Hudson Melo expõe seu trabalho com grafite e pinturas em São Paulo

O artista piauiense traz em suas telas reflexões e questões da vida moderna

31/08/2013 10:02h

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Reunindo traços africanos, grafite e pintura que imita xilogravura, o artista plástico piauiense Hudson Melo expõe sua “Mostra Lado de Fora” – que traz reflexões sobre condicionamentos e questões da vida moderna -, no período de 3 a 14 de setembro, na Urban Arts, bairro Jardins, em São Paulo.

Com tinta acrílica, spray e látex, Hudson Melo utiliza técnica mista em suas telas em exposição, em número de seis. Há dez anos o artista executa trabalhos de pintura na rua e em tela; já expôs em Manaus, Roraima e em São Luís, e agora traz a São Paulo uma nova fase de criação. “Meu trabalho de pintura em tela é bem diferente do trabalho que faço nas ruas: com as telas quero ser mais solto e propor uma linha de pensamento diferente”, explica.

“Nesse trabalho falo mais de condições humanas mesmo, situações que vivemos e não nos damos conta. Ando sempre muito atento às pessoas nas ruas, pois elas são a principal referência no meu processo criativo”, assinala Hudson Melo. O vernissage, dia 3, a partir das 19h, é para convidados das áreas de moda, design, música, cartoons e publicidade. O artista Hudson Mello e o proprietário da Urban Arts, André Diniz, recepcionarão os convidados.

O artista diz ainda que a exposição “é um pouco voltada para o comportamento das pessoas nos dias de hoje, com tanta influencia externa e tanta informação, as passam a viver e ter hábitos bem semelhantes, que quase nunca se diferem, mesmo a pessoa sendo de Teresina ou do japão.eu falo um pouco disso na exposição.”

“Tenho um objetivo bem maior do que simplesmente expor; acho que isso serve para abrir caminhos para outros artistas de Teresina, além de mostrar minha técnica e dialogar com outros artistas daqui de São Paulo. Espero que essa oportunidade seja concedida a outras pessoas”, assinala. Hudson diz que o objetivo “talvez” seja a oportunidade de mostrar um tipo de trabalho que tem uma relação direta com a rua, embora em telas.

“Desde bem cedo já percebia minha proximidade com arte, até mesmo porque tem muita gente da minha família que é artista, e isso só evolui para uma coisa que levo muito a sério. Todos esses resultados que tive até o momento, foram decorrentes do meu trabalho nas ruas, portanto continuo a deixar claro para as pessoas que ainda sou grafiteiro”, conclui.

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Por: Marco Vilarinho

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