99% dos ex-atletas de futebol americano têm danos cerebrais

De acordo com estudos, exposição a pancadas na cabeça na NFL gera encefalopatia traumática crônica

26/07/2017 09:32h

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Um estudo publicado na terça-feira por cientistas dos EUA apontou enorme presença de danos cerebrais em jogadores de futebol americano. De acordo com a pesquisa, divulgada no Journal of the American Medical Association, 99% dos jogadores da NFL - a liga de futebol americano dos EUA - estudados têm traços de encefalopatia traumática crônica (ETC).

A doença, cujos sintomas incluem perda de memória e alterações motoras semelhantes às observadas Mal de Parkison, também é chamada de "demência pugilística" por conta de sua presença notória em ex-boxeadores. O estudo avaliou 111 ex-jogadores com passagem na NFL, e apenas um não apresentou sinais de ETC.

"Não há dúvida de que este é um problema do futebol americano. Pessoas que praticam este esporte correm risco de ter essa doença", explicou a Dr. Ann McKee, diretoria do Centro de ETC da Universidade de Boston e uma das pesquisadoras que conduziu o estudo.

No total, os pesquisadores avaliaram 202 atletas e ex-atletas de futebol americano, com idades entre 23 e 89 anos, dos quais 111 haviam atuado na NFL. No grupo geral, 87% apresentou sinais de danos cerebrais.

Em comunicado emitido na terça-feira, a NFL agradeceu a contribuição dos pesquisadores para esclarecer os riscos da exposição a pancadas na cabeça no esporte e disse apoiar estudos nesse sentido.

"Ainda há muitas perguntas não respondidas com relação a causa, incidência e efeitos de longo prazo de traumas cerebrais como o ETC", diz o comunicado.

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Fonte: O Globo

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