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Polivox

O que faltou em “Gravidade”?

Tinha tudo para ser o filme do ano

12/10/2013 09:23h

Deixei a sala do cinema na noite de ontem tentando entender porque “Gravidade”, filme do diretor Alfonso Cuarón, não conseguiu imprimir “as marcas” que prometia. Quando um filme é verdadeiramente impactante qualquer pessoa leva pelo menos alguns minutos para “voltar ao normal”. Achei que desta vez levaria bem mais tempo para retornar a essa normalidade, mas na verdade demorei foi para entender o que faltou.  

Foi tudo muito perfeito. Uma bela fotografia, um roteiro bem montado, com várias situações de perigo, condições lógicas, ou seja, nada que parecesse muito forçado ou absurdo de acontecer, belas referências - como no momento em que a personagem Ryan Stone simula a posição de um feto, com cabos indicando o cordão umbilical - tudo muito perfeito. O que faltou? 

Faltou uma interpretação convincente. Confesso que quando foram divulgado os nomes do atores – George Clooney e Sandra Bullock – fiquei meio com o “pé atrás”, mas agora vejo que não era só preconceito. Sandra, que é quem domina o maior tempo da trama, não consegue imprimir o desespero real de viver uma situação como aquela. Estar isolado no espaço com o nível de oxigênio a 2% não pareceu tão assustador. Poderiam também ter explorado um pouco mais o 3D. Nada melhor que o espaço para isso! Infelizmente não posso dar outros exemplos para não revelar detalhes. Afinal de contas, Gravidade, apesar destas falhas, é um bom filme. Meu lamento é  porque poderíamos estar falando aqui, talvez, do “filme do ano”, mas faltou justamente uma das peças fundamentais, o “sentimento”.



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