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'Hebe - A Estrela do Brasil': será estralado por Andréa Beltrão

O filme chega aos cinemas nesta quinta-feira (26) e traz um recorte da vida da apresentadora Hebe Camargo (1929-2012).

27/09/2019 08:54h

Hebe - A Estrela do Brasil chega aos cinemas nesta quinta-feira (26) e traz um recorte da vida da apresentadora Hebe Camargo (1929-2012). Dirigido por Maurício Farias e ambientado na década de 1980, o longa-metragem não é uma cinebiografia da rainha da TV brasileira, ou seja, não espere ver a infância humilde, os tempos de cantora de rádio, nem a luta contra o câncer, nem mesmo a distribuição de selinhos.

Com roteiro assinado por Carolina Kotscho, também responsável por Dois Filhos de Francisco (2005), o filme faz um recorte da vida da apresentadora, mostrando a época em que o país vivia a transição da ditadura para a democracia, ao passo que Hebe trocava a Band pelo SBT.

Com Andréa Beltrão  no papel da apresentadora, o filme exalta que Hebe manifestava suas opiniões à frente das câmeras e tinha horror à censura. Além disso, mostra como ela defendia minorias, o que fica perceptível em cenas ao lado do cabeleireiro Carlucho (Ivo Müller), diagnosticado com o vírus HIV positivo, e com a modelo transexual Roberta Close (Renata Bastos), levada  ao palco de seu programa.

"Eu não defendo só as bichas, não. Eu defendo bichas, travestis, aposentados, desempregados. Eu defendo as mães solteiras. Defendo os excluídos. Eu defendo quem eu sinto que precisa. Eu defendo o que eu acho certo. Eu defendo o amor. Eu defendo o nosso país", discursa a apresentadora em um programa.


Hebe - A Estrela do Brasil chega aos cinemas nesta quinta-feira (26) e traz um recorte da vida da apresentadora Hebe Camargo (1929-2012). Instagram

Personalidades do meio artístico -- como Silvio Santos (Daniel Boaventura), Nair Bello (Claudia Missura), Lolita Rodrigues (Karine Teles), Chacrinha (Otávio Augusto), Dercy Gonçaves (Stella Miranda) e Roberto Carlos (Felipe Rocha) -- são retratadas de forma pontual e aparecem em poucas cenas. Já a família tem grande peso no filme, em especial Lélio Ravagnani (Marco Ricca), segundo marido de Hebe, dono de um comportamento agressivo e machista.

A relação com o filho, Marcello (Caio Horowicz), que chega a confrontá-la por sua proximidade com o político Paulo Maluf (Fábio Espósito), também é destacada, assim como com o sobrinho Claudio Pessutti (Danton Mello), retratado como braço direito de Hebe e incentivador da apresentadora. Já o primeiro marido, Décio Capuano (Gabriel Braga Nunes), tem participação pequena.

Com bom trânsito entre comédia e drama, Andréa Beltrão emociona em cenas comoventes, como os momentos em que Hebe precisa lidar com o ciúme exagerado do marido em um casamento tóxico. A história diverte ao mostrar a apresentadora falando diminutivo, até mesmo para reprovar o cenário de seu programa por parecer frio como um frigorífico, bem como na cena em que dança ao som do grupo Menudos. Fica nítido que Andrea Beltrão estudou a expressão corporal da apresentadora, sem cair na imitação caricatural.

Fonte: Quem

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