Morte de Gabriel Diniz: tempo e erro do piloto levaram à queda do avião

Laudo da FAB concluiu que condições meteorológicas adversas e a atitude e indisciplina do piloto do voo levaram à queda da aeronave que transportava o cantor

30/10/2020 17:26h - Atualizado em 12/11/2020 11:13h

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Um relatório do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da Força Aérea Brasileira (FAB), concluiu nesta sexta-feira (30) que condições meteorológicas adversas e a atitude e indisciplina do piloto do voo levaram à queda da aeronave que transportava o cantor Gabriel Diniz , de 28 anos, em maio de 2019, no município de Estância, na região sul de Sergipe. Além do cantor, outras duas pessoas morreram no acidente.

Foto: Reprodução/Instagram

No documento, há seis fatores para a queda do avião. Além da atitude do piloto e das condições meteorológicas adversas, também foram listados: indisciplina de voo, julgamento de pilotagem, planejamento de voo e processo decisório. Segundo a FAB, "sob condições meteorológicas adversas, houve desprendimento de componentes da aeronave em voo, seguindo-se da queda da aeronave".

Gabriel Diniz, autor da música "Jenifer", ia de Salvador para Maceió para encontrar a namorada, Karoline Calheiros, e a família. As outras vítimas do acidente foram identificadas como Linaldo Xavier e Abraão Farias, ambos pilotos. No momento do acidente, apenas o primeiro estava exercendo a função, de acordo com a Cenipa.

O relatório aponta que o piloto não avaliou adequadamente os parâmetros para a operação da aeronave com a decisão do prosseguimento do voo em condições meteorológicas desfavoráveis. Com 83h50m de experiência de voo, o piloto Linaldo Xavier estava somente qualificado para realizar o voo em rota em condições estritamente visuais. A habilitação de Avião Monomotor Terrestre (MNTE) era válida.

"Não considerar os procedimentos previstos para se manter em condições de voo visuais concorreu para a exposição da aeronave a elevado risco de acidente", diz um trecho da decisão.

Outro fator citado pelo Cenipa é a indisciplina do voo. "Ao ingressar em área com instabilidade atmosférica e formações meteorológicas, o piloto deixou de observar a ICA 100-12/2016 Regras do Ar, que estabelecia os mínimos de visibilidade e distância de nuvens em Condições Meteorológicas de Voo Visual (VMC)”.

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Por: Jorge Machado, com informações do Estadão

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