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Notícias No Mirante

27 de janeiro de 2016

Fokker 100 - O excelente holandês

Jato Holandês operou por 25 anos no Brasil

Vamos falar de avião! De um excelente avião, com sorte pude não só apreciar-lo na minha infância, mas de trabalhar com ele por 2 temporadas e meia (2006/2007/2008), estou a falar do Fokker 100. O Brasil sempre foi uma Boeing Country, desde 1969 jatos domésticos eram em sua grande maioria Boeing 737 ou Boeing 727. Assim que jatos começaram a ser usados em rotas nacionais, tivemos exemplares como o francês Sud-Aviation Caravelle, BAC 1-11 (One Eleven) e principalmente Boeing 737 e 727, ir ao Aeroporto em Teresina em 1982 por exemplo era garantia de ver apenas Boeing 737-200 da VASP e Boeing 727 da Transbrasil (-100) e VASP (Super 200). A década de 80 tirando um par de British Aerospace BAE146 da TABA que operaram quase 2 anos, foi inteiramente BOEING. Airbus era uma palavra resumida a 7 aviões A300 operados por VASP, VARIG e CRUZEIRO.

No final dos anos 80 a TAM, então uma empresa regional, de pequeno porte, apoiada em uma frota de Fokker 27 e Embraer 110 Bandeirante, arregaçou as mangas e foi atrás do Fokker 100, um jato fabricado na Holanda, com silenciosos motores Rolls-Royce, 108 lugares, consumo de combustível ao redor de 2.000 kg por hora, relação custos vs lucros excelentes, o esperto Comandante Rolim negociou com os holandeses um par destes aviões.

Em Setembro de 1990 os aviões matriculados PT-MRA e PT-MRB chegaram a frota da empresa originária da cidade de Marília, SP. Foram alocados em rotas como São Paulo - Belo Horizonte (Pampulha), São Paulo - Brasília, São Paulo - Araçatuba - Cuiabá e São Paulo - Presidente Prudente - Campo Grande, em sincronia com os aviões menores da frota permitindo conectividade em Araçatuba, Presidente Prudente e Cuiabá. Obviamente a VARIG que mandava e desmandava com forte influência política reagiu a investida e a TAM teve diversos contratempos para por o F100 em voo (recomendo a leitura do livro Sonho Brasileiro, biografia do Comandante Rolim)

Rapidamente a frota cresceu e 5 anos depois a TAM já se aproximava de quase meia centena de jatos Fokker 100 atuando em suas rotas, o avião era utilizado o máximo possível, com rotas que já chegavam até Recife e Salvador, além de Belém. No entanto em 31 de Outubro de 1996, ao decolar pela pista 17R de Congonhas como TAM 402, o Fokker 100 prefixo PT-MRK sofreu uma pane grave durante a corrida de decolagem e posterior decolagem, caiu sobre o bairro de Jabaquara, matando 99 pessoas, com direito a cobertura extensiva da TV praticamente ao vivo. Era o prato cheio para a imprensa: empresa em ascenção, avião "desconhecido", mortes. Criou-se a imagem de vilão do jato holandês. Para piorar em 1997 outro exemplar sofreu uma explosão por uma bomba caseira de um passageiro, abrindo um rombo em sua fuselagem e vitimando um passageiro. Com 50 aviões na frota, obviamente a exposição dos jatos era intensa e em 2002 o ápice: 2 acidentes no mesmo dia, com 40 minutos de intervalo, estava "morto e enterrado" o Fokker 100 perante a opinião pública.

Vale lembrar que o avião no período 1993-1995 foi operado também pela paraense TABA, inclusive servia 3x por semana na rota Fortaleza - Parnaíba - Belém. No entanto a empresa não teve sucesso financeiro e os aviões foram adquiridos pela TAM (um deles foi o envolvido na bomba em voo).

A TAM então passou a partir de 2002 reduzir a frota de Fokker 100, vendendo diversos exemplares, isolando o avião em rotas do Norte/Nordeste, tirando dos grandes centros, priorizando a veloz incorporação dos franceses Airbus A319/A320. Até que em 2008 o avião saiu de cena pela empresa paulista, no entanto sua importância foi tal que um dos seus 50 Fokker 100 foi preservado em seu Museu.

MK28 - Não é Fokker 100, mas é muito parecido.

Em 2005 a OceanAir, iniciou o projeto Super 100, com a oportunidade de adquirir 29 aviões ex-American Airlines a excelente preço, mas no decorrer do projeto alguém teve a ideia de gênio: Vamos rebatizar o avião, aviões costumam ter um nome de homologação, por exemplo EMBRAER 120, conhecido como Brasília, ATR72-212A, conhecido como ATR600, o Fokker 100 na verdade é Fokker 28 Mk 0100 (MK seria versão), logo a OceanAir resolveu chamar de MK28 o seus Fokker 100, provocando inclusive reações de pessoas ao afirmarem que o tal do MK28 apesar de não ser um Fokker 100, era muito parecido.

Os MK28 começaram a voar em Dezembro de 2005, e logo se tornaram 14 unidades na empresa, que aproveitou a chegada do equipamento para lançar sua nova pintura. A OceanAir chegou a voar em Teresina com este avião em uma rota que era BSB-SLZ-THE-BSB. Efetuavam a maioria dos voos de sua malha, e foram reduzidos a 12 unidades quando a companhia se reestruturou em 2008 (Eu citei anteriormente 29 aviões, vale lembrar que a OceanAir era então a líder do grupo que incluía a colombiana Avianca e a peruana Wayra, com quem dividiu esses 29 aviões). Com o MK28 a OceanAir se reestruturou, marcou um excelente produto e partiu para o Airbus A319, mudando de nome para Avianca Brasil. Em 2015 o avião foi retirado de operação pela empresa, quase 10 anos depois de ter iniciado sua caminhada, assim como os da TAM tomaram nova vida em outros países, se os da TAM se espalharam por México, Irã, Europa, os da OceanAir foram para a Austrália - existem alguns enquanto eu escrevo este artigo estocados no Brasil aguardando venda.

Lembram dos dois acidentes no mesmo dia com a TAM? Um dos aviões foi recuperado e preservado no excelente Museu da TAM em São Carlos, SP, já o outro se tornou ferramenta de treinamento de comissários na própria Academia da TAM em São Paulo, SP. A TAM operou 50 aviões distintos entre 1990-2008, dos quais 3 tiveram perda total. A OceanAir operou 14 aviões distintos entre 2005-2015, perdeu apenas 1 por opção de não investir em um avião que seria desativado, foi o que pousou de "nariz" em Brasília, outras células foram desmontadas por opção da companhia. A TABA operou 2 Fokker 100 entre 1993-1995, sem nenhum acidente, a MAIS "operou" 2 Fokker em curto período 2010-2011 sem acidentes.

Eu gostava e ainda gosto muito do Fokker 100, silencioso, gostoso de voar e gostoso de trabalhar, avançado ao seu tempo, um projeto cujo primeiro voo foi em 1986, fazia coisas que os Embraer 190/195 saídos de fábrica hoje fazem, só que o Embraer 190 é um projeto "Ano 2000". Para o empresário, um excelente avião, com baixo custo, alta rentabilidade. É só olhar, a TAM em 1990 só tinha turboélice e apostou no Fokker 100, olha quem é a TAM hoje, introduzindo Airbus A350 na frota, a OceanAir só tinha turboélices em 2005 e apostou no Fokker 100, hoje tem praticamente 40 Airbuses no Brasil.

É impossível escrever a história da aviação comercial brasileira sem dedicar páginas a este excelente e belo avião, que veio lá da Holanda para marcar seu nome no Brasil, injustiçado e "queimado" pela imprensa por causa de 1 acidente, o Fokker 100 não faz jus a má fama que possui por aqui.

24 de janeiro de 2016

E o ônibus com ar-condicionado hein?

Em uma das cidades mais quentes do país, o povo anda no calor


Ônibus no gelo nos EUA, mas quem entra numa fria em Teresina é o usuário ou melhor numa quente...

Teresina, capital do Piauí, primeiro alguns fatos:

  • temperatura média anual: 27,1 graus
  • temperatura máxima média anual: 33,5 graus
  • temperatura mínima média anual: 22,1 graus
  • ônibus urbanos com ar-condicionado: ZERO

Primeiro vou contar uma coisa para vocês, uma das grandes lições que tive na vida foi ser usuário de ônibus e ter feito amizade com alguns motoristas, sobretudo na época escolar e com dois motoristas eu aprendi a importância de dois itens quando se fala em transporte e que podem ser adaptado para várias situações empresariais: Pontualidade e "Ocupação/Fichas". Dupla de motorista/cobrador, costumam trabalhar por um turno ou o dia todo na mesma linha, e diversas empresas estabelecem metas de fichas (ficha é uma volta na catraca, ou seja 1 passageiro entrou, 1 ficha) e óbvio que cada "carro" tem o seu horário para sair de cada ponta da linha, então cumprir o horário é primordial. 

Em 1997 a cidade de Lauro de Freitas, na Bahia, optou por abrir o mercado e incluir um novo "player" no transporte urbano, na ocasião entrou a Viação Jacktur que operava um trecho com itinerário alternativo (parte pela Orla de Salvador e parte pela área central) cobrando 0,40 centavos (na época a concorrência cobrava 0,50 centavos). Esta iniciativa fez inclusive rolar uma renovação de frota na cidade, pois com o novo player na jogada a concorrência correu atrás, ainda que timidamente. Mas a grande cartada foi que a Jacktur foi vendida em 1999 para a Viação Oceânica e esta "meteu o pé na porta" trazendo uma frota nova, implantando veículos com câmbio automático para melhor desempenho de seus funcionários e em 2001 alocou uma frota de ônibus com ar-condicionado e motor traseiro, o melhor dos mundos para usuários e funcionários. Detalhe, a Viação Oceânica chegou a operar linhas de 65km de extensão. A combinação de funcionários motivados, bem treinados e equipamentos novos gerava o que? Fichas! O público preferia pegar um Oceânica do que um T.Oliveira/Atlântico, do que um Rio Vermelho, ODM, etc...

Podemos citar outro exemplo, a cidade de Ilhéus em 2004 trocou um dos players, se antes a cidade era dividida entre São Miguel e Gabriela, saiu esta última em favor da Viametro, que mais uma vez chegou mostrando ao público que para ter melhoria basta deixar o livre mercado agir, enquanto a São Miguel atuava com ônibus de motor traseiro (muito melhor em termos de ruído e temperatura interna para motorista, cobrador e passageiros), a Viametro chegou com uma frota de Marcopolo Viale equipado com AR-CONDICIONADO e olha que Ilhéus está a beira mar e tem uma temperatura muito inferior a Teresina.

Agora vamos para Teresina, 2016! Teresina tem ônibus sem ar-condicionado, câmbio automático nem pensar e com sorte se encontra algum Marcopolo Torino de gerações anteriores rodando, mas basta descer 300km para chegar a Picos e encontrar 101% da frota com ar-condicionado. Vão me dizer o que? Que Picos é menor? Sim é... assim como a população usuária de coletivos é menor. Em uma cidade que tem temperatura alta, climatizar os veículos (me refiro ir lá na Comil, na Neobus, na Marcopolo e adquirir veículos novos, de preferência de motor traseiro) é oferecer não só aos usuários algo confortável, mas sobretudo os dois trabalhadores que levam a receita para o empresário que investe: motorista e cobrador. Vamos ao livre mercado meu povo, deixe o empresário por o ônibus que lhe convir, se for um segunda mão climatizado está valendo, se for o novo está valendo e se a empresa concorrente não quiser, dane-se, a resposta do usuário são as valiosas: FICHAS!

Deixem a Timon City criar a Teresina City e entrar no jogo, quem ganha é o usuário. Como entusiasta de ônibus, sei que o investimento não é barato, um carro urbano alcança facilmente os 300 mil reais, a depreciação é pesada, o custo é alto (é Diesel que não pára de subir, é pneu, é freio, é o desgaste da máquina), o usuário não colabora e faz pixações na cadeira, no entanto com qualidade, as fichas vem e a receita incrementa, é tão difícil pensar por essa ótica?

Queria muito ver a planilha de custos de dois players do mercado local, no caso uma da Timon City e outra de qualquer outro, não é possível que os 5% a mais justificados pela Timon City promovam uma inviabilidade do negócio local... dúvido, em diversas cidades, capitais do país temos frota urbana climatizada, tem que ser Teresina a exceção

21 de janeiro de 2016

Não se administra sem números!

A importância de estatísticas na administração.

Simples e direto: Não se administra sem números! É isso mesmo, qualquer coisa sem números e parâmetros se torna incontrolável. Por exemplo, experimente não gerenciar a velocidade do seu carro ao trafegar em vias com radar de velocidade máxima permitida, a empresa administradora de trânsito da sua cidade administra pra você e te encaminha uma multa. Básico né? Mas nosso negócio é focado em postura profissional, em aviação, este último tema então é dependente de números 24 horas, 7 dias por semana.

Vejo empresas, redes de fastfood sobretudo, pecando no atendimento ao cliente por ausência de números controlados. Por exemplo, tive em uma pizzaria e após 20 minutos em fila de espera para ser atendido (já começa errado por aí, número de caixas subdimensionados para pedidos), pedi uma pizza de mussarela (se eu comprei e paguei, automaticamente o fornecedor tem que ter em estoque certo? errado!), ao chegar na fila de recebimento, não havia para pronta entrega (isso não foi combinado no caixa), após mais 20 minutos recebo, pergunto pelo catchup, não há, só há mostarda, pelo amor de Deus, cadê o gestor desse negócio? Brasileiro usa mais catchup (depende do estado) do que mostarda, logo eu devo manter o meu estoque de catchup em volume muito maior que mostarda!

Bancos e Supermercados tem a arte da falta de harmonia com números... instalam 10, 20, 30 caixas, porém na hora de projetar o efetivo diário... vai ter 1/3, quem sabe 1/2 dos caixas instalados operacionais, a única coisa que Banco não erra é nas taxas de juros, aí administram com perfeição.

Então, você, caro leitor que administra ou é responsável por alguma posição dentro do seu trabalho, tenha o número como seu amigo, tenha a planilha como grande parceira, gere estatísticas, sobretudo em comércio, o que sai/vende mais? o que sai/vende menos? qual período existe maior demanda? qual período existe menor demanda? Isso é básico para focar no que possui grande rotação, trazendo assim rentabilidade. Usando como exemplo um fastfood, o que vende mais? Hambúrguer ou cachorro quente? Se é o hambúrguer, meu estoque e foco estará nele, e não no cachorro quente.

Falando em números...

Provando que números mandam, a temperatura média anual de Teresina é 27,1°C sendo que a máxima média é de 33,5°C. A passagem de ônibus foi reajustada para R$2,75, só esqueceram de evoluir a qualidade do transporte urbano da cidade. A empresa Timon City, jura de pés juntos e mostrou planilhas que consegue operar trechos de 25km por linha cobrando R$2,00, oferecendo wi-fi e ar-condicionado gerando um custo de 5% a mais do que se operasse ônibus "pé de boi" (como sabemos o pé de boi nao tem nada...). Isso demandará um novo artigo em breve, mas será que as empresas urbanas de Teresina não se tocam que oferecer qualidade aumenta o fluxo de passageiros e por tabela a rentabilidade?

18 de janeiro de 2016

Uma gota de moral na TV Brasileira

BAND tem sucesso com novela turca

É inquestionável que programas de TV geram influência sobre quem assiste! Quantos artistas já tiveram sucessos musicais pois a música era tema de novela? E marcas de carro que inserem seus veículos em novelas e ganham mercado? Ou o penteado de uma atriz, enfim, TV gera influência e isso é fato. Não gosto do que passa na TV Brasileira de conteúdo produzido localmente, as novelas globais se tornaram uma baixaria (Quando lembro de produções como Renascer de 1993 e A Padroeira de 2001, é triste ver o que virou a produção Global), nem vou citar um certo reality show que está em vias de começar que só traz futilidade diária ao povo brasileiro, este extremamente carente de cultura.

A BAND (TV Bandeirantes), decidiu apostar em novelas importadas da Turquia, tendo êxito com Mil e Uma Noites e agora trilhando o mesmo caminho com a novela Fatmagul - A Força do Amor (originalmente: Que Culpa Tem Fatmagul). A emissora paulista trilha o mesmo caminho do SBT que "imortalizou" novelas mexicanas no país. O enredo típico nacional agora é baseado em traições, filho que sacaneia o pai nos negócios, bala pra todo lado e exploração total de sexualidade de preferência com mulheres nuas ou de trajes íntimos. Mas pois não é que a aposta da BAND trouxe algo interessante para quem gosta de novela?

A novela turca Fatmagul, na verdade é uma série apresentada entre 2010 - 2012 em 80 capítulos de 1h30m no Kanal D, cuja sinopse é a história (baseada em um livro dos anos 70) de uma jovem camponesa (Fatmagul) que é estuprada por 4 homens em uma praia na cidade de Izmir (Esmirna), após a festa de noivado de um dos membros da poderosa família Yasaran. Descoberto o crime a poderosa família move o mundo na tentativa de não ter seus filhos presos e a imagem arranhada, literalmente comprando a todos (A ponto de falirem seu principal negócio) acreditando que uma simples camponesa não irá vencer, paramos a descrição por aqui, pois como já assisti a novela inteira em outro idioma, não vou fazer "spoiler". Vamos aos fatos sobre a questão de imagem e conteúdo da novela

  • As imagens aéreas e fotografia da novela são fantásticas, retratando toda beleza de Izmir e Istambul
  • A personagem principal Fatmagul Ilgaz, interpretada pela bela estrela Beren Saat (atriz mais bem paga da história da TV Turca, atualmente com 31 anos de idade) até o momento (Hoje 18/01 estaremos no capítulo 117) deu apenas 1 beijo no seu marido e 2 no seu ex-noivo, uma média de  0,02 beijos por capítulo, bem diferente das novelas nacionais onde a sexualidade é explorada como atrativo de audiência.
  • Casais com união tipo casamento ou noivado, raramente se beijam na novela, cenas de sexo ficam subentendidas de quem acorda em lençóis e nada mais (nada de mostrar ninguém de calcinha, ou pelada sob a sombra tal como as tramas brasileiras)
  • A tradicional violência das novelas brasileiras onde a bala come solta, até agora em 117 capítulos da trama curta houveram 2 tiros e ninguém morreu.
  • É explícito a questão de união familiar nos episódios com cenas de famílias realizando refeições juntas, trabalhando juntas ou em momentos juntos.
  • Até agora (e sei que não haverá) nenhum filho matará o pai ou vice-versa (Nada de comendador).
  • A única traição da novela foi a personagem Meltem (Seda Guven) que chegou a noite e saiu pela manhã da casa do personagem Mustafá (Firat Celik), onde o máximo de nudez foi ver a Seda Guven das axilas para cima, ah sim, a traição foi uma vingança ao seu ex-marido, pois o Mustafá é inimigo de seu ex-marido.
  • As mulheres que assistem a novela e nutrem adoração, risos, ao personagem Kerim (Engin Akyurek) tiveram como ápice da apelação sexual do rapaz um banho onde novamente só pode ser visto da axila para cima, risos... se fosse em uma novela local, já sabem né?
  • Nota-se uma tendência de empreendedorismo nos personagens, originalmente a Fatmagul junto com seu irmão Rahmi e sua insuportável cunhada Mukkades eram proprietários de um negócio de leite e queijos de cabra, posteriormente a Fatmagul abriu um restaurante para explorar seu talento culinário, já seu marido Kerim é um serralheiro, a poderosa família que domina a cena é ligada ao ramo de transportes e imobiliária. 

Enfim, a trama turca encanta pelo conteúdo, pelas cenas (volto a elogiar a fotografia da novela), pelo desenrolar dos fatos e sensação de justiça (ainda que estejamos em uma fase turbulenta da personagem principal), pela luta dos direitos das mulheres (onde é transmitida costuma causar grande impacto social, especialmente nos países onde as mulheres sofrem abusos sexuais em números alarmantes). O Brasileiro, cansado de futilidades na telinha tem uma opção as 20:25 (Horário de Brasília, as 19:25 em Teresina) para assistir algo legal, sem imoralidades, com belas atrizes e belos atores (não só a imagem física, mas a capacidade de expressão dos personagens), muito bem dublada e com direito a diversas características da cultura turca tais como:

  • Alguém quando vai fazer uma viagem, joga-se um jarro de água quando o carro da pessoa saí para a viagem.
  • Qualquer situação de "agoro", coloca-se o dedo polegar por trás dos dentes superiores
  • Quando alguém vai morar em uma casa nova, coloca-se um espelho embaixo do travesseiro na primeira noite, para "ver com quem vai casar"
Tá ok, mas este blog fala de aviões e postura profissional, agora vai falar de novela é? Não! A novela entrou na pauta pela transmissão de valores morais, do fazer valer toda luta em prol da justiça e vitória, transmite uma mensagem, ao contrário do que vejo nas novelas nacionais onde o desrespeito é incentivado em tempo integral e por isso vemos tanto mal atendimento, tanta falta de respeito entre funcionários e clientes, funcionários e líderes. O Brasil é um país cujo povo tem fanatismo por novela, futebol e carnaval, e isso influencia e muito na sua própria postura, ver uma opção alternativa de excelência na TV é um alento.

21 de dezembro de 2015

A recompensa pelo empenho

Quando o empreendedor tem o reconhecimento pelo seu empreendedorismo

Somente a excelência leva o profissional a um patamar superior entre seus pares, aquele que opta pela "choradeira" e não busca evolução, passará toda sua carreira "chorando" e depreciando a conquista alheia, ou pior, pela sua inércia, não desenvolverá seu potencial e permitirá que um menos gabaritado chegue a postos superiores, seja no organograma de uma empresa, seja na competição entre empresas.

No Piauí, e Nordeste em geral, existe um culto acentuado ao "concurso público" e empreendedores são mais escassos, no entanto dignos de aplausos e admiração em suas iniciativas. Empreendedores geram empregos diretos, costumam oferecer bons serviços e produtos e isso faz circular o capital, aquecendo a economia e empreender no Brasil não é fácil, existem inúmeras dificuldades, alta carga tributária, extensa burocrácia, mas com muita luta e dedicação se obtem um lugar ao sol.

No começo deste mês, o Governo do Estado premiou alguns empreendedores do ramo Agropecuário com a Medalha ao Mérito Agropecuário João Mendes de Olímpio de Melo, para obter este reconhecimento é necessário realizar a diferença no setor como produtor ou personalidade ligada ao ramo, e eis que para meu contentamento, foi agraciada com uma dessas medalhas uma pessoa que já foi destaque aqui em nosso blog! 

Bruna Alencar é uma jovem de Pio IX, que em um determinado segundo assumiu as rédeas de uma empresa familiar e - com todo respeito a concorrência - fez a melhor cajuína do mercado, a Brasucos. Apaixonada pelo seu produto e empresa, acredita no potencial do seu estado e agora é reconhecida pela sua qualidade e excelência com a medalha João Mendes de Olímpio de Melo, como podemos ver na imagem abaixo:

Que sirva de exemplo a outras jovens e outros jovens que acreditem no potencial do empreendedorismo, na certeza de que a excelência leva ao topo, sou um entusiasta da marca e do produto da Bruna, quando estou em Teresina, consumo bastante e é incrivel como não existe 1% de variação entre um lote e outro, é um produto uniforme, esse é o seu grande diferencial sem dúvida, conquistar clientes, ter destaque no mercado não é sorte, é fruto de dedicação, empenho e visão.

::: Saiu a SETE, entrou a MAP

Para não dizer que não falamos em aviões, a crise econômica e política, que muitos juram ser intriga da oposição vitimou a SETE Linhas Aéreas, uma opção a menos para o Piauiense se deslocar até São Luís e Belém, agora chegará a MAP, empresa Amazonense, com ATR72, que se firme no mercado local.

30 de novembro de 2015

Planejando o combustível de um avião

A importância da "gasolina" em um voo.

Diz um ditado popular no meio aeronáutico que combustível só é demais quando o avião está pegando fogo, e é verdade! Primeiramente vamos dividir uma coisa aqui! Aviões usam gasolina ou querosene, em resumo: os aviões "pequenos" em sua maioria usam gasolina de aviação (é uma gasolina bem superior a gasolina de carro) e os aviões "grandes" utilizam querosene.


Um Embraer 120 em atividade de abastecimento - foto Alexandre Conrado - NO MIRANTE

Existiu uma empresa sediada na Bahia, chamada Nordeste Linhas Aéreas (que inclusive voou no Piauí para Picos, Floriano, Parnaíba, Teresina, Guadalupe, São Raimundo Nonato, lá nos anos 80/90), que tinha a seguinte frase em seu hangar central: "No céu não existe acostamento", e se não tem acostamento, imagine posto de combustível!

Quando um avião vai de um ponto a outro, ele leva o combustível necessário para a seguinte situação:

A para B + 45 sobre B e B para C.

Ou seja, combustível da origem para o destino, uma reserva para uma eventual espera de 45 minutos sobre o destino e o necessário para uma alternativa que é o ponto C. Obrigatoriamente a alternativa tem que ser um aeroporto capaz de ter pousos por instrumentos, tecnicamente falando: IFR. 

Ah, mas eu não posso encher o tanque? - perguntaria o leitor. Sim ou não, depende de outros fatores, o avião tem pesos chaves, são eles:

- Peso Máximo de Decolagem

- Peso Máximo de Pouso

- Peso Básico Operacional

- Peso Disponível

Quando subtraímos Peso Máximo de Decolagem (tecnicamente chamado MTOW) do Peso Básico Operacional (tecnicamente chamado de OEW) temos então o peso disponível, que é que poderemos usar para combustível e pessoas/carga. Então em caso de uma rota, cujas escalas não possuam combustível disponível para reabastecimento e o "alternado" está muito longe, talvez o avião possa não decolar lotado, para que leve mais combustível, agora quando é ir para "perto" dá para levar todo mundo e não é necessário encher o tanque. A combinação "tanque cheio + avião lotado" na maioria das situações não é permitido por estourar o peso disponível.

Vamos a prática! No Piauí, só temos abastecimento de QAV que é a sigla de querosene, em Parnaíba e Teresina, os destinos principais do interior como Picos, Floriano, São Raimundo Nonato, Bom Jesus, não possuem - salvo alguns particulares que tem seus tanques privados - isso vale também para o AVGAS, que é a sigla de gasolina. E isso é uma pedra no sapato para o planejamento operacional de empresas que por ventura quisessem desbravar uma rota Teresina - Floriano - São Raimundo Nonato e retorno por exemplo. Vou inclusive ilustrar com dados bem realistas daquilo que chegou a ser prometido: Embraer 120 da Piquiatuba.

Um Embraer 120 consome 600kg/h de QAV. Vamos fazer umas continhas básicas? Para tal vou usar a versão mais valente do Embraer 120, que é o EMB120ER

- Peso Máximo de Decolagem: 11.990 Kgs

- Peso Básico Operacional: 7.200 Kgs

- Capacidade de Combustível: 2.600 Kgs

- Peso Máximo de Pouso: 11.700 Kgs

O trecho Teresina (THE) - Floriano (FLB) demanda 30 minutos, Floriano - São Raimundo Nonato mais 30 minutos. Guardemos isso, o alternativo é Petrolina, pois é IFR e tem QAV (Floriano - Petrolina hipotético daria 1 hora e São Raimundo a Petrolina meia hora). 

Antes das contas miúdas, vamos lembrar que na aviação todo adulto tem 75 kilos e o direito de levar 23 kilos de bagagem, o que arredondaremos para 100 kilos por passageiro a bordo ok (ninguém pesa pessoa por pessoa no embarque, vai ter o cheinho de 100 kilos e a magrinha de 50, se você dividir esse exemplo (100+50 = 150 / 2 = 75), isso é um padrão internacional! Se tivermos 30 pessoas, logo tempo 3.000 kilos de "carregamento pago", voltemos as contas:

Peso Máximo (11.990) - Peso Básico Operacional (7.200) = 4.790 Kgs disponíveis. Se temos 3.000 kilos já de pessoas e carga, logo tempos 1.790 kilos disponíveis! Vamos ao nosso plano de voo?

THE - FLB (300Kg) + 45 min (450Kg)+ FLB - PNZ (600Kg) = 1350, esse é o nosso combustível minimo para ir a Floriano. Mas lembra que vamos até São Raimundo? Logo eu tenho que ter mais 300 Kgs para garantir o FLB-SRN. Totalizando 1650 Kgs. Poderia então sair no peso máximo da aeronave com 1.790 Kilos de combustível...

Opa, dá pra ir até Floriano... no entanto... ao pousar em Floriano eu terei no tanque 1490 Kgs... que me permite ir a São Raimundo Nonato, chegando sobre esta com 1190 Kilos (o suficiente para esperar menos de 45 min e alternar Petrolina se necessário). Até aí tudo muito bonito não é mesmo? Mas se Floriano e São Raimundo Nonato não possuem combustível!

Como eu voltaria? Estaria com 1.190 kilos, iria consumir 600 kilos em média nas etapas SRN-FLB / FLB-THE, chegando em Teresina com 590 kilos... porem minha alternativa não poderia ser Parnaíba, pois lá está sem procedimento IFR, logo eu teria que pensar em São Luís, o que me renderia a necessidade de decolar desde São Raimundo com combustível suficiente para esperar 45 minutos em cima de Teresina e voar mais 1 hora para São Luís, ou seja 300 + 300 + 450 + 600 = 1650, me faltariam 460 kilos (que em teoria é a espera sobre Teresina, configurando um cenário de "estar com a língua de fora". O leitor agora entende a necessidade de infra-estrutura para a aviação se desenvolver?

Comparando o Piauí com o estado da Bahia, uma rota em distância similar a Teresina - São Raimundo Nonato, que podemos tratar como Salvador - Porto Seguro e Salvador - Vitória da Conquista, logo de cara eu tenho aí Ilhéus no meio com combustível e procedimento IFR e além desta tenho a Ilha de Comandatuba ou até Caravelas mais ao sul de Porto Seguro, todas com o bendito reabastecimento ou IFR. No Piauí, a salvação é Petrolina ao sul ou Parnaíba ao Norte.

24 de novembro de 2015

Waypoint por waypoint - A navegação da vida

No planejamento da vida, um passo atrás do outro.

As vezes bate um desânimo ou tristeza quando “empacamos” ou “tropeçamos” em obstáculos na nossa caminhada, seja em um objetivo profissional ou pessoal, é como aquela turbulência que te faz efetuar longos desvios na rota! Estes momentos promovem reflexões, e acabamos por reencontrar o caminho em exemplos ou lições, algumas lições que ficam para a vida toda! 

Na aviação moderna, existe um "computador" a bordo dos aviões, onde o piloto traça a sua rota, a rota é feita de waypoints, é como se em um ônibus urbano os waypoints fossem parte do intinerário, exemplo um ônibus que passa na Frei Serafim, depois entra na Castelo Branco, vai até a Estaiada, etc... no avião existem fixos imaginários no céu que se chamam waypoints e é através deles que o avião vai de A para B. Um saudoso amigo dizia que a vida só tinha sentido com objetivos em sequência. Vejo hoje muitas pessoas sem um “next waypoint” programado no FMC. Então fica a história abaixo, para que sirva de inspiração.

Esse amigo eu tive pouquíssima convivência na vida, o tempo não permitiu mais, foi voar mais alto, mas deixou algumas lições! Lembro que eu tinha “medo” dele, muito sério, fechado, tentei quebrar esse gelo uma vez sem muito sucesso, posteriormente em um jantar onde estava ele, eu e dois grandes amigos, pude ver a fantástica pessoa ele era, baita aviador, havia começado na FAB e depois foi pra civil, havia voado Xavante, Embraer 120 Brasília, Boeings 707, 737, 757, 767 e por fim os ATR42/72. Ao conhecer melhor sua história e essência naquele jantar, aprendi definitivamente a não julgar ninguém por primeira impressão ou qualquer outra razão.

Desde então se criou uma amizade, com direito inclusive a conhecer São José dos Campos, graças a ele que fez um “city tour” em um dia chuvoso, mas que ele não abriu mão de ir a um barzinho comigo e outros colegas. Nesta ida ao barzinho ele disse uma frase, triste, mas interessante: “Cada pessoa tem sua vantagem e desvantagem, a dele naquela ocasião é que por ser mais velho tinha maior experiência de vida, no entanto a desvantagem de que morreria mais cedo, já a minha vantagem era o maior tempo de vida, por outro lado a desvantagem da inexperiência de vida”. Em outro jantar, sentenciou a teoria do waypoint para outro waypoint, na época eu era compromissado com uma pessoa e ele demonstrava apreço pela formação do casal e disse a ambos com brilho nos olhos: A vida tem que ter um objetivo, tem que ter uma navegação plotada, ao conquistar o objetivo, vá ao próximo e assim se constrói a vida. Guardei aquilo, passei a criar minha navegação. A última lembrança que tenho dele é que certo dia ele chegou para mim e perguntou “O que você acha de eu concorrer a uma vaga numa empresa X”... ele admirava meu conhecimento geral de rotas e frotas, na época expressei minha opinião... sempre lembro daquela pergunta dele quando entro numa sala para palestrar e passar meu conhecimento e opinião aos novatos, me sinto seguro com a lembrança! 

Então você que está aí começando a vida profissional, ou se reinventando, tenha sua "navegação planejada", faça o seu plano de carreira, o seu plano de vida e a cada nova conquista (ou waypoint superado) direcione-se para um novo objetivo (o próximo waypoint da sua navegação), quem sabe um dia alguém em um blog conte uma história, uma lição ensinada por você, como eu estou aqui contando a história e a lição ensinada por meu saudoso amigo Johansson.

15 de novembro de 2015

Valeu River!

Vice campeão não é demérito

Não deu para levar o título, faltou uma bola cruzar a linha para mudar a história, talvez lá em Ribeirão Preto, talvez aqui em Teresina, o fato é que o River não alcançou o título, mas alcançou o acesso, esse era o principal objetivo. Ser vice campeão em uma competição onde 40 iniciaram, não é demérito, o River foi longe, chegou as finais e criou fatos importantes como:

  • Estará na Série C de 2016, onde o apoio público (pessoas e políticos, sendo que estes últimos pegaram carona no sucesso do time nas finais, então vamos apoiar o time ano que vem), onde um trabalho sério, equipe bem armada e planejada, manutenção do grupo atual e reforços poderão catapultar o River para a Série B, com maior visibilidade ainda.
  • Com o acesso do River a Série C, outra equipe Piauiense pode trilhar em 2016 na Série D o mesmo caminho e alçar a condição de ir a Série C em 2017. Uma expansão e tanto de nosso futebol.

É muito simples, esporte é um meio de inclusão social, é um meio de geração de renda, e não apenas o River fez bonito, é bom lembrar do Tiradentes e sua equipe feminina que tem feito bonito nos campos também. O primeiro passo para 2016 é o poder público transformar o Albertão em uma praça de fato utilizável, fotos nas redes sociais mostraram banheiros bizarros, dependências envelhecidas e mal conservadas, se manter custa, deixar deteriorar e reformar depois custa mais ainda.

O torcedor, pode atuar de maneira simples e objetiva em apoio ao time, associando-se ao seu clube (e aí não falo apenas do River, mas os demais times do estado e da capital), comprando camisa oficial, na medida do possível comprando nos patrocinadores, o River por exemplo é patrocinado por uma pizzaria, por uma loja de confecções, o torcedor Riverino que for consumir nestes lugares ampliará a renda do mesmo, permitindo a manutenção do patrocínio, que por tabela permitirá a continuidade de investimentos na equipe de futebol pela qual torce. Veja que uma simples atitude, gera uma sequência de fatos que se tornam ações positivas.


Pós jogo vieram novamente comentários racistas e carregados de preconceito por parte dos torcedores paulistas, mas obviamente não são todos, uma coisa é a zoeira da bola, outra coisa são declarações preconceituosas.


Enfim, valeu River, valeu Elizeu Aguiar, Flávio Araújo, Naylson, Amarildo, Tote, Indio, Rafael Araújo, Jadson, Thiago Dias, Esquerdinha, Júnior Xuxa, Leo Olinda, Eduardo, Fabinho, Célio Codó, Thiago Marabá, enfim todos jogadores me perdoem se esqueci algum nome importante, parabéns a todos que colocaram no mapa do futebol novamente não apenas o River, mas o estado do Piauí, em 2016 podemos ir mais longe.


Ainda estou em dívida com artigos técnicos sobre a aviação no interior do Piauí, o que virá muito em breve aqui neste blog, dentro daquilo que é a nossa proposta, desmistificar temas e levar um conteúdo claro e franco a você que prestigia nosso conteúdo.

11 de novembro de 2015

Quando o mundo dá voltas

Mais analogia entre o River na Serie D e o mundo real

A excelente campanha do River Atlético Clube na Série D do Campeonato Brasileiro empolgou os Piauienses pelo Brasil, afinal 2015 tem sido um ano amargo para o cotidiano, com múltiplos aumentos de custos como combustível, gás, energia elétrica, alimentação, etc. Sobrou o futebol para tentar esquecer dos problemas diários e faço parte deste grupo, assistir o River se tornou uma pausa de 90 minutos no stress diário.

Mas queria abordar nesta coluna o seguinte tema: PRECONCEITO, a partir das duas imagens abaixo, extraídas da fanpage do River no facebook, censurei o nome e foto dos envolvidos.


Estamos em 2015, vejam como insistem no preconceito, esquecendo que o mundo dá voltas! O time Piauiense - aliás eu como Piauiense sempre escutei todo tipo de piada pejorativa - é visto pela torcida do Botafogo de Ribeirão Preto, oriundo do estado de São Paulo, cuja capital foi praticamente erguida pelo trabalho do povo Nordestino que para lá migrou, como o time do bode, risos... devem imaginar que Teresina é uma grande fazenda, com bois, e principalmente bodes na lateral do Albertão, quem sabe até dando uma corridinha atrás de algum jogador.

Como é de conhecimento geral, dificultaram a vida do River em Ribeirão Preto, o clube teve que alugar um campo para treinar - fato este que eu adoraria que fosse retribuído ao time paulista, com o direito de conhecer o "tal de Albertão" só na hora do jogo. Alias, vai um recadinho para o narrador de um canal que transmite a Série D: É ALBERTÃO, de Alberto Silva e não ABERTÃO de abertura grande. Durante o jogo, quando o placar estava 2x0, a torcida começou a gritar É CAMPEÃO. O mundo dá voltas... ansioso por sábado, 40.000 pessoas no tal de Albertão, empurrando o time, com bode ou sem bode. Mas que o preconceito é uma grande babaquice do ser humano, ah isso é...

Aí o mundo dá voltas e depois o que acontece? O camarada casa com uma piauiense, ou simplesmente por única oportunidade profissional pára no PI e aí se arrepende das baboseiras ditas no passado. Já vi alguns casos, porém não posso contar assim abertamente em um blog.

Já vi muito, principalmente no ambiente de trabalho, rótulos pejorativos como todo nordestino é paraíba (se o observador for carioca) ou é baiano (se o observador for paulista). Acham que vivemos entre bodes, ou na rede o dia todo (caso resida no litoral), só que quando isso é no trabalho (não que em outro ambiente seja correto), entramos na seara da: Postura Profissional, onde as vezes até o salário de um nordestino em uma empresa que tenha filiais no país todo, acaba sendo inferior a de uma filial no sudeste, absurdos que vemos em pleno 2015.

04 de novembro de 2015

River e a Postura Profissional com o Cliente! Mais Turismo.

vários assuntos em um só!

Já escrevi algumas vezes aqui sobre a importância do cliente, sobre atendimento, postura profissional e vou mesclar esses três temas em um assunto: RIVER ATLÉTICO CLUBE!

O tenso jogo contra o Ypiranga de Erechim (cidade conhecida pela produção de ônibus, os quais rodam em Teresina inclusive, fabricados pela COMIL), me levou a altura de pressão diante da transmissão televisiva, até que o momento do pênaltis e posterior vitória suada me deram o insight para este artigo. A derradeira cobrança gaúcha defendida por Naylson e posterior gol deste goleiraço que o RIVER tem e palavras do mesmo durante o último papo antes das cobranças são exemplos fantásticos de postura profissional e atendimento ao cliente:

"Pênaltis não é loteria, é competência" - Naylson, goleiro do River

Ao falar esta frase, Naylson mostrou a postura profissional em acreditar em suas qualidades, bem como as qualidades dos colegas de time, afinal o jogador de futebol treina, não é o "peladeiro" que vai no domingo jogar com os amigos, o jogador profissional treina praticamente todo dia, logo um "peladeiro" (nada contra os peladeiros por favor, já fui um, de qualidade mediana :p) realmente cobra um pênalti como loteria, poderá acertar ou não, já o jogador profissional expressa na cobrança a sua competência, fruto de sua postura profissional naquilo que se propõe a jogar. E onde entra o papo de atender o cliente? Quem é o cliente de um time de futebol? Sua torcida, que paga ingresso, que adquire produtos oficiais, portanto... espera ser "bem atendido" com um placar maior que 1x0 e consequente vitória, acompanhada de três pontos e/ou classificação a próxima fase!


O artigo anterior sobre o Aeroporto de São Raimundo Nonato, bombou, teve bastante visitas e comentários, inclusive fiz um inédito feedback sobre alguns comentários no próprio artigo. O Turismo precisa ser desenvolvido no Piauí, a começar por exemplo com um site oficial, onde o interessado possa conhecer as possibilidades no estado, ter um site nos tempos atuais é mais do que ter um portfólio 24 horas por dia, 7 dias por semana disponível, é ESTAR PRESENTE NO MERCADO! Eu por exemplo, na maioria das coisas que tenho interesse em adquirir e fazer, a internet é o primeiro ponto de busca, seja comprar um DVD ou um computador, até escolher um Hotel em alguma cidade que visitarei. O Piauí precisa de um portal de turismo, um portal que o visitante saiba o que é a Serra da Capivara, saiba o que temos no nosso Litoral, saiba inclusive pontos em Teresina, saiba sobre Pedro II, saiba sobre Cajuína, agora patrimônio cultural do estado e etc...
Falando em turismo e cajuína, recebi dois questionários de estudantes que estão no ponto crucial e mais interessante de sua formação acadêmica, o famoso TCC, são pessoas que estão a beira de obter a qualificação acadêmica para servir a nossa sociedade, e convido vocês leitores a participarem! O primeiro questionário da estudante Jessiane Ribeiro, cujo TCC disserta sobre Cajuína, para responder acesse Pesquisa sobre Cajuina . Já o segundo questionário, fala sobre Marketing Turístico em Teresina, de autoria de Nayara Andrade, para responder acesse Pesquisa sobre Marketing Turistico ! Não custa nada ajudar ambas, não gastarás mais do que 3 minutinhos em cada uma. Essa fase do estudante é dura, o TCC é um trabalho extenso, geralmente esses questionários precisam de 100 pessoas opinando. Vamos ajudar?

Em próximo artigo falarei sobre 2 aeroportos do Interior, que são Floriano e Picos, bem como a importância de ter reabastecimento nos aeroportos, fato frisado no artigo sobre São Raimundo Nonato.

28 de outubro de 2015

Aeroporto de São Raimundo Nonato - Pingos nos iii...

Algumas considerações sobre o novo aeroporto piauiense

Não poderia deixar de comentar em um artigo sobre o novo Aeroporto de São Raimundo Nonato, oficialmente batizado de "Aeroporto Serra da Capivara". A tão esperada obra foi inaugurada (!?!?) ontem em voo executivo do governo do estado.

O Brasil possui um órgão da aeronáutica, responsável por criar procedimentos de voo, cartas aeronáuticas e toda documentação oficial utilizada por pilotos, empresas aéreas, Força Aérea Brasileira, etc, este órgão é o DECEA - Departamento de Controle do Espaço Aéreo, se está escrito ali, é o que vale... querendo ou não os políticos...


tela de informações sobre SWKQ no site do DECEA, informações atualizadas 24 horas

Todo aeroporto possui um código de 4 letras que é o seu registro, vamos dizer o seu "CEP". São Raimundo Nonato está registrado como SWKQ, tal como Teresina é SBTE, Parnaíba é SBPB. Então em 17 de Setembro deste ano, o aeroporto passou oficialmente a contar com iluminação na pista, passou a ser público e um ponto importante: Operacional para VFR diurno e noturno! VFR é a abreviação de Visual Flight Rules, ou seja regras de vôo visual, o piloto terá auxílio visual para efetuar o pouso e finalmente no ROTAER, que é a bíblia dos aviadores quanto a informações oficiais dos aeroportos (lá diz onde o aeroporto fica geograficamente, sua altitude, se tem bombeiro, se tem posto de combustível para aviões, se é internacional ou não, se tem torre de controle, se tem procedimentos por instrumentos e auxílios a navegação... então tudo que for dito abaixo, não sou eu que estou inventando, é um documento oficial:

1. O Aeroporto NÃO É internacional! Quando é internacional, possui instalações e equipes permanentes da Receita Federal e Polícia Federal. Na região Nordeste apenas: Salvador-BA, Recife-PE, João Pessoa-PB, Natal-RN, Fortaleza-CE e São Luís-MA são homologados permanentemente como INTL, sigla utilizada para classificar como Internacional. Outros aeroportos são "internacionalizados" ou seja quando necessário equipes da PF/RF se deslocam para o horário do voo, caso de Porto Seguro-BA, Maceió-AL, Aracajú-SE. Então, chamar São Raimundo Nonato de aeroporto internacional é incorreto.

2. O nome oficial do Aeroporto é Aeroporto Serra da Capivara.

3. A pista do aeroporto suporta aviões até Airbus A320 e Boeing 737-700, a operação de um 737-800 já oferecia restrições... logo um avião maior para voos internacionais... se fosse viabilizado teria que sair de SWKQ para Petrolina a fins de abastecer e poder ficar "pesado".

4. O aeroporto não possui procedimentos IFR, tampouco cartas! Só para lembrar, uma das exigências da Azul para continuar operando em Parnaíba, é ter o procedimento IFR... empresas internacionais exigem operação IFR e auxílios a navegação, infelizmente São Raimundo não possui.

5. O aeroporto não possui abastecimento de combustível! Isso deixa a operação bem engessada, obrigando sair extremamente pesado de Teresina (o que a depender do avião, causaria restrições na capacidade de passageiros) ou fazer uma indesejável escala em Petrolina.


5 MILHÕES DE TURISTAS VIA AEROPORTO

A declaração de 5 milhões de turistas chegando pelo aeroporto chega a ser cômica, um movimento desse faria por exemplo São Raimundo ficar a frente do movimento acumulado entre Setembro de 2014 até Setembro de 2015 dos aeroportos de Belém, Florianópolis, Vitória, Manaus, Foz do Iguaçu, Maceió, São Luís... para se ter 5 milhões de turistas em um ano, teríamos que ter 13.698 pessoas POR DIA... simplesmente 80 vôos da GOL por exemplo usando Boeing 737-800 de 170 lugares... a PONTE AÉREA RIO-SP, maior rota em movimento do Brasil, não possui 80 voos só de uma empresa, para ilustrar! Vamos ser sensatos, amo meu estado, desejo o desenvolvimento do mesmo, mas 5 milhões de turistas anuais é forçar a barra.. é zombar da esperança das pessoas! A rede hoteleira da cidade não tem sequer capacidade para absorver isso e mais, vamos ser mais uma vez sensatos, o Brasileiro não tem perfil de turismo de "morro", destinos similares a São Raimundo Nonato como a Chapada Diamantina na Bahia e Chapada dos Guimarães no Mato Grosso não giram isso, nem PRAIA gira isso facilmente. Porto Seguro por exemplo, agora em 2015 que chegou a quase 1 milhão de passageiros anuais, incluindo aí voos internacionais. Destinos do Interior do Nordeste, como Petrolina por exemplo, giraram 307 mil passageiros nos 8 primeiros meses de 2015. Juazeiro do Norte chegou próximo aos 280 mil passageiros entre Janeiro e Agosto.

VÔOS EM SÃO RAIMUNDO NONATO

Fontes deste blogueiro indicam que a Piquiatuba Taxi Aéreo, que operaria a rota Teresina - Floriano - São Raimundo Nonato, desistiu de operar no estado, alias sua rede de rotas foi reduzida drasticamente, basta consultar o seu site www.piquiatuba.com.br e ver que destinos anteriormente comercializados como Imperatriz e Araguaína (além de Teresina) não estão mais disponíveis.

As empresas de maior porte do país, estão concentradas em ajustar oferta para enfrentar os tempos bicudos econômicos - que estão aí, só cego não vê - logo a possibilidade de esticarem um vôo até "SWKQ" é remota. O último vestígio de operação regular de linha aérea na cidade foi a Nordeste Linhas Aéreas em 1981! O "top" de vôos no interior do PI foi em 1998 quando Picos, Teresina e Parnaíba possuíam voos da Nordeste e TAF.

Muitos moradores da região estão achando que "amanhã mesmo" vão embarcar para São Paulo, Brasília... infelizmente devo dizer que só se forem até Petrolina ou Teresina.


PROFETA DO APOCALIPSE????

Não... tenho 15 anos de aviação, nos últimos 3 anos me dediquei e sigo me dedicando a um sério projeto com análise econômica de voos regionais no Nordeste e quando digo que 5 milhões de turistas, vôos de grandes aviões em SWKQ são utopia, sei do que estou a falar. Com um trabalho excelente e inédito no Piauí, poderemos chegar a marca de 500 mil turistas anuais um dia em São Raimundo, principalmente divulgando no exterior, o gringo curte conhecer a história, conhecer coisas diferentes, enquanto o Brasileiro em sua grande maioria possui devoção pela combinação sol + areia + água salgada, o gringo vai "enjoy" curtir 1 semana na Serra da Capivara (lembrando a necessidade da estruturação de toda estrutura ao redor de um aeroporto para turistas: hotéis, restaurantes, etc, etc, etc...), ainda assim 500 mil anuais representaria um movimento no aeroporto superior a de algumas capitais (Palmas, Macapá) e diversos pólos do agro negócio... girar quase 1400 passageiros POR DIA, não é para qualquer destino.

As empresas aéreas quando prospectam operar em um aeroporto, imediatamente olham 100 km ao redor deste, pois pessoas de 100km ao redor vão até o aeroporto, claro que na falta de um próximo, vão andar 150, 200km até chegar a este.

A parte mais complicada, que foi fazer o aeroporto sair do papel, foi conquistada, agora vem a segunda parte que é captar o movimento! E não se enganem... passagens não serão baratas! Quem embarcar dia 30 deste mês para o feriado de finados e retornar dia 3 de Novembro em um São Paulo - Petrolina, exemplo mais próximo, desembolsará 1.400 reais pela Avianca Brasil, conforme pesquisa realizada hoje (28/10 as 08:55).

A batalha está só começando, só espero de coração, em respeito ao dinheiro do contribuinte, em respeito a toda dificuldade do interior do meu estado, que vôos regulares não levem mais 15 anos para chegarem em "SRN" como 15 anos se passaram para a inauguração de SWKQ.


FEEDBACK AOS COMENTÁRIOS!

Ao leitor Ailton Paes - A ilustração "morro" e "praia" foi apenas para diferenciar o cenário! Sabemos do potencial do parque e inclusive lamentamos o baixo interesse do Brasileiro neste tipo de passeio, a riqueza que existe da Serra da Capivara é ímpar. O termo "turismo de morro" foi apenas para contraste com o fanatismo nacional por praia.

A leitora Dio Macedo - Uma das razões da GOL não voar em plena lotação para a Ilha de Fernando de Noronha é justamente o número de leitos hospitalares serem inferiores a lotação da aeronave.

Ao leitor Sebastian Nunes - O que seria preço absurdo? Não se engane, aviação custa caro, muito caro! Não espere bilhetes de 99 reais.

19 de outubro de 2015

07 de outubro de 2015

A novela Parnaíba

voos extras não ocorrerão mais

Parece que a alta temporada em Parnaíba e redondezas só será acessível por terra ou voos particulares mesmo! A Azul chegou a voltar atrás do que anunciamos neste blog e alocar voos na alta temporada, numerados como voos extras. No entanto, um canal de televisão local exibiu uma reportagem onde a Central de Reservas da Azul Linhas Aéreas, confirma a exclusão da rota e também a ausência de previsão de qualquer retorno.

Quando uma empresa aérea, certificada pela ANAC para voos regulares, a chamada RBAC 121, o primeiro passo para iniciar um voo é solicitar o HOTRAN - Horário de Transporte. O envio deste protocolo é repassado pela ANAC a diversos órgãos como o DECEA, que gerencia o espaço aéreo, a Infraero, no caso de Teresina e Parnaíba é a administradora dos aeroportos, até a Receita Federal entra na história em caso de voos internacionais. Este é o padrão. O HOTRAN é um documento público, acessível no site da ANAC e conforme consulta na data de hoje, 7 de Outubro: Não existem pedidos envolvendo SBPB, que é o código alocado pela ICAO para o Aeroporto de Parnaíba.

A única citação de Parnaíba no HOTRAN, é o "a vigorar", ou seja a aprovação, da exclusão dos HOTRANs referentes a Parnaíba a partir de 5 de Novembro.

Razões

É impossível negar a crise econômica pela qual passa o país, basta olhar 2 coisas para ter a exata noção: O preço do combustível nos postos e a crescente do pão massa grossa (francês/cacetinho) nas padarias para ter a percepção de que a economia não anda bem, isso somado ao desemprego crescente nas capitais. Aviação é um grande termômetro econômico de qualquer país, essa é a principal razão do fim dos voos em Parnaíba.

A variação cambial, fez praticamente os custos das empresas aéreas dobrarem em um ano, está "promovendo" uma série de cortes nas empresas aéreas, especialmente a Azul. Mas o que o dólar tem a ver com uma rota dentro do estado do Piauí? Simples, quando um ATR72-600, avião de origem francesa, equipado com motores canadenses, alcança o período de uma grande revisão a cada 2 anos, a chamada 2Y prevista pelo fabricante, são retirados diversos componentes, inclusive os motores e enviados para revisão e tudo isso é cobrado em dólar, a moeda oficial da aviação, sem falar que até uma lata de óleo de motor por exemplo é mensurada em dólar, bem como o aluguel de equipamentos de solo, etc... logo o dólar de 2,30 quando o voo começou para o dólar de 4,00 atuais gera quase o dobro do custo operacional e obviamente a empresa irá cortar aquilo que não faz bem ao seu caixa.

O tempo está ruim para todos, seja o ATR72 na Azul ou seja um Boeing da GOL ou um Airbus da TAM, o 
dólar é o mesmo para todos e mesmo a imaginária solução de que mais assentos proporcionam maior lucro, é só relembrar a ocupação pífia de 41%, conforme os números oficiais da Infraero, lembrando que em um cenário típico de um THE - PHB - FOR, o ATR "empata" o jogo entre 65% a 70% de ocupação. Enquanto houver crise econômicadólar alto, lamentavelmente veremos o Piauí estagnado no transporte aéreo, o que é uma tragédia, visto que é muito mais prático ficar 40 minutos dentro de um avião, do que 6 horas em uma estrada, o modal aéreo é eficiente, seguro e rápido, porém altamente sensível as variações cambiais.

18 de setembro de 2015

Parnaíba no chão

Mais uma vez Parnaíba fica sem voos comerciais

Parnaíba mais uma vez encerra o ciclo de vôos regulares a partir de 5 de Novembro, quando a Azul deixará de operar os atuais 3 vôos por semana que ligam o litoral Piauiense a capital do estado e a Fortaleza. Durante o mês de Agosto, a ocupação média dos voos foram de 44%, em uma aeronave de 70 assentos cujo ponto de equilíbrio médio é de 65% neste tipo de operação.

A empresa em declaração oficial, afirmou que devido reestruturação da malha aérea deixará de servir a Parnaíba a partir de 5 de Novembro. Podemos apontar 3 fatos para esta decisão:

1) Alta do dólar, todos insumos na aviação são baseados no dólar, considerando IOF, temos hoje um dólar que vale R$4,00, quando os voos começaram o dólar valia menos de R$2,50.

2) Baixa ocupação, em um produto onde o ponto de equilíbrio gira ao redor de 65%, operar com 44% é perder 21% em um momento de grave crise econômica, o capital financeiro não aceita desaforo.

3) O "vencimento" do incentivo de redução de ICMS por parte do governo. Este ponto seria facilmente resolvido, afinal o governador Wellington Dias tem um histórico de preocupação com a integração aérea do estado.

Haviam críticas em relação aos dias de operação e horários do voo, a empresa chegou a ensaiar a introdução de um voo as sexta-feiras, no entanto solicitou no último dia 15 via HOTRAN na ANAC a exclusão de todas permissões de vôos envolvendo a cidade de Parnaíba. Se serve de consolo, Parnaíba não foi a única "atacada" na Azul, a cidade baiana de Feira de Santana perdeu 6 das 7 frequências semanais, assim como as mineiras Araxá (de forte apelo turístico) e Patos de Minas também reduzidas a uma única frequência semanal. Dificilmente outra empresa aérea irá encarar neste cenário econômico do Brasil uma entrada no mercado, pois a Azul já usava o seu menor avião, quanto maior o avião, maior o seu custo operacional.

"GANGORRA"

Parnaíba já foi servida por várias empresas em várias épocas, na década de 90 chegou a ter voos diários com EMB120 Brasília de 30 assentos pela Nordeste ou até voos com Fokker 100 da TABA na rota Belém - Parnaíba - Fortaleza. Posteriormente a Nordeste operou apenas nos finais de semana com Fokker 50 de 50 assentos. Com o fim da Nordeste, absorvida pela VARIG em 2002, a OceanAir assumiu com o mesmo Embraer 120 Brasília a rota, inicialmente diário, e depois paulatinamente sendo reduzida até a total extinção em 2005. Então iniciou-se um período sem voos com operadores regulares até a chegada da Azul em 2014. Em 2007/2008 houve uma tentativa local com um táxi aéreo operando um avião de 19 lugares que era o LET 410 pela Litorânea Taxi Aéreo, avião este que julgo como adequado para desenvolver este mercado no cenário atual.

Vale lembrar que a SETE Linhas Aéreas prospectou entrar na rota THE-PHB-FOR com o EMB120 Brasília, mas abortou seus planos por ter enxergado o futuro do dólar alto. Infelizmente esta empresa foi procurada pelo autor deste blog para apresentar vários estudos, mas não retornou aos contatos.

"AGESPISA DO AR"

O governador clamou mais uma vez por uma iniciativa Piauiense que operasse voos, no passado já cogitou até a constituição de uma estatal. No entanto, em 2013, eu, autor deste blog, fiz todo um projeto e na época houve uma troca de secretário de turismo, que sequer quis receber-me, bem como contatei em 2014 um empresário de aviação local que igualmente não demonstrou interesse em conhecer o projeto, preferindo manter o foco do seu negócio. O projeto é consistente, no entanto envolve grande capital mobilizado para seu inicio.

O transporte aéreo no Piauí é necessário, principalmente para vencer distâncias como de São Raimundo Nonato ou Petrolina até a capital ou tornar uma viagem ao litoral mais agradável com incomparável ganho de tempo. No entanto desenvolver uma empresa aérea requer capital para bancar o seu começo, bem como o capital de giro até o negócio "pegar", uma "AGESPISA DO AR" não custaria menos de 20 milhões e ainda assim lutaria contra o dólar, pois esta é a moeda da aviação, todos os custos são calculados na moeda norte-americana (inclusive para aviões da Embraer, fabricados ali em São José dos Campos). Além disso é necessário intervenção em infra-estrutura nos aeroportos de Picos e Floriano para o desenvolvimento de vôos regulares, atendendo a requisitos AVSEC - Aviation Security, referentes a segurança e inspeção do pessoal que embarcar.

21 de julho de 2015

GOL - Nova identidade visual

Empresa percursora do low-cost no Brasil lança nova identidade

Em 2001 a aviação Brasileira conheceu a GOL, empresa que revolucionou diversas coisas presentes naquela época, por exemplo o bilhete de embarque no estilo "nota de supermercado" foi uma introdução da GOL, tarifas acessíveis foram consagradas pela GOL, a remodelação do serviço de bordo e menor espaçamento entre poltronas, por conseqüência trazendo redução de custos foi obra da GOL. Não precisamos nem citar que em 2001, o Piauí por exemplo era servido por poucos voos de VASP, VARIG, TAM e NORDESTE, bem diferente do cenário atual com Azul, TAM e GOL dominando o cenário e com oferta muito maior do que 14 anos atrás.

Mas, a GOL buscou se reinventar, trazendo um produto ainda em uma estrutura de baixo custo, porém com vantagens aos clientes e dentro desta mudança veio a renovação da identidade visual, como podemos ver abaixo:

Mais do que uma nova pintura para suas aeronaves, novo logotipo, a GOL está promovendo a introdução de assentos em couro nas suas aeronaves, em 2016 teremos wifi a bordo (que eu considero um avanço espetacular em termos de "ter o que fazer" a bordo dos aviões), terá uma opção gratuita de lance, além da continuidade do serviço de bordo pago a bordo e claro as primeiras fileiras com um espaço maior para as pernas. Podemos afirmar que o duelo agora será GOL vs Azul, e a TAM deverá acordar e correr atrás aí para 2016.

Essas inovações vão trazer ao publico piauiense uma nova opção para ser considerada, além do preço da tarifa, pois nota-se um investimento pesado da Azul no mercado local, inclusive tendo solicitado esta semana um novo voo pela madrugada no trecho Belo Horizonte - Teresina - Belo Horizonte. Desejamos boa sorte a GOL nesta nova fase, com a bela identidade visual, que renovou a já "cansada" anterior (em vigor desde 2001 com sutis alterações). E que amplie também sua oferta em THE promovendo outras opções além de Guarulhos, Fortaleza e Brasília.





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