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Dublagem da série 'Brooklyn 99' causa polêmica ao usar gírias pró-Bolsonaro

Criador da série Dan Goor se pronunciou e se indignou com episódios registrados por fãs.

15/03/2019 10:35h

A discussão política tem se intensificado nos últimos anos e está difícil de achar a hora, o local e a razão corretos para falar sobre os temas do momento envolvendo os rumos do país. Se já passou a ser comum ouvir pitacos alheios sobre a realidade de Brasília dentro de táxis ou na fila do pão, um novo habitat passou a receber influência do noticiário político: as séries de TV. A polêmica da vez mora na exibição de um episódio da série cômica 'Brooklyn Nine-Nine' que exibiu, em sua versão dublada, um texto que usava as expressões "melhor já ir se acostumando" e "minion" pelo personagem Charles Boyle (Joe Lo Truglio) em referência clara às gírias relacionadas ao presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores.


Os personagens Boyle e Peralta em cena de Brooklyn Nine-Nine (Foto: reprodução)

Na cena, que envolve uma competição anual de Halloween, o personagem Boyle fala a palavra "champs" para designar aqueles que sempre vencem e "tramps" para indicar os "molengas" ou perdedores, que talvez tenham uma chance de saírem vencedores da brincadeira. Crítica ao governo Trump, 'Brooklyn Nine-Nine' costuma fazer alusões ao presidente americano e ao seu universo e "tramp" seria um termo que faria alusão a "Trump", o que justificaria a "troca de presidentes" na temática do texto. Na tradução para a versão dublada, "tramp" foi trocada por "minion" e a frase "this year belongs to the tramps" (Este ano pertence aos Molengas) foi traduzida como "melhor já ir se acostumando" (que no ambiente das redes sociais é escrito como "melhor Jair se acostumando, em referência ao presidente Bolsonaro).


Brooklyn Nine-Nine (Foto: Divulgação)

Um perfil de fãs americanos no Twitter fez um comentário agridoce sobre a situação: "Estamos gratos pelo canal transmitir Brooklyn Nine-Nine aos fãs brasileiros, mas é muito errado que a dublagem indique que o personagem Boyle seja taxado de apoiador de Bolsonaro (ele é o presidente do Brasil - uma versão extrema de Trump), uma vez que [a ideia] é contrária a tudo o que a série e Boyle representam". A mensagem chegou ao criador da série Dan Goor, que ficou intrigado com a afirmação dos fãs e foi se inteirar se realmente aquilo era verdade: "O quê? Isso é real?", questionou. Comprovada a adaptação do texto, Goor se pronunciou, dizendo: "Vou chegar até o fim dessa questão".Uma outra fã afirmou que nem tudo na série se refere ao presidente americano e que, nesse caso, a questão "tramp/Trump" não poderia justificar um trabalho ruim da adaptação brasileira. A declaração da moça foi compartilhada por Dan Goor, criador da série, endossando a ideia.

E, aparentemente, o movimento dos fãs e do criador da série deu certo, já que a TNT Brasil se desculpou pela adaptação do texto, prometeu uma revisão da dublagem e se comprometeu a reforçar seu controle de qualidade e promover traduções com um conteúdo mais próximo das ideias do texto original.

Fonte: Revista Monet

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