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Política e escapismo duelam na premiação do Globo de Ouro

Concedido pela Associação da Imprensa Estrangeira em Hollywood, a cerimônia está marcada para 6 de janeiro.

06/12/2018 18:31h

George W. Bush mordisca uma coxa de frango e cai fácil na lábia do seu então vice, Dick Cheney, na sátira política "Vice", líder em indicações ao Globo de Ouro.
Concorrendo em seis categorias na premiação, o filme de Adam McKay centra fogo na figura de Cheney, interpretado debaixo de pesada maquiagem por Christian Bale.
A história o mostra como um burocrata que galga poder em Washington, aproveitando-se de uma suposta estupidez do Bush filho, retratado por Sam Rockwel como um caipirão despido de grande brilho intelectual. O longa estreará no Brasil em 31/1.
Concedido pela Associação da Imprensa Estrangeira em Hollywood, a cerimônia está marcada para 6 de janeiro.
Ao que tudo indica, será marcada por certa politização.


A cerimônia está marcada para  dia 06 de janeiro (Foto: Divulgação)

O diretor McKay, que já havia esculhambado o mercado financeiro em "A Grande Aposta", é quem será o responsável pelo chumbo disparado contra o Partido Republicano.
No rescaldo da polarização política e da grita do #MeToo e dos artistas negros, a liberal Hollywood tem em "Vice" seu maior recado à conservadora gestão de Donald Trump. E vê o cinema se encher de temas urgentes num esforço para fazer frente ao irreversível avanço da séries, cada vez mais o foco dos melhores roteiristas e dos atores veteranos.
A temática racial engrossa essa politização. A categoria de melhor filme dramático tem três obras engajadas dirigidas por cineastas negros.
São elas "Infiltrado na Klan", de Spike Lee, "Se a Rua Beale Falasse", de Barry Jenkins, e o blockbuster "Pantera Negra", de Ryan Coogler. Esse último redime o gênero dos super-heróis da Marvel com uma trama socialmente relevante e que foge à pasmaceira que em geral impera nessas histórias.
Até a comédia "Green Book" tem no racismo seu tema central, embora dirigida por um cineasta branco, Peter Farrelly. A obra narra a história de um chofer ítalo-americano (Viggo Mortensen) que conduz um músico negro (Mahershala Ali) em turnê pelo racista sul dos Estados Unidos.
Questão racial à parte, o Globo de Ouro pode ser criticado por ignorar, mais uma vez, as mulheres na categoria de direção. Marielle Heller, de "Poderia me Perdoar?", era uma das maiores apostas neste ano.
"Green Book", "Quando Nasce uma Estrela", de Bradley Cooper, e "A Favorita", de Yorgos Lanthimos,são os que vêm logo atrás de "Vice" em número de indicações, com cinco cada.
No mundo cinematográfico, a queda de braço se dá entre engajamento e escapismo. Nenhuma obra representa melhor esse segundo polo do que "O Retorno de Mary Poppins", com quatro indicações.
Impossível ser mais deslocado do mundo hoje do que esse musical banal que, somado a "Bohemian Rhapsody", aparece mais para saciar o desejo de brilho da premiação do que para propriamente abrilhantar o cinema.

Fonte: Folhapress

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