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Dylan Farrow dá nova declaração sobre Woody Alllen

Filha adotiva do diretor, a escritora e ativista, hoje aos 32 anos, afirma que foi abusada sexualmente por Allen em 1992, quando tinha 7 anos

12/02/2018 14:14h

Dylan Farrow repetiu em uma rede social, durante o último fim de semana, as acusações de que sofreu abuso sexual de Woody Allen quando era uma criança.

Filha adotiva do diretor, a escritora e ativista, hoje aos 32 anos, afirma que foi abusada sexualmente por Allen em 1992, quando tinha 7 anos.

"Eu tenho consistentemente exposto a verdade por 25 anos, não vou parar agora. É direito de Stephens duvidar de mim se ele assim escolhe, mas sua incredulidade não muda o que aconteceu naquele dia", escreveu Farrow no Twitter.

Ela também republicou links para reportagens sobre outras investigações a respeito do caso, além de vídeos em que outras mulheres condenam o diretor pelo ocorrido.

Farrow se manifestou após a publicação do artigo "The Smearing of Woody Allen" (a difamação de Woody Allen, em inglês), no jornal americano "The New York Times".

No texto, o colunista político Bret Stephens questiona as acusações de Farrow sob a ótica de contradições apontadas por peritos nos depoimentos dela, em uma das investigações sobre o caso cuja conclusão foi pela inocência de Allen.

Stephens rememora uma investigação conduzida pelo Hospital de Yale-New Haven em 1992 e 1993, que embasou decisão dos procuradores do Estado de Connecticut de não processar Allen, e pergunta: "O peso das evidências disponíveis, sem falar na presunção de inocência, não deveria se estender ao julgamento da opinião pública também?".

O jornal posteriormente incluir uma correção em seu texto para destacar que, além dessa investigação, outras duas resultaram inconclusivas.

Stephens também cita erros judiciais célebres nos EUA, causados por falta de cuidados e checagens após depoimentos tomados de crianças: "A maioria dos pais sabe que as crianças pequenas são imaginativas e sugestíveis e inocentemente propensas a inventar coisas".

Ele também aponta uma suposta contradição na caracterização de Allen como pedófilo, visto que, dada a ausência de outras acusações contra o diretor, esse impulso só teria se manifestado nesta única vez, e conclui: "Não é preciso duvidar da honestidade de Farrow para duvidar da versão dela sobre os eventos".

Em suas respostas no Twitter, Farrow afirma que "Presumir que inventei essa história e que convenci a mim mesma é não menos insultante do que me chamar de mentirosa".

VELHA ACUSAÇÃO, NOVAS REAÇÕES

As acusações contra Woody Allen foram reavivadas por Farrow em entrevista à TV americana em janeiro, na esteira da onda de denúncias contra atores, produtores e outros poderosos de Hollywood por episódios de assédio sexual e estupro.

Na ocasião, Farrow, filha do diretor e da atriz Mia Farrow, questionou por que os movimentos de repúdio aos agressores sexuais, como o #MeToo (eu também), seguiam poupando o diretor nova-iorquino.

Em resposta, atrizes como Natalie Portman e Mira Sorvino manifestaram arrependimento por terem trabalhado com Allen.

Na ocasião, o diretor, que, segundo relatos na imprensa dos EUA, tem sido isolado pela indústria do cinema e por atores e atrizes, foi defendido por pouquíssimos, como o ator Alec Baldwin.

Fonte: Folhapress

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