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Theresina Hall será palco do Festival de Quadrilhas

O evento acontece entre os dias 20 e 23 de junho, no Theresina Hall

01/02/2019 12:20h - Atualizado em 01/02/2019 12:25h

O carnaval nem passou ainda, mas já tem gente a espera das festas juninas. Isso porque, foi oficialmente dada a largada para que os quadrilheiros iniciem a preparação para mais uma temporada de apresentações, em junho. O período de produções e ensaios dura meses e, por isso, a organização começa desde já. O foco dos grupos é, principalmente, o 10° Festival Estadual de Quadrilhas Juninas, que acontece entre 20 e 23 de junho, no Theresina Hall. 

Segundo o presidente da Federação Piauiense de Quadrilhas Juninas, Pedro D’Almeida Lacarter, o Festival Estadual de Quadrinhas Juninas é o momento mais esperado pelos quadrilheiros durante o mês de junho. O evento, além de manter viva a tradição, seleciona as quadrilhas piauienses que vão representar o estado em outros festivais. Grupos de todo o estado participam e disputam as vagas.

“Para essa décima edição, com essa parceria com o sistema ODIA e a RedeTV, nosso objetivo é, além do concurso, manter a tradição das quadrilhas, que é a maior manifestação cultural do Estado do Piauí. A quadrilha campeã e a vice-campeã do festival irá disputar eventos nacionais. Será uma vaga para o Nordestão, o maior concurso de quadrilha do Nordeste e outra vaga para o Festival Nacional de Quadrilhas, o maior concurso do país, além da possibilidade de participar de outros eventos”, comenta Pedro D’Almeida.

A Federação Piauiense de Quadrilhas Juninas conta com mais de 100 quadrilhas filiadas. Para o festival, a expectativa é que cerca de 40 grupos se apresentem ao público. Até lá, também acontecem as etapas do circuito, onde também acontecem apresentações. “O festival é o ponto alto para os quadrilheiros. Estamos montando uma estrutura para receber essas quadrilhas e também o público. Será especial porque também será nossa décima edição”, pontua o presidente da instituição. 

Para o diretor de marketing do grupo O DIA, Alberto Moura, a parceria reforça o apoio, a divulgação e promoção das manifestações populares do Piauí. Ele destaca que eventos como o 10° Festival Estadual de Quadrilhas Juninas são importantes para apresentar a riqueza cultural do estado. “É um evento tradicional e que ajuda a manter viva a nossa identidade piauiense. Será um evento para toda a família que, junta, poderá assistir a um verdadeiro espetáculo montado por esses grupos”.


Preparação exige tempo e disposição

 Todo bom quadrilheiro vive a tradição de quadrilha quase que em tempo integral. Solange de Sousa é uma daquelas que passa o ano focada no período junino. Ela está à frente da Quadrilha Junina Nova Geração, do bairro Lourival Parente, em Teresina, que iniciou os preparativos para o 10° Festival Estadual de Quadrilhas Juninas. Nessa etapa inicial, o grupo vem estudando o tema, ensaiando os primeiros passos e pensando nos figurinos.

“Na verdade a gente só teve um mês de férias. Nós começamos a nos organizar desde outubro. Nossa preparação é de um ano para o outro. Às vezes já temos a coreografia ou já temos o tema e ai gente começa a estudar de um ano para o outro. Depois disso começam os ensaios”, detalhe Solange sobre o processo de preparação.

Durante essa etapa de preparação, os grupos procuram apresentar a tradição das quadrilhas às novas gerações, para que se mantenha viva a empolgação com esse tipo de dança. A ideia é organizar uma quadrilha de uma nova forma, para atrair todos os públicos, sem perder a essência. “As quadrilhas hoje tentam trazer a nova geração. A gente sente hoje que faltam as bases, não tem mais como antigamente, que na época dos nossos pais, todos brincavam São João nas escolas os entros de ensino. Por isso, hoje a gente vai nas escolas, apresenta projeto, convida os alunos. Queremos renovar o sentido do São João”, diz Anderson Tito, das Quadrilha Estrela Matutina, do bairro Pedra Mole.

Tanta entrega e dedicação de todos os envolvidos na quadrilha, para Ramon Patrese, da Quadrilha Luar do São João, do bairro Mocambinho, vem do amor a essa tradição. “A gente que é quadrilheiro faz por amor. Amor a essa cultura que não pertence somente ao jovem, mas pertence também ao adulto, a criança, ao idoso. Todas essas pessoas se sentem bem ao dançar. A gente já sofre com alguns problemas do Nordeste então esse período é onde a gente festeja. Vê o público admirar e se emocionar isso não tem preço”, comenta.


Edição: Marco Antonio Vilarinho
Por: Yuri Ribeiro

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