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Musical baseado nas canções Luan Santana estreia em SP

O musical "jukebox" acaba de estrear em São Paulo.

25/09/2019 09:49h - Atualizado em 25/09/2019 10:36h

Nos últimos 10 anos Luan Santana  ganhou seu espaço na musica pop, sertaneja e até funk. O musical "jukebox" que acaba de estrear em São Paulo, uma história de amor adolescente costurada com canções compostas ou só gravadas por Santana, mostra letras que se integram melhor ao gênero do que, por exemplo, as de "Milton Nascimento - Nada Será Como Antes".

Explica-se: como estabelecido na Broadway de Oscar Hammerstein a Stephen Sondheim, as letras devem ser o mais simples possível. Pelas leis de Sondheim, "menos é mais" e "tudo está a serviço da clareza".

Simples, "Isso que É Amor" é eficiente, tem cadência teatral, emociona. Como espetáculo juvenil, é difícil imaginar outro melhor, tão plenamente desenvolvido.

Embora o plano inicial de seguir a trama de "Romeu e Julieta" tenha ficado pelo caminho, esta é ainda a história de dois jovens, um popstar sufocado pela carreira (e pela mãe agente) e de uma menina ecologicamente engajada (e sua mãe hippie).

O texto, da roteirista e dramaturga Rosane Lima, se não chega à precisão do "jukebox" contemporâneo mais exitoso, o britânico "Mamma Mia", se mostra redondo e prende a atenção.


O musical "jukebox" que acaba de estrear em São Paulo, uma história de amor adolescente com canções compostas ou só gravadas por Santana. Reprodução

Não é drama, está mais para uma comédia em que os jovens amantes, Gabriel Lucas e Leona, são ameaçados sobretudo por Fernando, o ardiloso ex-namorado de Leona. O triângulo, interpretado respectivamente pelos quase estreantes Daniel Haidar, Isabel Barros e Nicolas Ahnert, é uma das qualidades de "Isso que É Amor".

O primeiro consegue ir além da caracterização de Santana, compondo um personagem com relativa complexidade. A segunda é enternecedora, frágil e bela em toda a sua "sofrência" –e, não fosse a perspectiva ruim para a produção teatral no Brasil hoje, uma candidata a protagonizar clássicos musicais.

O terceiro, longilíneo e marcante, se descobre comediante de empatia e diálogo fácil com a plateia. Dá veracidade à trama de "online shaming" que faz correr o enredo e, junto com o ambientalismo, aproxima tematicamente a peça da plateia –ao menos na matinê do último sábado.

O resultado cênico pode ser creditado em grande parte ao diretor Ulysses Cruz, inclusive à sua experiência com linguagem adolescente na TV. Como em alguns de seus espetáculos mais grandiosos e bem-sucedidos nas últimas décadas, uma estrutura metálica móvel toma o palco e exige atenção constante do elenco.

Nesse time, tanto como personagens quanto como parte do coro, chamam a atenção também, pela voz ou pelo tempo cômico, Pamela Rossini, Robson Lima, Letícia Scopetta e principalmente Anna Akisue, que mostra em "Boate Azul" que Luan Santana também pode ir muito além.

Fonte: Folhapress

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