Mochileiros do Piauí

Nas trilhas do Mimbó

Uma viagem que reúne história, tradição e ecoturismo na cidade de Amarante

27/01/2014 00:07h - Atualizado em 27/01/2014 14:26h

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Texto e Fotos: Samuel Brandão

Essa é a vista do rio Parnaíba de cima do Morro da Arara. Foto: Eduardo Marchão.

Quem disse que o Piauí só tem o litoral e a Serra da Capivara como principais pontos turísticos e belezas naturais nunca viajou com a galera do Piauí Trilhas, se depender deles as opções são incontáveis. Partindo para horizontes ainda desconhecidos, o grupo realizou a expedição intitulada  “Nas trilhas do Mimbó”, uma visita à belíssima cidade de Amarante, no sul do Piauí, numa viagem que reuniu história com a visita ao museu Odilon Nunes, tradição na fábrica da cachaça Lira e muita aventura com direito à trilhas, caiaque, rapel e camping no Morro da Arara, um lugar exuberante com mais de 100 metros de altura e visão privilegiada nas margens do Rio Parnaíba.

A vista exuberante do Morro de Santa Cruz na cidade de Amarante.

Nossa viagem começa pela BR-316 com destino a Amarante, a 170 Km da capital Teresina, depois da apresentação inicial do grupo e de muita cantoria dentro da van,  chegamos por volta das nove da manhã com o tempo ainda bem favorável, um pouco fechado pelas nuvens, logo de cara a cidade apresentou sua beleza no cais do Rio Parnaíba com uma vista imponente do Morro de Santa Cruz no lado maranhense. O conjunto arquitetônico de seu casario colonial de herança portuguesa, construído no século XIX, dão o ar histórico da cidade revelando a memória de seus antigos moradores e o apogeu comercial vivenciado no período do império. O museu Odilon Nunes é um desses legados e tem esse nome em homenagem a um dos mais representativos historiadores do Piauí, nessa casa podem ser encontrados diversos objetos, móveis e instrumentos que contam parte da história das famílias amarantinas, além de fotografias e livros do poeta Da Costa e Silva.

Muito da história de Amarante está no Museu Odilon Nunes.

Um pouco antes da entrada de Amarante fizemos uma visita ao sítio Floresta, fundado em 1915, onde fica a fábrica da cachaça Lira. A fábrica ainda preserva a tradição dos antigos engenhos mantendo métodos tradicionais de produção da cachaça, como a destilação em alambique de cobre e o envelhecimento em tonéis de madeira, associados também à novas tecnologias. Depois de um pouco de história, uma breve degustação.

Agora é a hora da aventura, saindo de Amarante pela PI – 130, nosso próximo destino é o Morro da Arara, uma belíssima formação rochosa com aproximadamente 100 metros de altura que fica nas margens do rio Parnaíba no lado do Maranhão. Essa formação é bem peculiar pois possúi um paredão quase retilíneo, dando a impressão que o rio levou sua outra metade, para chegar até lá tivemos que atravessar de canoa  até a outra margem e subir pela encosta até uns 90 metros onde seria o ponto de acampamento. A visão lá de cima é explêndida; várias serras entortando o horizonte, a sinuosidade majestosa do velho monge cortando as chapadas e imergindo nos confins da tarde. Quando o dia amanheceu a aventura foi completa com direito a remada de caiaque, trilhas e rapel para os mais corajosos, tudo isso em meio a uma paisagem exuberante.

Olha quem resolveu aparecer de noite no acampamento.

Em toda a extensão do território piauiense existem lugares com belezas naturais ainda intocáveis e com um grande potencial turístico, o grupo Piauí Trilhas de Ecoturismo vem levar aos piauienses a proposta de conhecer o seu quintal, sempre disseminando a idéia da aventura atrelada a preservação e uma boa interação com a natureza.  

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Fonte: Mochileiros do Piauí
Edição: Mochileiros do Piauí
Por: Samuel Brandão

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