível. Quem vencer no Maracanã dará um passo importante em sua caminhada particular rumo a objetivos distintos. Pressão enorme nas costas dos 22 jogadores que decidirão para que lado a balança vai pesar. 

O Brasil chega à final depois de uma primeira fase quase perfeita e uma semi sofrida contra o Uruguai. Fora o cansaço de alguns jogadores como Thiago Silva, Oscar e Paulinho, Luiz Felipe Scolari não terá grandes problemas para a decisão. Hoje, o time titular da seleção está definido e atuando dentro do esperado. 

A grande dúvida será a postura a ser adotada pela equipe. O toque de bola preciso e o controle da posse são o pesadelo de qualquer rival da Espanha. Para vencer, a seleção precisará quebrar esse domínio e ser efetiva quando estiver diante de Casillas, para não repetir as oportunidades desperdiçadas pela Itália na semifinal da última quinta. 



No calor de Fortaleza, a Espanha literalmente suou para despachar a mesma equipe que havia goleado há um ano, na final da Eurocopa. Vicente del Bosque se ressente de um centroavante e alternou, durante a competição apostas em Soldado e Fernando Torres. A defesa, com Piqué e Sergio Ramos, também já não mostra a mesma solidez de antes, e será testada contra a impetuosidade de Neymar durante todo o confronto. 

No meio-campo, porém, Xavi e Iniesta continuam afiados, e travarão um duelo interessante com Luiz Gustavo e Paulinho. Arma ofensiva do Brasil, o corintiano deve ter trabalho dobrado na defesa para tentar conter os rivais. 

Tudo isso sob os olhares atentos do Maracanã, que receberá seu primeiro grande jogo de uma série que está por vir. O caldo de um Brasil x Espanha épico, tão cuidadosamente preparado, finalmente poderá ser servido.

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Fonte: Estadão Esporte

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