Opiniao

'Álcool e juventude': Confira o editorial do Jornal O DIA desta terça

Confira o editorial do O DIA desta terça-feira, 23 de agosto de 2011

23/08/2011 08:05h

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De acordo com o Primeiro Levantamento Nacional Sobre os Padrões de Consumo de Álcool na População Brasileira, realizado pela Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas (Uniad) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), com financiamento da Secretaria Nacional de Políticas Sobre Drogas (Senad), cerca de dois terços dos jovens brasileiros são abstêmios ou bebem menos de uma vez por ano.

Porém, aqueles que consomem bebidas alcoólicas tendem a beber quantidades muito altas,comportamento que indica alto risco de desenvolver abuso ou dependência do álcool. A pesquisa indica que pelo menos 22% dos jovens brasileiros com idades entre 18 e 25 anos bebem de uma a três vezes semanalmente.

O estudo traz ainda outro dado preocupante: a média de idade em que os brasileiros começam a consumir bebidas alcoólicas é 14 anos. O Primeiro Levantamento Nacional Sobre os Padrões de Consumo de Álcool na População Brasileira acende um alerta na sociedade, porque chega num momento em que todos se mobilizam para a prevenção e o combate ao uso de drogas, mas não atentam - na maior parte das vezes - para os riscos do álcool, uma droga legalizada e socialmente bem aceita.

Parece normal que os jovens façam uso de bebidas alcoólicas, frequentemente associadas à diversão e vistas como facilitadoras das relações interpessoais. No entanto, a pesquisa qualifica como "bebedor frequent pesado" aquele que bebe uma vez por semana, ou mais, e consome cinco ou mais doses pelo menos em uma dessas ocasiões. Entre os jovens do sexo masculino esse perfil aparece em 7% dos entrevistados. De acordo com especialistas, consumir três doses grandes de bebida alcoólica semanalmente pode - a longo prazo - desencadear um processo de demência ou polineuropatia, doença que atinge de forma múltipla o sistema neurológico do indivíduo.

É importante que as famílias atentem para essa questão: grande parte dos jovens começa, ainda na adolescência, a beber em companhia de familiares, até mesmo dospróprios pais. É preciso retardar ao máximo o contato do jovem com substâncias que causam dependência e isso se faz por meio do diálogo e do exemplo. Os programas de prevenção e combate às drogas devem abordar também as substâncias químicas com comercialização legalizada, como álcool e cigarro, mas é fundamental que as famílias percebam, nas pequenas atitudes cotidianas, se estão orientando seus filhos de forma adequada, mais com atos que com palavras.

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Fonte: Jornal ODIA

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