BNDES perde terceiro diretor por divergir de presidente

icardo Baldin, decidiu deixar o cargo por divergências com o presidente do banco, Paulo Rabello de Castro.

20/07/2017 08:22h

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O diretor de controladoria do BNDES, Ricardo Baldin, decidiu deixar o cargo por divergências com o presidente do banco, Paulo Rabello de Castro. É a terceira baixa na direção do banco desde que Paulo Rabello assumiu, no início do mês passado, em substituição a Maria Silvia Bastos Marques.

No início do mês, Vinícius Carrasco, que ocupava a diretoria de planejamento, e Cláudio Coutinho, da área de crédito, pediram demissão em um ato de defesa da mudança na taxa de juros de longo prazo proposta pelo governo.

Baldin cuidava da gestão de riscos, da tecnologia da informação e da controladoria do BNDES. Assim como Carrasco e Coutinho, era parte da equipe montada por Maria Silvia quando foi nomeada para presidir o banco pelo presidente Michel Temer, em maio de 2016.

Rabello de Castro foi informado de sua intenção de deixar o BNDES no início da semana. Negociou deixar o cargo em agosto, para concluir trabalhos que estão em curso no momento. O presidente do banco manteve sigilo para evitar mais desgastes públicos como os gerados pela saída dos outros dois diretores.

Na ocasião, Coutinho disse que não se sentia confortável para ficar no cargo após a publicação de declarações de Rabello de Castro que questionavam a nova TLP (Taxa de Longo Prazo), que ajudou a elaborar em parceria com Vinícius Carrasco.

Dos que chegaram com Maria Silvia ao BNDES, permanecem nos cargos Marilene Ramos, Cláudia Prattes, Eliane Lustosa e Ricardo Ramos.

Para a vaga de Vinicius Carrasco, Rabello decidiu nesta quarta (19) nomear o economista Carlos da Costa, que foi seu aluno e estagiário na RC Consultores. No lugar de Coutinho, anunciou na semana passada que convidou o ex-diretor do BC Carlos Thadeu de Freitas.

Enquadrado

O atual presidente do BNDES criticou a TLP sob o argumento de que ela seria mais volátil do que a atual taxa de juros do BNDES, a TJLP.

Na semana passada, Rabello de Castro amenizou o discurso e voltou atrás nas críticas. Na terça (18), enquadrado pela equipe econômica, assinou nota conjunta com Henrique Meirelles (Fazenda), Dyogo Oliveira (Planejamento) e Ilan Goldfajn (BC) endossando argumentos favoráveis à criação da TLP.

Apesar disso, o presidente do BNDES é alvo de pressão de funcionários, empresários e congressistas que tentam derrubar a mudança.

Embora dê transparência e reduza os subsídios a grandes empresas que acessam o banco, a nova taxa de juros aumenta o custo dos empréstimos do BNDES, o que desagrada representantes empresariais como a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e a Abimaq (fabricantes de máquinas e equipamentos).

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Fonte: Folhapress

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