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Polivox

Black Sabbath - "O Show"

"Fui às lágrimas"...

16/10/2013 17:21h

Falar que o show do Black Sabbath foi perfeito é pouco pra descrever a sensação de encantamento pela qual passei durante sua apresentação em São Paulo. Desde que ouvi pela primeira vez a música deles em uma coletânea no final dos anos 80, ver esses caras tocando era um sonho que eu achava quase impossível realizar. Mas o improvável aconteceu e Ozzy Osbourne, Tony Iommi e Geezer Butler se juntaram, e eu estava lá pra ver e ouvir. Ainda que, como todo fã, senti a falta do baterista Bill Ward, posso dizer que Tommy Clufetos deu conta do recado e o visual dele ainda lembra um pouco o estilo que Ward adotava nos anos 70. 

O show começa com Ozzy imitando um relógio cuco (“Cuco! Cuco!”) e logo em seguida o clássico berro “I can’t hear you!” antecede a matadora “War Pigs”. Fui às lágrimas (pela primeira vez) assim que o primeiro verso foi cantado em uníssono pelas dezenas de milhares de pessoas presentes. Não há como descrever a sensação de estar em pé diante do Black Sabbath. O show continuou com clássicos selecionados dos álbuns da “fase Ozzy”, intercalados com músicas do disco novo, o excepcional “13”. “Age of Reason”, “End of The Beginning” e “God Is Dead” agradaram bastante, mas a galera enlouquecia mesmo era com as mais que esperadas “N.I.B.” (com direito ao solo de baixo de Geezer), “Children of The Grave”, “Black Sabbath”, “Iron Man” e “Paranoid”, entre outras pérolas distribuídas em mais de duas horas de show. Chorei ao lembrar de minha adolescência e de como esses caras me influenciaram a adotar todo um estilo de vida, chorei por estar ao lado de minha esposa, que acompanhou boa parte dessa minha história, chorei ao ver um guitarrista que, apesar de lutar contra um câncer, continua a fazer o que gosta de forma magistral aos 65 anos, chorei por ver uma banda que consegue colocar de lado suas brigas do passado pra fazer um disco maravilhoso e, principalmente, entregar um espetáculo íntegro, honesto e voltado pros fãs, dando o melhor de si. Por tudo isto, o dia 11 de outubro de 2013 foi um dos mais emocionantes e inesquecíveis da minha vida.

(Colaboração – Eduardo Neves, jornalista, publicitário e músico)


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