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Roda Viva

Solidão do preconceito

Leia a coluna Roda Viva desta segunda-feira.

22/07/2019 17:37h

Solidão do preconceito

O presidente Jair Bolsonaro afirmou neste domingo (21), num culto envagélico, que o "descompromisso da lealdade ao povo brasileiro" e o afastamento de Deus são os motivos que causam o sentimento de solidão do poder. A declaração foi feita durante um discurso do presidente dirigido aos fiés da Igreja Sara Nossa Terra, em Brasília. "Eu já ouvi de alguns, talvez todos, que me antecederam, [eles] reclamaram que, logo nas primeiras semanas que assumiram esse cargo, começaram a sentir a solidão do poder. O que eu posso falar é de mim, já que muitas semanas se passaram. Acredito que essa solidão do poder ela venha por dois motivos. O primeiro, pelo descompromisso da lealdade ao povo brasileiro. E o segundo, pelo afastamento do nosso criador", afirmou Bolsonaro. Neste último fim de semana, o presidente foi bastante criticado por ter se referido aos governadores do Nordeste como "governadores de Paraíba", além de ter recomendado ao ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, que seu governo boicote o governo de Flávio Dino (PCdoB), do Maranhão. "Tem que ter nada com esse cara", disse Bolsonaro. O presidente precisa ser alertado, o quanto antes, de que a solidão às vezes também vem do preconceito ou mesmo de declarações feitas sem pensar.

O senador Elmano Férrer (Podemos) e o ex-senador João Vicente cumpriram agenda em Água Branca no último sábado, dia 20. Na ocasião, participaram da inauguração do calçamento da Rua Abdias Neves, no bairro Bulungão, obra realizada por meio de emenda de Elmano. Em seguida, visitaram o Hospital Dirceu Mendes Arcoverde, que recebeu recursos para aquisição de equipamentos e custeio da saúde - emendas também destinadas pelo parlamentar.

Concurso já

O Ministério Público do Piauí expediu recomendação ao prefeito de Cocal, Rubens de Sousa Vieira, para a realização de concurso público no município, com vistas ao preenchimento de vagas de cargos efetivos nas áreas de educação, saúde, segurança, jurídico, administrativo, entre outros, em conformidade com o que estabelece o artigo 37 da Constituição Federal.

Prazo de 10 dias

O promotor de Justiça Túlio Mendes solicita que o gestor dê ampla divulgação ao conteúdo da recomendação e informe ao MP-PI sobre o acatamento (ou não), detalhando as providências tomadas para a execução da medida. O prazo estabelecido para o encaminhamento das informações é de 10 dias, contados a partir do recebimento da recomendação. O membro do MP-PI ressalta que, em caso de inobservância da recomendação, o Ministério Público tomará "todas as medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis, nas esferas administrativa, cível e/ou criminal".

Irregularidades

Na recomendação, o promotor de Justiça destaca que a Prefeitura de Cocal chegou a abrir um processo licitatório, na modalidade de tomada de preços, e, posteriormente, lançou edital de um concurso público, com oferta de vagas para assistente social, professor, médico, enfermeiro, fisioterapeuta, auxiliar administrativo, auxiliar de serviços gerais, vigia, assistente jurídico, entre outros. Após isso, foi instaurado um inquérito para investigar a regularidade do certame, e ficou constatada a existência de ilicitudes no processo licitatório, o que culminou com o ajuizamento de uma ação civil pública. "A administração municipal cancelou administrativamente o concurso em andamento. No entanto, a necessidade de realização de concurso público persiste", pondera o promotor.


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