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Roda Viva

A mensagem de Boechat

Leia a coluna Roda Viva desta terça-feira.

12/02/2019 09:09h - Atualizado em 11/02/2019 20:35h

A mensagem de Boechat

Em seu último programa matinal na rádio BandNews FM, apresentado na manhã desta segunda-feira (11), o jornalista Ricardo Boechat fez uma análise sobre a impunidade dos responsáveis pelas tragédias que marcaram o país nos últimos anos. Primeiro citou o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, Minas Gerais, que matou centenas de pessoas (165 corpos encontrados e 155 pessoas ainda desaparecidas). Valendo-se do seu conhecido estilo sarcástico, disparou: "Por enquanto, sabe-se em linhas gerais que a culpa não pode ter recaído nem sobre o Vaticano nem sobre a República da Bessarábia. A culpa está no campo da Vale, no campo da fiscalização, no campo do Legislativo, e a cumplicidade por isso está no Judiciário, que, de Mariana pra cá, pouco fez para dar efetividade às punições, às sanções, que poderiam ter feito de Mariana um exemplo não só para a Vale, protagonista das duas tragédias, mas para as mineradoras de uma maneira geral". Comentando uma reportagem do jornal O Globo, intitulada "Negligência e impunidade marcam tragédias no país", Boechat citou outros episódios fatídicos, como o incêndio no Centro de Treinamento do Flamengo, ocorrido na última sexta-feira (8), e que deixou dez adolescentes mortos, além de três feridos, e o incêndio na boate Kiss, no início de 2013, em Santa Maria (RS), com 242 mortos. Horas antes de morrer, em seu derradeiro comentário, o âncora da Band fez mais uma vez o que soube fazer com excelência durante toda a sua carreira: instigou a sociedade a não se calar diante de injustiças, a cobrar dos detentores do poder explicações para as causas dessas tragédias, bem como a identificação e punição dos culpados e providências para evitar a ocorrência de novos desastres. Com sua voz magnética, ele provocou seus espectadores: "A impunidade é o que rege, é o que comanda a orquestra das tragédias nacionais [...] O que a gente tem que colocar em cima da mesa, diante de nós mesmos como sociedade, é se nós queremos continuar lidando com essas tragédias, pranteando-as no início e esquecendo-as logo depois".

Ricardo Boechat era conhecido no meio jornalístico - e por todos os seus ouvintes, leitores e telespectadores - como um jornalista destemido. Mais que apresentador e titular de uma coluna na revista "Isto É", ele era um exemplo de repórter. Mesmo do alto dos seus quase 50 anos de carreira, já tendo ocupado o cargo de diretor de jornalismo da Band, ele nunca perdeu a humildade. Continuava fazendo ele próprio o trabalho de garimpar informações. Esta e tantas outras qualidades fizeram dele um dos comunicadores mais respeitados e admirados do país.

Bomba relógio

O senador Elmano Férrer (Podemos) destacou a necessidade de união de esforços para garantir mais segurança às barragens do país, a fim de evitar novas tragédias como Brumadinho e Mariana, em Minas Gerais, e Algodões, no Piauí. Em discurso no Plenário do Senado Federal, o parlamentar alertou para os números que demonstram descaso com as barragens, como que apenas 3% são vistoriadas a cada ano.

Bomba-relógio II

Segundo o senador Elmano Férrer, o retrato das barragens no Brasil é alarmante. Das 3.543 barragens avaliadas, 723 foram enquadradas como de alto risco e alto potencial de dano associado. Ainda de acordo com o parlamentar, existem cerca de 70 mil barragens no país. Sendo assim, apenas 5% desse total foi avaliada. 

Enxugando gelo

Ao comentar sobre a interdição da Maternidade Dona Evangelina Rosa, o vereador Joaquim do Arroz defendeu a exoneração do diretor da maternidade, Dr. Francisco Macêdo. Segundo o vereador do PRP, mesmo com as tecnologias para melhorar o atendimento, a maternidade precisa de um novo gestor para a direção. “Ele (Doutor Macêdo) não está conseguindo administrar a maternidade e, com isso, estamos enxugando gelo. Se não está dando produtividade, o correto é indicar outro nome para dirigir. Mas não sou eu quem decido isso”, disse o vereador.

O presidente do diretório estadual do PSC Piauí, Valter Alencar, o vice-presidente do partido, Jorge Lopes, o presidente do diretório municipal, Menandro Pedro e a secretária-geral, Lisnia Rodrigues se reuniram na manhã desta segunda-feira (11) com o presidente da Câmara Municipal de Teresina, vereador Jeová Alencar (PSDB). Na pauta esteve em discussão estratégias políticas do PSC para as eleições municipais de 2020. A sigla quer chegar ao pleito do próximo ano fortalecida para conseguir eleger parlamentares na capital.


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