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Roda Viva

Não vale mentir

Leia a coluna Roda Viva desta sexta-feira.

29/03/2019 08:13h

Não vale mentir

Em depoimento prestado à CPI de Brumadinho, o presidente afastado da mineradora Vale, Fábio Schvartsman, afirmou que nunca havia chegado a ele nenhuma informação que apontasse para o risco de rompimento da barragem da Mina do Feijão, localizada na cidade mineira. “No caso de Brumadinho, posso afirmar categoricamente, que nunca chegou a mim nenhuma denúncia, nem pelos canais oficias da empresa, nem uma denúncia anônima”, declarou Schvartsman, na CPI, que foi instalada no Senado Federal com o objetivo de investigar as causas e os responsáveis pela tragédia que matou cerca de 300 pessoas. Sobre o fato de a área administrativa ter sido construída abaixo da barragem, o que aumentou expressivamente o número de vítimas, o ex-executivo da companhia declarou que teria feito as mudanças necessárias, caso soubesse que a situação representava riscos a centenas de funcionários. É preciso ser muito ingênuo para acreditar nas palavras do presidente afastado da mineradora. As investigações feitas até o momento já demonstraram com segurança que a companhia sabia, sim, que a barragem de Brumadinho estava com sua estrutura fragilizada. E não precisa ser do setor de mineração para concluir que o potencial de danos é infinitamente maior em barragens onde as instalações destinadas aos funcionários ficam a jusante, ou seja, no caminho por onde ocorre o escoamento de todo o líquido represado, em casos de ruptura. Fingir que não sabia dos problemas em Brumadinho, exatamente quando pelo menos outras três barragens da Vale apresentam riscos de rompimento, é um total desrespeito com as vítimas da tragédia, com suas famílias e com todos os brasileiros. 

Na noite da última quarta-feira (27), o ministro Osmar Terra, da Cidadania, autorizou que a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) promova a distribuição de cestas básicas às famílias que foram desalojadas de suas casas em Parnaíba, por conta das fortes chuvas. A ação foi solicitada pelo deputado federal Flávio Nogueira (PDT), que também protocolou requerimento pedindo que o Governo Federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento Regional, aloque recursos do orçamento para ações de defesa civil na cidade piauiense.

Energia segue ruim

A deputada estadual Teresa Britto (PV) esteve, nesta quinta-feira (28), em audiência com o diretor de operações da Cepisa Equatorial, Cosme Cezário. Na pauta, investimentos para a melhoria do fornecimento de energia para o município de Palmerais. “A cidade sofreu muito no período do Carnaval com longos períodos sem energia, e isso prejudica cidadãos, empresas, serviços públicos e vários outros setores. Estamos cobrando melhorias emergenciais da Cepisa Equatorial, no sentido de reforçar o sistema que abastece aquela região”, comenta Teresa Britto.

Voto em Ibaneis

O deputado Themístocles Filho declarou que ele e seu filho, o deputado Marcos Aurélio Sampaio, votarão em Ibaneis Rocha, governador do Distrito Federal, para presidir o diretório nacional do MDB, caso ele seja de fato candidato. "Eu acho que há uma possibilidade real de ele assumir o comando do nosso partido. Eu não só trabalho como votarei nele, e o deputado Marcos Aurélio também votará, se ele for candidato", garantiu o presidente da Asembleia Legislativa do Piauí. Ibaneis nasceu em Brasília, mas passou toda sua infância e parte da adolescência no município de Corrente, sul do Piauí.

Foto: Elias Fontinele / O DIA

"Os cargos são de livre nomeação do governador do estado. Não tem esse negócio de quem teve mais voto, quem trabalhou mais, quem trabalhou menos. Isso vai depender do governador. Todo mundo sabe, é público e notório que o PT tem mais de 80% dos cargos no Governo do Estado [...] No momento certo o governador vai nos chamar e nós vamos conversar com ele. O MDB ajudou [na campanha] e nós votamos no governador" - o deputado estadual Themístocles Filho (MDB), rebatendo o deputado Francisco Limma (PT), que defendeu que Wellington forme seu secretariado levando em consideração como principal critério o quanto cada partido da base aliada se empenhou na campanha de 2018.


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