Pelo Piauí

Deu no UOL: Prefeito do PI pagou cozinheira particular com dinheiro do FUNDEB

Anderson Luiz (PT) foi denunciado na Procuradoria Regional da República pelos desmandos

21/05/2014 11:36h

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Deu no UOL: O colunista Josias de Sousa repercutiu em sua coluna os desmandos realizados pelo prefeito Anderson Luiz Alves do Santos (PT), gestor do município de São Gonçalo do Gurguéia, no extremo sul do Estado. "Decym" como é conhecido no município contratou e pagou com recursos do FUNDEB uma cozinheira particular para a sua residência. A denúncia foi feita pela Procuradoria Regional da República e circulou em alguns veículos de comunicação do Estado.

Prefeito Anderson Luiz (PT), de São Gonçado do Gurguéia (PI)

Leia a matéria do UOL na íntegra:

Num instante em que ressurgem nas ruas as faixas reivindicando escolas melhores, descobre-se que um prefeito piauiense usou verbas federais destinadas à educação para manter em sua casa uma cozinheira, por assim dizer, ‘Padrão Fifa’. Anderson Luiz Alves dos Santos Fiqueiredo (PT), eis o nome do prefeito. Ele comanda o município de São Gonçalo do Gurguéia, localizado no extremo sul do mapa do Piauí.

Anderson Luiz foi denunciado pelo Ministério Público Federal por improbidade administrativa. Acusam-no de pendurar na conta do Fundeb, o fundo federal de custeio da educação básica, o salário da cozinheira Elizabete Carvalho de Souza. No papel, ela dava expediente numa escola como auxiliar de serviços gerais. No mundo real, trabalhava na casa do prefeito.

A anomalia perdurou por seis meses, entre fevereiro e julho de 2009. Só agora virou processo judicial. De acordo com a Procuradoria, a esperteza era acobertada por Verlane de Azevedo Souza Figueriedo, cunhada do prefeito e secretária de Educação de São Gonçalo do Gurguéia. A cozinheira e a secretária foram denunciadas junto com o prefeito.

Protocolada em 6 de maio no TRF da 1ª Região, em Brasília, a denúncia foi divulgada nesta quinta-feira. Signatária da petição, a procuradora Regional da República Raquel Branquinho Nascimento pede à Justiça que afaste o prefeito do cargo e decrete sua “inabilitação” para o exercício de funções públicas por cinco anos.

De resto, a procuradora pede que os responsáveis pelo desvio devolvam o dinheiro malversado. Coisa mixuruca: R$ 2.566,80, em valores da época. Antes de bater à porta do Judiciário, a Procuradoria tentou resolver a encrenca amigavelmente. Em setembro de 2013, ofereceu ao prefeito a oportunidade de devolver o dinheiro voluntariamente. Corrigido até aquela data, o espeto era de R$ 4.068. Como Anderson Luiz não levou a mão ao bolso, foi levado ao tribunal.

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Edição: Geysa Silva

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