Após oito derrotas, diretor de futebol do São Paulo deixa o cargo

No período em que esteve no clube, Adalberto participou de negociações importantes

26/07/2013 07:10h

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Adalberto Baptista não é mais diretor do São Paulo. Nesta quinta-feira, o dirigente entregou uma carta de demissão ao presidente Juvenal Juvêncio e, em comum acordo, deixou o cargo vago em meio ao momento mais conturbado da história do clube, que vem de uma sequência de oito derrotas seguidas e 11 partidas sem vencer.

O dirigente vinha sendo muito contestado nos últimos dias, especialmente após um atrito público com Rogério Ceni, capitão do time. Adalberto deu uma entrevista coletiva na qual criticou o goleiro, disse que ele estava jogando com dorese foi rebatido pouco depois pelo camisa 1, que se defendeu e garantiu estar 100%, além de uma fazer crítica velada às ausências do diretor em momentos decisivos, como na Libertadores . A situação deixou alguns jogadores irritados com Adalberto, que passou a ser ainda mais criticado internamente. 


Adalberto Baptista, diretor de futebol do São Paulo, deixou o cargo nesta quinta-feira

Juvenal Juvêncio vinha sendo pressionado desde então para se desfazer de seu maior aliado dentro da diretoria. No entanto, o presidente ainda relutava em demitir Adalberto, o que poderia representar um fracasso político de Juvenal cerca de nove meses antes da eleição. Até mesmo entre os torcedores o nome do dirigente era mal-visto. Nas redes sociais, muitos pediam a saída imediata dele. 

João Paulo de Jesus Lopes, vice-presidente de futebol do São Paulo, será o responsável interinamente pelo cargo deixado por Adalberto Baptista. Conselheiros do clube aproveitaram o momento negativo e sugeriram a Juvenal nos últimos dias a contratação do ex-jogador Pintado para ocupar cargo na diretoria e ser uma 'ponte' entre o elenco, comissão técnica e dirigentes.

A seus homens mais próximos, o presidente acenava com uma possível mudança somente após a excursão que o time fará pelo exterior, passando pela Alemanha, Portugal e Japão. Adalberto seria o líder do grupo na viagem e Juvenal tinha esperança que ele conseguisse uma reaproximação do elenco nos dias em que passariam juntos.

Em sua carta de demissão (leia abaixo na íntegra), Adalberto  agradece ao apoio do presidente Juvenal Juvêncio, relembra a conquista da Copa Sul-Americana de 2012, a contratação de Luis Fabiano, capitaneada pelo ex-dirigente, e fala sobre o complicado momento por que passe o clube.

€œReconheço as dificuldades do momento atual, mas reafirmo minha mais absoluta confiança no sentido de que o elenco atual do São Paulo e sua Comissão Técnica reúnem todas as condições para superarem os obstáculos e ainda proporcionarem grandes alegrias à nossa coletividade. Reafirmo aqui meu compromisso de estar sempre ao lado do Presidente Juvenal Juvêncio e do São Paulo Futebol Clube em tudo aquilo que puder colaborar, agora como torcedor, mas sempre, e acima e antes de tudo, continuando a ser o são-paulino orgulhoso que sempre fui, vestindo a nossa camisa e as nossas três cores e cantando sempre, e apenas, o nosso maravilhoso hino€, diz o documento.

O estatuto do São Paulo determina que tenha uma escolha de um diretor de futebol. Portanto, mesmo que haja a criação de um cargo remunerado para gerente de futebol, o que a cúpula tricolor estuda fazer, esta seria uma função complementar. Adalberto estava no cargo desde maio de 2011. O anúncio de quem ocupará seu lugar deve ser feito nos próximos dias.

No período em que esteve no clube, Adalberto participou de negociações importantes. Foi ele, por exemplo, quem viajou à Espanha em 2011 para acertar o retorno de Luis Fabiano. Paulo Henrique Ganso foi outro que teve sua chegada ao São Paulo intermediada pelo ex-diretor. 

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Fonte: Uol

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