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Grupo comemora 18 anos com a peça "As Sete Imãs"

Premiado, o espetáculo será reapresentado nesse sábado, 10, às 19h, no Teatro do Boi.

09/11/2018 09:24h

No sábado, 10, às 19h, no Teatro do Boi, o "Humanistas - Grupo de Teatro", comemora 18 anos de atividades, com a reapresentação da peça "As Sete Irmãs". A comemoração será nos dias 08 e 10 de novembro no Teatro do Boi. No primeiro dia às 18h30 com a estreia do espetáculo “O Soldado e a Florista” e no dia 10, às 19h, a reapresentação de “As sete irmãs”.

 Ao longo da caminhada o grupo já participou de importantes festivais nacionais e internacionais e acumula prêmios de Melhor ator, Melhor espetáculo, dentre outros. A companhia é responsável pelo "Encontro dos artistas timonenses", "Paixão de Cristo de Timon" e "O Auto de Natal timonense". “As sete irmãs”, do dramaturgo cearense Walden Luiz, é um clássico da trupe que recebeu os prêmios de Melhor Espetáculo, Melhor Figurino, Melhor Ator Revelação e Melhor Atriz  Revelação em festivais na região. 

“As sete irmãs”, do dramaturgo cearense Walden Luiz, é um clássico da trupe. Foto: Divulgação

Em cena, sete freiras nada convencionais, em momentos hilariantes mostrando defeitos e qualidades. Cada uma delas é caracterizada por um dos pecados capitais em um enredo cheio de conflitos no convento. A peça conta a história dessas mulheres que dedicaram sua vida à religião. Em certo ponto, vontades, desejos reprimidos e traumas não superados, começam a emergir, indo de encontro às imposições da família, sociedade ou das próprias personagens. O que é pecado? Como lidar com os desejos sem ir contra o compromisso religioso? O conflito interno responde algumas dessas perguntas.

Na quinta-feira, também no Teatro do Boi, o grupo apresentou seu mais novo trabalho, “O Soldado e a Florista” que conta a história dos recém- casados o soldado João e a florista Maria. Ela adora flores e quer construir um jardim suspenso. O lugar escolhido – nem um pouco comum – é a Floresta das Árvores Cantoras. João, por sua vez, adora aventuras, ele será o guia até a floresta. Mas, para um herói atrapalhado a missão torna-se difícil, pois conseguir realizar os sonhos de uma esposa não é tarefa simples. Maria tem uma lista de quereres. Ao chegarem ao local indicado, encontram a floresta devastada. Inicia- -se uma busca para encontrar pistas e desvendar o ocorrido. Juntos enfrentarão a Senhorita Cinzenta, figura estranha, sem paciência para flores e cores, responsável pela destruição das árvores cantoras.

 Comemorar 18 anos de existência de uma companhia teatral nesta parte do Brasil extremamente singular, segundo o diretor do grupo Júnior Marks: “Confesso que não foi fácil chegar até aqui. Muitos percalços, muita falta de apoio. Se a gente não fizer teatro por amor a gente não faz nunca. Chegamos num ponto que isso tem que acabar. Isso é uma profissão como qualquer outra. Só amor não tá dando pra nos sustentar. Falta apoio, falta prestígio, falta FÉ de que a Arte nos aponte uma saída”, desabafa.

Fonte: Jornal O DIA

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