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Violência em progressão geométrica

Violência em progressão geométrica

24/07/2017 09:13h

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Violência em progressão geométrica

Impossível se manter ausente à violência crescente, em todos os níveis, que aprisiona o cidadão em sua própria casa – por estar ele sob proibição do direito de ir e vir. Indubitavelmente, muito dessa situação provém da falta de investimentos na educação, em projetos que, de certa forma, liberte o assistido das garras do assistencialismo que vicia, que traduz uma dependência que não liberta, só o torna cativo.

Os representantes do povo, governantes e autoridades outras precisam trabalhar iniciativas que venham a, pelo menos, minimizar essa situação insustentável: a todo instante, um assalto, um assassinato, uma apreensão de drogas, de armas, e de outros ilícitos que incitam à violência, agravando ainda um quadro já preocupante. Vai longe o tempo em que o cidadão podia desfrutar da a liberdade de sair de casa com a certeza de que retornaria tranquilo ao seio da família. Para muitos, a saída de casa não mais implica em voltar: um jogo, uma roleta russa, onde tudo depende de sorte.

Confirmando ter recebido convite para ingressar em outros partidos, o deputado federal Átila Lira (PSB) preferiu não revelar se o PMDB estava entre os que abriram a porta para uma possível entrada. O parlamentar deixou claro que não tomará qualquer decisão, antes de uma posição do partido, em nível nacional. O que fica evidente é a possibilidade de Lira mudar de partido, em curto espaço de tempo. o presidente Michel Temer (PMDB) e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) continuam tentando atrair para seus partidos os deputados insatisfeitos do PSB. O PSB é da base governista, mas a iniciativa gerou tensão dentro do partido fazendo com que alguns fiquem contra o governo e ameacem ir para outras legendas.


Diáspora

Como é de praxe, o PMDB costuma se dividir quando da eleição para o Legislativo estadual: uma segue as determinações dos caciques e outra parte para um caminho mais liberto, obedecendo, também, às suas conveniências. De olhos nas eleições de 2018, a divisão peemedista já começa a ser delineada: ela rompe com a aparente harmonia, na qual a senha de boa convivência era a relação tranquila e bem aquinhoada com o governo do Estado. Uma relação costurada, sobretudo, pelo presidente da Assembleia Legislativa, Themístocles Filho, com a devida benção do outro cacique do partido, o deputado federal Marcelo Castro. O tempo vai passando e esse caminho vai se bifurcando ainda mais, com a aproximação do pleito.

Unidos

O deputado estadul do PTC, Evaldo Gomes, garante que a programação parlamentar está sendo cumprida, tanto pela oposição como pela situação. O deputado fez um abalanço sobre as atividades da Casa no primeiro semestre e atesta essa competência em plenário. Ao ter consciência de que a base governista na Alepi representa “a maioria esmagadora” da Casa, Evaldo Gomes acredita que os aliados sairão unidos em base sólida para buscar a reeleição do governador Wellington Dias (PT).  Para ele, aprovação dos projetos em prol do Piauí, seja ele de oposição ou não, traduz essa união dentro do parlamento.

Esclarecimento

O deputado federal Mainha (PP) esclarece que as emendas parlamentares liberadas são emendas impositivas. Ou seja, o Governo Federal não tem poder discricionário para vetar a liberação dos recursos. Ele é obrigado a liberar, independente de ser situação ou oposição ao governo do presidente Michel Temer. Tiverem emendas liberadas os parlamentares que votaram a favor ou contra a denúncia do Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, contra Temer. Mainha explica que não aparece entre os parlamentares com emendas liberadas porque,  no início do ano, ele e a deputada Rejane Dias (PT) em comum acordo definiram os valores e destinação das emendas que foram liberadas no nome da deputada e atual secretária de Educação. 

Esclarecimento 2

Sobre a BR 222, Mainha explica que, como membro da Comissão Mista de Orçamento do Congresso Federal, deve ouvir as demandas das lideranças piauienses que querem recursos para obras e projetos no Estado. Por isso, o presidente da ALEPI, deputado Themistocles Filho (PMDB), o procurou para articular recursos para a obra que é uma reivindicação antiga da população de Piripiri e Batalha e toda a região.

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Fonte: ODIA

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