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“Houve crise, mas a força do talento foi mais forte”, dizem artistas

Em vários setores das artes, o sucesso foi bem maior do que o fracasso, às vezes anunciado.

28/12/2018 10:31h

Embora a crise tenha atravessado 2018 em todas as áreas, no campo cultural o talento e a persistência driblaram problemas e ultrapassaram obstáculos, alguns inimagináveis, segundo profissionais do campo em questão. Para muitos, o mais importante foi saber a hora exata de agir, não deixando que o desânimo frustrasse seus sonhos, seus anseios.

“O mais importante em tudo isso é que continuei trabalhando, aproveitando oportunidades. Continuo firme e forte fazendo shows, constantemente”, diz o músico George Hendryx, acrescentando que já está com agenda em outras cidades, fortalecendo suas apresentações. “Não tenho do que reclamar, apesar da crise, tenho uma agenda movimentada, inclusive com shows em Fortaleza”, assinala.

O musico Sid Vitor, em São Paulo, um mundo de aprendizado e de novas experiências. Foto: Divulgação

O ator e produtor Francisco Castro também não é de reclamar, preferindo ir à luta, ao invés de se lamuriar: “Neste ano tive o prazer de realizar dois projetos: um na área de teatro que é o "Vem que é Teatro!" e o outro na área de Dança,  o "Teresina em Dança!". Como artista participo do primeiro trabalho do Grupo Harém de Teatro que o espetáculo "Duplo Molière" e continuo com o espetáculo "Abrigo São Loucas". Depois de seis anos reencontrei em Olinda, Pernambuco, a turma de "Especialização em Formação de Gestores Culturais do Nordeste", da qual fiz parte. Tive um ano bem positivo na área cultural. E espero no próximo Ano grandes mudanças positivas”, comemora. 

Para o diretor do Theatro 4 de Setembro, João Vasconcelos, 2018 foi um ano bem movimentado: “O balanço para o Complexo Cultura Club dos Diários/Theatro 4 de Setembro tem um saldo positivo. Pauta ocupada com 70% com o produto local, com resposta de público. Muita novidade no cenário artístico.  Pudemos manter os projetos já consolidados, como Seis e Meia,  possibilitando ao nosso artista local ter o mesmo público e  qualidade técnica através, também, do Boca da Noite; Terças da Casa, com muitas estreias e lançamentos; Oficina de Teatro permanente; grupos residentes de Teatro e Dança, além de muitos  lançamentos de livros”, argumenta, acrescentando que o Theatro recebeu três festivais internacionais de teatro, e dança, entre outros, totalizando um público estimado em 100 mil pessoas, em 2018.

“Em 2018, me envolvi aqui na cena de sampa, tendo participado de alguns eventos no velho centrop da capital assim como no interior do estado, participei tocando em eventos de mot o clube, que é bastante forte na cidade, e foquei em preparar m[úsicas pra gravar um álbum, estou atualmente trabalhando nisso, a cidade me proporcionou tocar em muitas jam session, e gigs com músicos legais e o fato de trampar em uma loja de música abriu uma gama de network com músicos de vários estilos desde de amadores a profissionais, foi um ano bastante produtivo e que vim plantando sementes pra colher em 2019, muitas experiências que farão diferença nos meus trampos na grande selva”, observa o músico Sid Vitor.


O quadrinista Bernardo Aurélio passou 2018 vendo seus projetos fluindo: “Foi um ano de reconquistas. Procuramos reconquistar nosso público de leitores da livraria Quinta Capa, pulverizados no meio do comércio on line. Reimprimimos o quadrinho da Batalha do Jenipapo e outros títulos, ao tempo que voltamos a participar da CCXP, maior evento de quadrinhos da América. Bases para 2019”, explica. O músico Beto Boreno tem como positivo neste ano que se finda a idealização do arquiteto/baixista Julio Medeiros de juntar músicos para tocar a música instrumental.

Por: Marco Antônio Villarinho

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