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Sebastião Nery

A Bahia canta a sua santa

Confira o texto publicado pelo colunista Sebastião Nery no Jornal O Dia.

15/10/2019 08:37h

A Bahia sempre foi múltipla. Mas desta vez se superou.

De um jantar no Hotel Fasano em Salvador, onde estavam Durval Lelys, Licia Fábio, Nizan Guanaes e outros produtores musicais, nasceu a ideia de gravar uma canção em homenagem à Irmã Dulce cujo processo de canonização o Vaticano acaba de consagrar.

A música é excelente, a letra criativa. Começa como se fosse adotar um tom marcial e no entanto é uma doçura do princípio ao fim: 

  “A Bahia Canta a Sua Santa

A Bahia inteira canta

Para celebrar nossa santa

Que cuidou de nós

Tocam sinos e atabaques

De um povo que viu seus milagres

Foste a voz daqueles que não tem voz

Pequena e tão gigante

Mãe desses Filhos de Gandhy

Que entram em Roma

Soltando as pombas

Pombas da paz

Ouve teu povo cantando

Nas portas do Vaticano

Ele tem fé, ele tem axé

Ele veio a pé

É a Bahia que canta

Santa Dulce, a nossa santa

Que está no céu

Cuidando da gente

Diariamente

Pequena e tão gigante

Ouve teu povo cantando”

Cantores baianos ligaram as suas trombetas: Margareth Meneses, Preta Gil, Léo Santana, Márcia Freire, Vanesca Pinheiro, Vina Calmon, Eber Lima e Miguel,  Will Carvalho, Átila Lima e a luminosa Ivete Sangalo.

Às sete da manhã ela passava lá, toda magrinha, seguindo para sua jornada, suas obras de caridade. Durante anos pegou caronas de amigos. Ninguém acreditava que chegaria ao fim da tarde. Sempre chegou, com seus olhinhos miúdos, em qualquer canto da cidade baixa de Salvador,  como se fosse uma pomba ferida. E era. Era a pomba da paz da Bahia.

Faz bem Salvador celebra-la e cantá-la.

Neste mundo de doideiras, ainda bem que a Bahia dá esta lição de ternura, de bondade. Sabe bem seu parceiro de tantos anos doutor Taciano Campos.

Santa Dulce dos Pobres da Bahia.

www.sebastiaonery.com  [email protected]


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