Mallu Magalhães lança quarto disco solo em meio a polêmicas sobre racismo

Produzido pelo marido da cantora, Marcelo Camelo, o quarto álbum solo da carreira de Mallu Magalhães terá 12 faixas autorais.

03/07/2017 08:26h - Atualizado em 03/07/2017 09:31h

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Desde o fim de maio, a cantora paulista Mallu Magalhães se viu no epicentro de debates nas redes sociais, plataformas que deram a ela grande visibilidade no início da carreira, em 2007, quando tinha apenas 15 anos. A divulgação do clipe Você não presta, single do quarto disco solo, Vem, levantou acaloradas acusações de racismo. Dançarinos negros com corpos besuntados em óleo aparecem com pouca roupa em um cenário com grades, sem interação física com a cantora. Pipocaram postagens ou comentários apontando esterótipos preconceituosos reforçados com as imagens.

Demorou três dias até ela se posicionar sobre a polêmica. “Sei que o racismo ainda é, infelizmente, um problema estrutural e muito presente. Eu também o vejo, o rejeito e o combato”, desculpou-se, via Facebook. Um mês depois, convidada para participar do programa global Encontro com Fátima Bernardes, a cantora afirmou, antes de tocar o sambalanço Você não presta: “Essa é para quem é preconceituoso e acha que branco não pode tocar samba”.

As discussões se intensificaram e, mais uma vez, Mallu entrou no noticiário. Desta vez, foi acusada de racismo reverso. Em conversa, a artista de 24 anos mostrou-se frustrada com os primeiros acontecimentos, mas disposta a aprender com eles. “Essa situação mereceu o meu lamento, minha tristeza, meu choro, minha atenção e minha preocupação. Eu li tudo, acompanhei e pensei muito antes de me posicionar, de definir o que eu gostaria de dizer. Senti muito”, desabafou.

Certo é que Vem, disco que sucede Pitanga (2011), ganhou atenção tanto de quem a defendia quanto de quem a criticava. Produzido pelo marido da cantora, Marcelo Camelo, o quarto álbum solo da carreira de Mallu Magalhães carrega, nas 12 faixas autorais, grande parte da história da cantora. Maternidade, a vida em Portugal, influências sonoras, ligações afetivas. O álbum tem arranjos do próprio Camelo e de Mario Adnet, e direção artística de Marcus Preto. O ex-Los Hermanos Rodrigo Amarante entra no time de músicos, assim como Davi Moraes, Kassin, Dadi Carvalho, Armando Marçal, Mauricio Takara e Victor Rice.

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Fonte: Correio Braziliense

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