7 estereótipos sobre o jogo em Portugal que precisam acabar

O expert Martim Nabeiro avança 7 estereótipos comuns sobre o jogo em Portugal, que é bom esclarecer de uma vez por todas.

13/10/2021 14:06h

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O jogo hoje deixou de ter uma conotação negativa. Há cada vez mais consciência dos seus perigos e benefícios, mas ainda assim há alguns mitos que teimam em ficar. 

Neste artigo, o expert Martim Nabeiro avança 7 estereótipos comuns sobre o jogo em Portugal, que é bom esclarecer de uma vez por todas.

A postos para conhecer os principais estereótipos de gamers em Portugal?


Videojogos e jogos de casino é tudo a mesma coisa.

Quando se fala em jogo online português, é importante não pensar unicamente nos jogos de azar que se encontram nos casinos online, embora isso seja compreensível, uma vez que temos uma cultura forte nesse tipo de jogos, mais até do que de consolas ou videojogos.

Existem gamers de jogos multiplayer que nunca puseram pé dentro de um casino online, e muito menos de um físico, e jogadores de slots que pensam que WOW é uma expressão de surpresa e não um dos jogos mais populares do mundo jogados com o computador.


Jogar num casino online de graça não é possível.

Quem disse isso? Há sempre alguma forma de jogar de graça, mesmo jogos a dinheiro, sem tirar um cêntimo da carteira. Se for utilizado um casino bonus sem deposito, ou se beneficiar de rodadas ou fichas gratuitas, por exemplo, é possível jogar de borla e até ganhar um prémio monetário.


Não se aprende nada a jogar.

Para quebrar este mito, só precisamos parar de pensar um pouco. Desde crianças que jogamos para aprender e desenvolver uma série de áreas, como a fala, a lógica, a rapidez de raciocínio, a capacidade motora e por aí fora.

Além disso, o jogo ajuda-nos enquanto indivíduos a exteriorizar e expressar sentimentos e impulsos em ambientes fictícios, que são normalmente controlados nas nossas interações diárias com o mundo lá fora. E processá-los de forma lúdica e sem nenhuma consequência nefasta, é por si só uma grande aprendizagem. 


Os gamers são preguiçosos.

Este é um dos estereótipos de gamers mais disseminado. Mas só porque os gamers têm prazer em passar horas sentados a jogar, seja num telefone, numa consola ou atrás de um ecrã online, isso não quer dizer que sejam preguiçosos. 

Na verdade, muitos chegam até a jogar horas a fio para ajudar outros jogadores a avançar no jogo, sem qualquer benefício próprio. E outros até fazem dele a sua principal fonte de rendimento.


Os gamers não têm perspetiva de carreira. 

Dizer que os gamers não têm perspetiva de carreira em pleno século XXI, é uma enorme falácia. E nem sequer precisamos de falar nos eSports, que tem tornado jovens jogadores e equipas de todo o mundo em atletas mundiais e milionários. 

Usando o exemplo do WOW, há gamers que são pagos à hora para cuidar e fazer progresso no jogo de outros, e sites que vendem itens ganhos no jogo, como armadura e armas, a troco de uns bons euros ou dólares.

Há perspetiva de carreira sim, mas não é para todos. É precisa muita habilidade e muita prática.


Os gamers são agressivos.

Discute-se há muito a possibilidade de os jogos, principalmente os de temática militar, promoverem e estimularem a violência em quem os joga, particularmente nas crianças e nos jovens. Apesar da discussão e das posições contrárias, ainda nenhum estudo comprovou a causalidade entre jogar videogames, e jogos no geral, e comportamentos agressivos ou violentos. 

O que a maior parte dos estudos encontrou foi uma correlação, que pode significar unicamente que as pessoas agressivas gostam de jogos agressivos. 


Os gamers são essencialmente homens.

Se originalmente os jogos eram desenvolvidos com o mercado masculino em mente, a última década viu um aumento crescente e exponencial no número de mulheres a jogar jogos dos mais variados tipos, mesmo nos casinos online em Portugal. E o número de mulheres é agora ligeiramente superior ao de homens que jogam jogos na Internet.

Este desequilíbrio histórico na indústria do jogo não encorajou propriamente as mulheres  a perseguir primeiro passatempos e depois carreiras tecnológicas, o que limitou a variedade e o tipo de jogos produzidos, e perpetuou o ciclo por mais tempo do que o devido.


Concluindo 

Longe vai o tempo em que o jogo era visto como um passatempo fútil. Atualmente, de forma responsável, proporciona benefícios cognitivos, emocionais e sociais, e pode melhorar a capacidade de resolução de problemas, a capacidade espacial e a concentração, especialmente das crianças.

Além disso é uma indústria de bilhões, que tem dado emprego e rendimentos regulares a muitíssimas pessoas, bem como um forte incentivo a muitas economias, incluindo a nossa. E isto é tudo menos um mito!

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