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Marcos Mion faz balanço dos seus 20 anos na TV

O artista fala de como Romeu mudou a sua vida e a sua cabeça

02/06/2019 15:44h

Definitivamente, a chegada do filho Romeo, 13, fez do paizão-coruja Marcos Mion, 39, um novo homem. E essa percepção é feita pelo próprio apresentador de A Fazenda (Record). Para ele, o autismo do menino, que nasceu quando ele tinha 24 anos, o fez amadurecer como homem e virar uma espécie de embaixador do autismo no Brasil, a voz de milhares de pessoas.

Não à toa, Mion passa boa parte de seu tempo engajando a todos sobre o tema e colocando a cara em campanhas sociais e de ajuda ao próximo. Tudo por influência dos três filhos que são a maior riqueza de sua vida. Hoje, em 2019, completando 20 anos de carreira e 40 de idade, completados no próximo dia 20, Mion se considera uma pessoa melhor e realizada, tanto na parte pessoal como na profissional.

Em conversa com a Folha de S.Paulo, o artista fala de como Romeu mudou a sua vida e a sua cabeça, das causas que resolveu abraçar a partir de quando tomou coragem de revelar ao país a condição do menino, dos preconceitos sofridos e sobre novos projetos, reflexões da vida e religião.

Autismo do Romeu 

O autismo de Romeu me mudou, me fez o homem que sou hoje. Uma coisa engraçada é que, às vezes, leio algo do tipo: ''nossa, não acredito que aquele maluco que eu via na MTV [anos 2000] virou esse homem, esse pai'. E isso é positivo para tanta gente, faço questão que todos saibam que isso só aconteceu pelo meu Romeu. Fui presenteado com autismo na minha vida. A condição dele me fez conhecer a realidade de várias crianças. Graças a Deus, hoje o Romeu é o xodó do Brasil, onde piso as pessoas querem foto, vídeo, é um amorzinho nacional.

Presente de deus

O entendimento que eu tenho é muito claro. Presente é algo que te faz bem, presente tem a ver com realização do sonho. Sonho tem a ver com esperança, em fazer alguém melhor. E o autismo gerou isso em mim, então, meu filho é presente de Deus para mim. Ao longo de todos esses anos, fui reconhecer realidades de outras famílias, de outras crianças. Meus filhos [Romeu, Donatella, 10, e Stéfano, 9] foram minha inspiração para ir atrás desse universo e estar mais presente.

Preconceito

Quando eu falei publicamente sobre ele ter autismo [em 2016] foi mais por sobrevivência da nossa família. Havia já algum tempo que estava doloroso e incomodando a mim e a Suzana [mulher] o fato de sermos alvo de cochicho, olhares tortos. Aconteceu muito e acontece ainda. No momento que fui a público e falei, virou capa de jornal, foi um grito de 'chega'. Vou viver na verdade e quero que todos saibam. Não aguentava mais todos olhando torto. Nunca nenhum artista da projeção tinha saído a público para assumir uma condição com tanto orgulho. De fato, não sabíamos como seria, se iriam fechar a cara, ter nojo, desprezo ou dó de nós. Mas foi bom.

Fonte: Folhapress

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