Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá juntos no Theresina Hall

Com uma turnê comemorativa 30 anos de lançamento dos discos “Dois” e “Que País é Este”, eles vem a capital para reviver no palco grandes canções da banda.

04/05/2019 09:29h - Atualizado em 04/05/2019 09:44h

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Músicos que marcaram os anos 80, integrando a formação original do Legião Urbana, ao lado de Renato Russo, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá se apresentam em Teresina dia 11 de maio, no Theresina Hall. Com uma turnê comemorativa 30 anos de lançamento dos discos “Dois” e “Que País é Este”, eles vem a capital para reviver no palco grandes canções da banda, eternizados como clássicos da música brasileira. 

A turnê que o Theresina Hall recebe começou a circular pelo Brasil em setembro e vai continuar no circuito até abril de 2019. Até agora já foi apresentada em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador e Vila Velha. O show é uma homenagem a dois álbuns do grupo: “Dois” e “Que País é Este”. Por isso, o setlist conta com canções que integram esses trabalhos como “Tempo Perdido”, “Que País é Este”, “Eduardo e Mônica” e “Faroeste Caboclo”.

Além de Dado Villa-Lobos na guitarra e Marcelo Bonfá na bateria, essa turnê tem a participação especial de André Frateschi nos vocais. Completam a banda do projeto. Lucas Vasconcellos na guitarra e violão, Roberto Pollo nos teclados e programações e Mauro Berman – que também assina a direção musical do show – no baixo. 

Em entrevista ao ODIA, Dado Villa-Lobos falou um pouco sobre a apresentação e os áureos tempos do Legião Urbana, na década de 1980.

ODIA: Como é para você, depois de um tempo tocando Legião Urbana, vir a Teresina com esse show?

DVL: É incrível a gente ir tão longe de casa e chegar a Teresina. É como cada vez que a gente sobe no palco, é um sentimento de realizar um sonho. Esse show é um momento forte de muita emoção. São grandes canções e são nossas vidas nessas canções. E a retribuição e acolhida do público tem sido sempre fabulosa e generosa. A gente passa duas horas no palco em delírio. 

ODIA: Porque a escolha dos discos “Dois” e “Que País é Este”?

DVL: Foi tão bom e receptivo o projeto que a gente não podia deixar de fazer, “Dois” é um disco tão emblemático nas nossas vidas e na nossa carreira e resolvemos abraçar também o disco “Que País é Este” é realmente como se fosse uma trilogia do grupo. É um repertório com grandes canções. 

ODIA: Como aconteceu a escolha dos músicos para essa turnê?

DVL: É o pessoal que toca comigo, no meu projeto solo, que eu admiro e confio muito, temos uma relação muito forte. A gente está junto. É essa troca de informação musical e a gente está super a vontade no palco. E o André foi algo tão louco e inesperado. O André foi quem estava com a gente, há 35 anos, no camarim em alguns shows em Brasília e está hoje dividindo o palco com a gente. É um grande artista, um grande interprete, um grande músico. Está tudo em casa e sob controle.

ODIA: Em comparação a década de 1980, para você, como se encontra o cenário musical nos dias atuais? 

DVL: No cenário musical atual eu me sinto meio fora desse cenário, eu vejo que ele não me pertence. Eu acho um tanto quanto acomodado a formatos, basicamente a força midiática que tem. Eu ainda estou tentando entender, me adaptar a essas questões. Em termos comparativo, eu cresci ouvindo Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso. Que me levaram a uma transformação. Eu não consigo perceber essa transformação hoje nas músicas que tem tocado e que estão circulando na alta mídia. Isso com certeza é um sinal que estou ficando velho (risos). Tenho meu selo no Rio de Janeiro, onde tenho lançando alguns novos artistas, basicamente aqui do Rio. Artistas novos que estão circulando na resistência. Isso que eu acho bacana, a música continua movendo as pessoas.

ODIA: O que lhe inspira a compor? 

DVL: Eu acho que é toda essa bagagem, toda uma vida, tudo que aconteceu na adolescência e que desde então eu venho carregando, dentro do rock, da MPB, da musica clássica. Coisas que realmente inspiram e fazem a vida melhor. A ideia da musica é trazer esse afago e um conforto pra vida. Quando a inspiração vem, ela vem com essa bagagem. 

ODIA: Você consegue comparar os shows dessa turnê como os daquela época?

DVL: Naquela época que a gente tocava, com a banda começando, a gente não tinha uma noção clara da força das canções, agora a gente já tem essa noção, agora no palco, a gente já sabe o que vai acontecer e como acontecer. A bagagem fez com que a gente esteja mais sereno e tranquilo e tocando melhor. São situações distintas, uma quando você é garoto e está descobrindo aquilo tudo e agora, que a gente já descobriu e está curtindo essa descoberta.

ODIA: Qual a expectativa para esse show?

DVL: Vamos comemorar muito nossas canções, nossas vidas passando por aquele repertório durante duas horas de paz. A gente prega a paz, o amor e a serenidade, coisas importantes para a vida seguir adiante, e isso com muito rock. 

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Por: Yuri Ribeiro - Jornal O Dia

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