Mochileiros do Piauí

Bem vindos ao Butão

O país da felicidade

03/01/2014 21:46h - Atualizado em 03/01/2014 22:17h

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Texto: Clébert Clark


Hoje, nossa viagem começa por um país que semeia a paz e a tranqüilidade espiritual com seus templos budistas encravados em montanhas e uma natureza abençoada. Um país onde não existem grandes diferenças sociais, onde as pessoas tem consciência ambiental, onde a felicidade é mais importante do que o dinheiro.  Não se trata do paraíso, mas de um lugar bem real. Sejam bem vindos ao Butão.

Foto: Divulgação

O Reino do Butão ou em butanês, a Terra do Dragão, é um país localizado no coração da cordilheira dos Himalaias, entre a Índia e a China e tem uma população de cerca de 700 mil habitantes, um pouco menor que Teresina. Surgiu da vontade de isolamento de alguns monges e parece resistir bravamente ás assediantes investidas da cultura Ocidental. Trata-se de uma das últimas monarquias budistas do planeta, onde as pessoas estão mais preocupadas com suas orações, com a natureza e com o bem estar do próximo. 

Apesar de o país ser uma das menores economias do mundo, este não pode ser considerado como subdesenvolvido, pois não possui problemas característicos do chamado “terceiro mundo”: não existem mendigos nas ruas, a educação ambiental é matéria essencial desde o ensino infantil, o consumo público de tabaco está banido e o país criou até o Índice de Felicidade Bruta, que elabora projetos voltados ao bem estar da sua população. Os butaneses adotaram um estilo de vida mais simples, baseado na agricultura, pecuária e artesanato.

Foto: Divulgação

A religião predominante para dois terços da população é o Budismo Vajrayana que tem como essência, a consciência que leva a iluminação do ser, não só como exemplo moral a seguir mas como busca efetiva.

As montanhas, os templos budistas ancestrais, a natureza marcante, o povo simples e a tradição cultural intocada compõem o cenário perfeito para a visita de mochileiros, mas alcançar os portões deste “Reino Encantado” não é uma tarefa tão simples assim. O Butão é um dos países mais fechados do mundo, por conta da preservação com a cultura local, o país só apareceu na televisão pela primeira vez em 1999. Há um rigoroso controle sobre a quantidade de turistas que entram no país. Não existe turismo independente no Butão e ninguém fica mais do que um mês por lá. Só há um aeroporto internacional no país, na cidade de Paro, e uma entrada por terra, em Phuentsholing, na fronteira com a Índia.

Taktshang (Ninho do Tigre ou Tiger Nest) Foto: divulgação

Pra quem tem espírito aventureiro, o Butão é um verdadeiro tesouro encravado nas montanhas do Himalaia que reúne uma exótica cultura milenar, aliada a uma paisagem paradisíaca, e principalmente, a uma lição de vida com respeito e reverência ao cosmos, a natureza e ao próximo, acalentam profundamente o espírito de quem o visita como um sino que ressoa n'alma. 


INFORMAÇÕES ÚTEIS SOBRE O PAÍS


FORMA DE GOVERNO

Monarquia constitucional, onde o governante tem poderes de um Rei, mas é eleito pela vontade do povo. O Rei Jigme Khesar Namgyal criou o Indice Nacional de Felicidade Bruta e vem adotando uma política mais aberta ao ocidente, numa tentativa de colocar o Butão no mapa, freando assim as constantes investidas fronteiriças dos chineses.

LÍNGUA

Apesar de a língua oficial ser o Butanês, o turista brasileiro pode se virar bem com o inglês, que é bem conhecido devido a proximidade histórico-cultural com a India, ex-colônia britânica.

PRINCIPAL PONTO TURÍSTICO

Tiger Nest (ver foto principal) – Monastério localizado encima de um rochedo a uma altura de 2.950 metros. É possível chegar a este local após 1h30 mim de caminhada.

COMO CHEGAR

De avião: Só há uma companhia aérea a fazer voos para o Reino do Butão, a Druk Air. Os voos partem de Delhi (India) ou de Bangkok com destino a cidade de Paro. Atenção para o visto indiano se o seu caminho cruzar por lá.

Por terra: Não há linhas férreas que levem ao Butão, se a opção for por terra só há uma porta de entrada, partindo de Calcutá (India) com destino a Phuentsholing. A estrada é muito ruim.

QUANTO LEVAR?

Se gasta US$ 20,00 com o visto de 14 dias (pode ser prorrogado por uma única vez) e obrigatoriamente entre US$ 200,00 e US$ 250,00 por dia (dependo da época do ano), este valor é pago para o governo butanês e dá direito a três refeições diárias, hospedagem, serviço de guia local e transporte. Após pagar a taxa diária o turista decide o roteiro de viagem, o local que quer se hospedar, a forma de viagem (sozinho ou em grupo, a pé ou de transporte) e a agência que prestará os serviços.

QUE MOEDA LEVAR?

A moeda local é o Ngultrum (US$ 1,00 = 62,14), mas o mais indicado é levar o Dolar americano mesmo. A Rupia indiana também é aceita.

QUANDO IR?

A melhor época é da primavera ao outono, que vai de março a outubro. Nas demais épocas do ano faz muito frio.

O QUE FAZER NO BUTÃO?

Há templos e monastérios ancestrais por toda parte, o que atrai os mais adeptos do turismo religioso. O Butão também é muito indicado para os que são aficionados por aventura, pois há uma infinidade de trilhas que atravessam montanhas e planícies belíssimas, sendo a “Snowman” a mais famosa delas, com duração de 24 dias cruzando os Himalaias. Há ainda opções de downhills para ciclistas, como a que desce as encostas do monte Dochula (3.140 m). Os que apreciam turismo gastronômico devem preparar o paladar para comidas bem apimentadas. 

PRINCIPAIS CIDADES

Thimphu (2.320 m) é a capital do país e a maior cidade. Fica localizada a cerca de 1h30 do Aeroporto Internacional de Paro.

Paro (2.280 m) é a principal porta de entrada do país.

Bhumtang (2.700 m) é tida como o coração espiritual do Reino do Butão.

PARA SABER MAIS

http://www.kingdomofbhutan.com

A EXPERIÊNCIA DE QUEM JÁ FOI

http://gooutside.uol.com.br/1466
http://www.mochileiros.com/dicas-do-butao-t21172.html
http://www.mochileiros.com/butao-perguntas-e-respostas-t62865.html
http://www.mochileiros.com/butao-guia-de-informacoes-t41300.html

Agora confira um documentário sobre esse país exuberante:

http://www.youtube.com/watch?v=hphuSTkq2lU 

http://youtu.be/hphuSTkq2lU



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Fonte: Clébert Clark

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